quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Até você, Noel?...

Afinal de contas, como surgiu essa figura que atualmente chamamos de Papai Noel? Por que ele está relacionado à essa época em que comemoramos o nascimento de Cristo?

Tudo começou há aproximadamente 1300 anos, no século 4, em Patara, uma cidade na costa sul da Turquia (na época, uma cidade grega), onde nasceu São Nicolau – que não era um gordinho rechonchudo de barba e nem vestia a tradicional roupa vermelha com botas.

A lenda diz que Nicolau jogava moedas de ouro para dentro da janela de um pobre homem que tinha três filhas. Uma versão conta que, misteriosamente, surgiram três sacos de dinheiro em noites consecutivas para que o pai das meninas pudesse pagar o dote e casá-las. Alguns dizem que as moedas eram atiradas chaminé abaixo, e outros, que eram deixadas em meias penduradas na lareira para secar, essa última, uma tradição que continuou até hoje. Ele morreu no dia 6 de dezembro de 343, em Mira, na Turquia.

E como a imagem de São Nicolau, do século 4 na Turquia, se transformou na figura do gorducho bonachão dos comerciais da Coca-Cola de hoje em dia?

Nos anos 1920, a figura do Papai Noel começa a ser utilizada em publicidade, aparecendo em propagandas fumando cigarros Camel e Lucky Strike, vendendo Martini e pasta de dente Colgate, assumindo os traços que conhecemos hoje em dia! Em 1930, se torna o velhinho-propaganda da Coca-Cola.

Para quem quer conhecer o bom velhinho de perto e entregar-lhe pessoalmente sua carta com pedidos de presentes, basta viajar para a fria e gelada Rovaniemi, na Lapônia, uma região que engloba uma parte da Finlândia, Noruega, Suécia e Rússia.

PS 1: Sua “residência/escritório” – que recebe 310 mil turistas e 700 mil cartas por ano – fica na Montanha Korvatunturi, na Finlândia. Anote o endereço: Rovakatu 21, FIN-96200, Rovaniemi, Finlândia. Telefone: 00/xx/358/16/346-270.

PS 2: Desejo um feliz Natal Tropical à todos!

PS 3: Caso você não possa ir à Finlândia, um bom abraço e muito carinho já são um grande presente!

Publicado em 22/12/2016, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Qual é o “pobrema”?...

Você lembra como se sentiu quando leu ou escreveu pela primeira vez? É bem provável que não – parece até que já nascemos lendo e escrevendo! Mas, com certeza, deve ter sido um momento mágico.

Já faz um tempinho que o Ministério da Educação autorizou a publicação do livro “Por uma Vida Melhor”, uma insanidade completa! Volto a falar neste assunto, por que a insanidade continua...

Num país como o Brasil, onde existem milhares de analfabetos e falta de escolas públicas, chega a ser um privilégio poder ler e até escrever. Não bastasse esta realidade cruel, que nossas crianças e adultos vivem há muita e muitas décadas, ainda somos pegos de surpresa por uma nova corrente educacional, que defende a ideia de que não existe certo ou errado na língua portuguesa.

Para este grupo de pessoas, que tem a coragem de se denominar pedagogos, chamar a atenção de um aluno que escreve ou fala gramaticalmente errado é um “preconceito linguístico”. Adotado nas aulas de português para milhões de estudantes do ensino fundamental, o livro “Por uma Vida Melhor” é uma amostra desta insanidade acadêmica.

Heloisa Ramos, uma das autoras desta obra insana, cita no livro: “Você pode estar se perguntando: ‘Mas eu posso falar ‘os livro’?’, ou ‘Nós pega o peixe?’. Claro que pode”. O erro crasso de concordância é apenas uma “variação popular”, diz a autora. E mais, ela ainda diz que a língua culta, ou seja, a gramática que rege as regras de nossa língua portuguesa, é um “instrumento de dominação das elites”...

Eu fiquei totalmente pasma com estas afirmações e, pior ainda, saber que o Ministério da Educação autorizou a edição do tal livro e sua distribuição para as escolas públicas.

Banalizar a educação e destituir-se da responsabilidade de propiciar um estudo básico para nossas crianças e jovens carentes até que parece ser uma boa saída para os governantes se eximirem de toda e qualquer responsabilidade ética e moral em relação a tudo o que acontece no Brasil!

