quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Os dois lobos...



Uma das mais conhecidas lendas da mitologia dos índios americanos Cherokee é a estória da luta entre dois lobos, os quais com certeza todos temos dentro de nós. Um deles sempre se sobressairá ao outro. Qual dos dois será o mais forte?

Essa lenda vale mais do que muitas sessões de terapia e entendimento de nossas atitudes – cada vez mais ríspidas e egoístas nestes tempos difíceis!

“Certo dia, um jovem índio cherokee chegou perto de seu avô para pedir um conselho. Momentos antes, um de seus amigos havia cometido uma injustiça contra o jovem e, tomado pela raiva, o índio resolveu buscar os sábios conselhos daquele ancião.

O velho índio olhou fundo nos olhos de seu neto e disse: ‘Eu também, meu neto, às vezes, sinto grande ódio daqueles que cometem injustiças sem sentir qualquer arrependimento pelo que fizeram. Mas o ódio corrói quem o sente, e nunca fere o inimigo. É como tomar veneno, desejando que o inimigo morra’.

O jovem continuou olhando surpreso, e o avô continuou: ‘Várias vezes, lutei contra esses sentimentos. É como se existissem dois lobos dentro de mim. Um deles é bom e não faz mal. Ele vive em harmonia com todos ao seu redor e não se ofende. Ele só luta quando é preciso fazê-lo, e de maneira reta’.

‘Mas o outro lobo… Este é cheio de raiva. A coisa mais insignificante é capaz de provocar nele um terrível acesso de ira. Ele briga com todos, o tempo todo, sem nenhum motivo. Sua raiva e ódio são muito grandes, e por isso ele não mede as consequências de seus atos. É uma raiva inútil, pois não irá mudar nada. Às vezes, é difícil conviver com estes dois lobos dentro de mim, pois ambos tentam dominar meu espírito’.

O garoto olhou intensamente nos olhos de seu avô e perguntou: ‘E qual deles vence?’.

Ao que o avô sorriu e respondeu baixinho: ‘Aquele que eu alimento’.”


PS 1: Qual deles você quer alimentar?
PS 2: “Ser ou não ser, eis a questão”...
PS 3: Cada vez que decidimos trilhar algum caminho, alimentamos um desses dois lobos...
PS 4: Torço para que todos os governantes de nosso querido Brasil leiam esta lenda!


Publicado em 01/02/2018, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Vacinas, febre amarela e frações...


Quando falamos em frações, acredito que todo mundo – ou quase todos – tem arrepios quando se lembra desse assunto durante a época da escola...

O arrepio volta à tona, dessa vez não nas aulas de matemática, mas com relação à “vacina fracionada”.

Mais uma vez somos amedrontados pelo famigerado mosquito Aedes aegypti. Não bastasse os vírus da Dengue, Chikungunya e Zika, agora ele nos presenteia, também, com a febre amarela –parece que ele não quer nos dar descanso...

Centenas de cidades nas principais regiões do Brasil estão em estado de alerta, com equipes do Ministério da Saúde distribuindo vacinas contra a febre amarela – parece coisa de filme de ficção científica...

A informação que está sendo passada à população é que as pessoas que tomam a vacina ficam imunizadas por toda a vida. No entanto, o governo está oferecendo a vacina “de forma fracionada”, ou seja, por não terem a quantidade de vacinas necessária para toda a população, estão “dividindo” a dose integral em quatro ou cinco partes, aplicando somente essa pequena fração para cada pessoa vacinada – no entanto, essa fração tem uma validade de apenas 8 anos, necessitando ser aplicada novamente ao término desse período.

Mas o problema não reside apenas no fracionamento da vacina. Uma parcela sensível da população, a dos que têm mais de 60 anos, precisa ficar muito atenta à esta vacina.

Artigo publicado na Folha de S.Paulo no último dia 13 afirma que “idosos de São Paulo estão sendo vacinados contra a febre amarela sem avaliação médica sobre o estado de saúde e os riscos e benefícios da imunização, apesar de recomendação de entidades médicas”. Quando vacinadas pela primeira vez, pessoas acima de 60 anos correm mais risco de desenvolver uma doença semelhante à febre amarela, a chamada febre vacinal.