PS 1: Meus sentimentos pela morte de dom Paulo Evaristo Arns, ícone progressista da igreja no Brasil.

PS 2: Se você ainda não leu o livro “Ratos e Homens”, de John Steinbeck, este é um bom momento!

Publicado em 15/12/2016, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Quem é você na rede?

Estudos realizados por psicólogos têm demonstrado que a maior parte das pessoas que se comunicam via internet através das redes sociais tem a tendência de chamar a atenção, mostrando um perfil pessoal bem diferente do que possuem na vida real. Na maioria das vezes, a pessoa acaba exagerando, seja nos seus defeitos ou nas suas qualidades.

Hoje em dia, dificilmente vamos conhecer alguém que não possua uma página pessoal no Facebook, Intagram ou em alguma outra rede social. Caso você não tenha uma, vai sentir-se um ET ou um alienado.

Realmente estamos vivendo na era da sociedade antenada, conectada 24 horas na rede, todos twittando, postando comentários, opiniões, minuto a minuto, as quais vão ser vistas por milhares de pessoas.

Parece que isso acabou se tornando um dos objetivos principais no nosso dia. Quem tem mais seguidores, você ou seu amigo? “Eu já estou com 800 pessoas como meus amigos no Facebook”, comentou meu vizinho, que praticamente não sai de casa e vive sozinho. “Sempre posto fotos de festas, viagens, falo dos meus namorados” é o comentário de uma amiga muito tímida na vida real.

Mas vamos pensar um pouco... Quando tudo isso começou, qual era a finalidade de participar das redes sociais? Bem, que eu me lembre, a ideia era fazer novos amigos em qualquer lugar do mundo, trocar experiências, conhecer pessoas afins e, se possível, encontrá-las no mundo real.

Eis que de repente nos vemos perdidos em um mundo virtual, que, por muitas vezes, acreditamos ser real, e somos capazes de ficar o dia inteiro na frente de um computador.

Como jornalista, sou a primeira a achar uma maravilha todos os recursos que a internet e as redes sociais podem nos oferecer em termos de informação e interatividade. Porém, tento sempre me lembrar de usar estas ferramentas como um meio e não um fim!

PS 1: “Use a rede com moderação. Se persistirem os sintomas, procure um médico!”

PS 2: Vídeo mostra estereótipo das redes sociais. Vale a pena ver: http://vimeo.com/22575745

Publicado em 08/12/2016, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

O que é coronelismo?

Brasil, meu Brasil brasileiro... Hoje, o nosso país é tido, mundialmente, como um símbolo de democracia na América Latina e no mundo.

Estive no Canadá representando o Portal Terceira Idade em um encontro sobre ações governamentais e não governamentais para a pessoa idosa. Curiosamente, os canadenses elogiavam nossa democracia e se espantaram ao saber da falta de inúmeras políticas públicas nas áreas de saúde, casas para idosos, cuidados – além dos baixos salários que a maioria dos aposentados recebe no Brasil.

“Que situação a minha...”, eu pensei. Sou brasileira e, ao invés de ter orgulho de meu país, tive que ser honesta e colocar de maneira muito clara que nossa democracia e os direitos da nossa população da 3ª idade – ou de qualquer idade – não são levados a sério.

Para a maioria dos estrangeiros, a palavra coronelismo e o conceito da mesma são muito difíceis de entender – até mesmo para nós, brasileiros, onde a figura do “Coronel” faz parte apenas das estórias do Cangaço.

Então, como é possível nosso país estar nas mãos dos mesmos governantes há tantas décadas, seja no âmbito federal, estadual ou municipal? E por que é tão difícil políticas públicas básicas funcionarem no Brasil?

Quase cem anos depois, essa frase, de 1920, ainda parece verdadeira: “Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada”.

A reflexão acima foi escrita por Ayn Rand, filósofa russo-americana, judia, fugitiva da revolução russa, que chegou aos Estados Unidos na metade da década de 1920.

PS: Coronelismo (do Dicionário Michaelis): Influência dos coronéis na política, que confundem em sua pessoa, atribuições de caráter privativo e público.

Publicado em 24/11/2016, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Mariana faz um ano...