“A prática, no entanto, é menos criteriosa. A reportagem da Folha visitou postos de saúde numa das regiões mais afetada pelo atual surto da doença na capital de São Paulo e verificou que o controle de vacinação para idosos tem sido elementar”, conclui o artigo.

PS. Vamos torcer para que os responsáveis pela campanha de vacinação tenham ido bem em frações na escola...

Publicado em 25/01/2018, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

O florista foi ao barbeiro...


Recebi esta semana um texto muito interessante no meu WhatsApp... Em geral, recebo várias coisas que nem consigo ver – e outras que são meio bobagens. O título era exatamente este: “O florista foi ao barbeiro”. Pensei comigo mesma: “Deve ser mais alguma piadinha...”

No final do dia, abri o WhatsApp e li com calma a mensagem. Para minha surpresa, era um texto de Eça de Queiros, e mais, um texto muito inteligente e que cabe direitinho nos dias de hoje, ontem – e espero que o mesmo não seja tão verdadeiro para os dias futuros!

Transcrevo o texto, logo abaixo, e espero que vocês apreciem essa pequena pérola tanto quanto eu:


“O florista foi ao barbeiro para cortar seu cabelo. Após o corte, perguntou ao barbeiro o valor do serviço e o barbeiro respondeu: ‘Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana’. O florista ficou feliz e foi embora.

No dia seguinte, ao abrir a barbearia, havia um buquê com uma dúzia de rosas na porta e uma nota de agradecimento do florista. Mais tarde, no mesmo dia veio um padeiro para cortar o cabelo. Após o corte, ao pagar, o barbeiro disse: ‘Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana’. O padeiro ficou feliz e foi embora.

No dia seguinte, ao abrir a barbearia, havia um cesto com pães e doces na porta e uma nota de agradecimento do padeiro.

No segundo dia, veio um vereador para um corte de cabelo. Novamente, ao pedir para pagar, o barbeiro disse: ‘Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana’. O vereador ficou feliz e foi embora.

No dia seguinte, quando o barbeiro veio abrir sua barbearia, havia uma dúzia de vereadores fazendo fila para cortar cabelo.

Essa é a diferença entre os cidadãos e os políticos. ‘Os políticos e as fraldas devem ser trocados frequentemente e pela mesma razão.’
(Eça de Queirós)”


PS 1: Qualquer semelhança não é mera coincidência...
PS 2: Será que existem fraldas específicas para esse “povo”?
PS 3: Quem matou Odete Roitman? “Vale a pena ver de novo”...


Publicado em 18/01/2018, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Bate, bate, bate coração...

Li em uma recente pesquisa da OMS (Organização Mundial da Saúde) alguns dados que me deixaram preocupada. A América Latina, incluindo o Brasil, é uma das regiões de maior índice de mortes por enfarte. A pesquisa destaca que isso acontece devido ao alto índice de gorduras que se ingere, poluição, sedentarismo, tabagismo, álcool e, o mais importante, a falta de exames preventivos! Os males do coração, como tantas outras doenças, não tratados adequadamente são, na maioria das vezes, fatais.

É triste enxergar que todos os problemas de saúde acontecem, quase sempre, devido ao descaso. Concluo que a vida humana vale cada vez menos, já que o “índice” que avalia o seu valor é ter ou não condições de pagar planos de saúde, medicamentos, alimentação, escola, moradia, etc., etc., etc...

Haja coração, físico e emocional para conseguirmos viver sob esta constante pressão financeira e imoral que o Brasil nos impõe, a partir do momento que nosso governo praticamente se abstém de usar o dinheiro de nossos impostos para nos oferecer todos os serviços sociais aos quais temos direito – e eles, obrigação.

Segundo os conceitos da medicina oriental, o que regula todas as nossas emoções e sentimentos é o nosso “coração emocional”. Vivendo sob constante medo, tensão e insegurança, é muito difícil mantermos um equilíbrio...