Muitas Marianas devem ter completado um ano de vida! Infelizmente, não estou falando delas neste momento, mas, sim, do desastre que matou mais de 19 pessoas em Minas Gerais, espalhou 40 bilhões de litros de lama por 650 km, além de retirar centenas de ribeirinhos das suas casas e deixá-los sem sustento!

A ONU divulgou, no dia 4 de novembro, um apelo para que o governo brasileiro e as empresas envolvidas no rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), tomem medidas urgentes para conter os impactos da tragédia. Segundo o órgão, as ações tomadas até agora foram “simplesmente insuficientes”.

“Após um ano, muitas das seis milhões de pessoas afetadas continuam sofrendo. Acreditamos que seus direitos humanos não estão sendo protegidos em vários sentidos, incluindo os impactos nas comunidades indígenas e tradicionais, problemas de saúde nas comunidades ribeirinhas, o risco de subsequentes contaminações dos cursos de água ainda não recuperados, o avanço lento dos reassentamentos e da remediação legal para toda a população deslocada, e relatos de que defensores dos direitos humanos estejam sendo perseguidos por ação penal”, aponta o órgão.

O relatório, assinado por especialistas ligados a ONU, pede esclarecimentos sobre a qualidade da água, a saúde das vítimas e o destino das comunidades forçadas a abandonar suas casas. Ele aponta ainda o receio de que mais rejeitos possam atingir as regiões de jusante quando a temporada chuvosa iniciar daqui a algumas semanas.

As empresas Samarco, Vale e BHP Billiton são citadas no comunicado: “Relembramos ao governo e às empresas que um desastre dessa escala – que despejou o equivalente a 20.000 piscinas olímpicas de rejeitos – requer resposta em escala similar”.

Já a Samarco diz que “tem feitos esforços para reparar e remediar os danos causados” com o Plano de Recuperação Ambiental Integrado, entregue em agosto, que reúne ações previstas em acordo firmado junto aos governos Federal, de Minas Gerais e do Espírito Santo.

PS: Queridas Marianas que completaram 1 ano de vida, espero que todas vocês possam crescer em um Brasil mais justo e digno!

Publicado em 17/11/2016, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Bate, bate coração...

Li, em uma recente pesquisa da OMS (Organização Mundial da Saúde), alguns dados que me deixaram preocupada. A América Latina, incluindo o Brasil, é uma das regiões de maior índice de mortes por enfarte. A pesquisa destaca que isso acontece devido ao alto índice de gorduras que se ingere, poluição, sedentarismo, tabagismo, álcool e, o mais importante, a falta de exames preventivos! Os males do coração, como tantas outras doenças, não tratados adequadamente, são, na maioria das vezes, fatais.

Haja coração, físico e emocional, para conseguirmos viver sob esta constante pressão financeira e imoral que o Brasil nos impõe, a partir do momento que nosso governo praticamente se abstém de usar o dinheiro de nossos impostos para nos oferecer todos os serviços sociais aos quais temos direito – e eles, obrigação.

Mudando um pouco de assunto... Acho que, a partir de hoje, o mundo inteiro está à beira de um enfarte! Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos, uma das nações mais poderosas do planeta – o que, com certeza, vai resultar em mais e mais problemas para todos.

Um ser racista, machista, homofóbico, com um discurso enlouquecido e prepotente, agora tem o poder em suas mãos. De seu discurso fazem parte propostas como banir a entrada de muçulmanos nos EUA, construir um muro na fronteira com o México, etc., etc...

Não estou dizendo que Hillary Clinton é uma deusa ou uma santa, mas, ao menos, ela navega em mares um pouco menos insanos. Agora, é esperar pra ver no que vai dar...

E nosso coração como é que fica? Segundo os conceitos da medicina oriental, o que regula todas as nossas emoções e sentimentos é o nosso “coração emocional”. Vivendo sob constante medo, tensão e insegurança, é muito difícil mantermos um equilíbrio. Mas, como todo bom brasileiro(a) tem um enorme coração que bate forte e não desiste, vamos seguindo em frente.

PS 1: Será que o povo americano acha que Las Vegas fica em Washington?

PS 2: Ah, nosso presidente garantiu que não temos nenhum motivo para nos preocuparmos!

Publicado em 10/11/2016, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

“Heranças indígenas com o pudor português”

Do primeiro teste da bomba atômica no Atol de Bikini, no Oceano Pacífico, em 1946, até a confecção da “peça mais desejada da moda brasileira”, o biquíni guarda uma história de vanguardismo, sexo e moralismo ligada à relação da mulher com o próprio corpo.

“A relação dos índios com o corpo revela nossa forma de usar o biquíni. Mulheres de uma tribo no Xingu, por exemplo, cobrem a intimidade com o uluri (cinto que só envolve uma pedaço da cintura). As brasileiras, por menor que seja o biquíni usado, também se consideram vestidas. Carregamos heranças indígenas com o pudor português”, explica o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro.

São tantas estórias e mitos sobre estas duas peças que cobrem o corpo da mulher ocidental, e que no Brasil, mais do que em qualquer outro país do mundo, fazem parte do imaginário masculino, além de tornarem a mulher brasileira em um constante, “objeto do desejo”, que a jornalista Lilian Pacce passou 13 anos debruçada em entrevistas, fotos e uma vasta checagem cronológica dos fatos que envolvem este traje de banho, curiosamente criado por um francês, Louis Réard.

Em suas pesquisas com personagens-chave para a disseminação do traje, descobriu que a ex-modelo alemã Miriam Etz (1914-2010) foi a primeira mulher a aparecer no Rio, em 1946, com um biquíni “duas peças” – versão que ainda encobria o umbigo.

Bem, de certa maneira, parece fútil nos preocuparmos tanto com a história do biquíni, mas este traje de banho feminino simboliza muito de nossa cultura machista, a qual inverteu e banalizou toda a cultura indígena em nosso país, transformando a pureza do índio e seus costumes em uma moralidade cheia de aberrações e falsos preceitos de pureza e castidade.

PS 1: “Lamento o português ter vestido o índio, e não o índio ter despido o português...” (Oswald de Andrade, famoso escritor modernista)

PS 2: Índios e biquínis “Made in Brazil”!

PS 3: Com este calorão, qualquer biquíni me satisfaz...

Publicado em 27/10/2016, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Outubro Rosa: fitinhas rosas não bastam...

Outubro Rosa é uma campanha de conscientização para a prevenção do câncer de mama. Ao longo de todo o mês, são discutidas importantes informações sobre a prevenção, tratamentos e maneiras de enfrentar essa doença. E os direitos que as mulheres têm assegurados?

Por falta de informação, os pacientes e suas famílias não sabem que podem ter, além do acesso aos medicamentos, também isenções tributárias, como: Imposto de Renda (IR), Imposto sobre operações financeiras (IOF), Imposto sobre a propriedade de veículos (IPVA), além de outros direitos, como transporte gratuito, liberação do fundo de garantia e do PIS/PASEP e mais a cirurgia reconstrutora!

Na maioria dos casos, o câncer de mama deixa mais que marcas psicológicas na mulher, já que o tratamento pode envolver a retirada de parte ou de toda a mama afetada, ou mesmo das duas mamas. Nestes casos, a cirurgia plástica reparadora de mama é um direito garantido às mulheres que sofreram mastectomia total ou parcial. O procedimento pode ser realizado pela rede de unidades integrantes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Bem, até aqui citei os direitos legais... Mas como todos nós sabemos, a teoria na pratica é outra. Com certeza, não vai ser nada fácil conseguir ter todos estes direitos citados acima, infelizmente, devido ao descaso e burocratização de nosso governo, desde a época de D. Pedro I, II, entre outros...

Existem duas formas de ir atrás dos seus direitos. A primeira delas é a via administrativa, em que o pedido pelo medicamento é analisado pela Secretaria da Saúde e o paciente tem um retorno posterior. É comum que o pedido seja negado, o que é um absurdo! Então, se faz necessária a ação judicial. Aí, você pensa: “Se eu não posso pagar um medicamento, como vou pagar um advogado?”.

Procure a Defensoria Pública ou Promotoria de Justiça de sua cidade, ambos os serviços são gratuitos. Vale a pena tentar!

PS 1: É tão fácil criar leis e supostos direitos...
PS 2: É tão fácil distribuir milhares de fitinhas rosas...

Publicado em 20/10/2016, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).