Dizem por aí que o ano de 2018 começou! E agora? Vem o Carnaval, a Copa, as eleições... São tantas emoções... Percebo que as pessoas estão querendo ser otimistas e buscam acreditar que este ano vai ser melhor. Eu também tenho este sentimento, porém, tudo é uma consequência do que foi feito antes... Infelizmente, não vejo mudança alguma na política e, quando vejo, são mais e mais desastres econômicos e sociais!

E o nosso coração como fica? Bate forte, bate ansioso, bate temeroso, mas, como todo bom brasileiro tem que ser um malabarista, tenho fé de que vamos continuar nos segurando e tentando achar uma corda menos bamba...

PS 1: Já é tempo de fazer mais do que apenas reclamar e tentar se segurar...

PS 2: Não anule seu voto, anule os candidatos que não valem a pena!

PS 3: No meio do lixão, sempre achamos coisas úteis!

Publicado em 11/01/2018, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Começo e fim...

No meio de tantos assuntos políticos e sociais, crise econômica, começo de um novo ano, novas expectativas, inseguranças, etc., etc., etc., tive uma linda conversa com uma pessoa mais velha e ela me disse: “Nesta vida, é bom aproveitar o meio, pois o começo e o fim, todos sabem, são irremediáveis”.

Um pensamento tão simples e claro me fez refletir bastante sobre a vida. Quando crianças, achávamos que nunca iríamos crescer, nos tornarmos adolescentes, adultos e, então, envelhecermos. Tudo parecia que era para sempre – até quando arrumamos um emprego, casamos, criamos uma família, fazemos amigos, acreditamos que tudo vai ser eterno, inclusive nossa própria vida!

Dizem que tanto as coisas boas quanto as ruins não duram para sempre. Está aí mais um ditado popular muito sábio. Depois dessas reflexões, me animei bastante, por incrível que pareça – claro que os medos e inseguranças sempre aparecem!

Mas, olhando pelo outro lado da moeda, lembrei, mais do que nunca, que o mais importante é viver “o aqui e agora” – já que o ontem já foi e o amanhã ainda não chegou!

Podemos olhar a vida e o tempo por vários ângulos. Este ano começou, ou o ano passado acabou? Na verdade, o tempo não tem começo nem fim, tudo é uma continuidade.

O que importa é o que vamos fazer com nosso tempo! Este é o meio do caminho. Podemos fazer algo por nós e pelos nossos semelhantes, ou podermos apenas esperar, sentados, o valioso tempo passar...

Manchete de um site de notícias de Minas Gerais (14/08/2017): “Deputados torram o dinheiro público com mordomias. Gastos com cotas parlamentares – seus salários ultrapassam 33 mil reais – mostram que a crise afetou apenas os eleitores. Só até julho deste ano, a Câmara reembolsou R$ 3,7 milhões aos deputados por gastos com ‘combustíveis e lubrificantes’ – mais R$ 5,8 milhões para alugar carros e R$ 216,6 mil com táxis e Uber. R$ 583,8 mil foram gastos com bilhetes de avião e R$ 767,5 mil com aluguel de aeronaves”.

PS 1: Infelizmente, ainda existem seres humanos que não têm noção alguma do tempo e, além de não fazerem nada de bom com ele, o utilizam para prejudicar milhões de pessoas, sem dó ou consciência!

PS 2: Feliz Ano Novo! Feliz tempo novo!

Publicado em 04/01/2018, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Campanha “Bola do Bem”



Você deve estar curioso para saber que campanha é essa... Pois bem, essa é uma campanha onde a “bola” que você vai passar pra frente é a “bola do bem”!

Lembrei-me de um filme que eu já assisti há muito tempo, “A Corrente do Bem”. Na estória, um menino de 12 anos cria o seguinte desafio para si e para todos ao seu redor: conseguir fazer para três pessoas, sejam elas quais forem, algo muito especial, algo que elas não conseguiriam fazer por si só e, daí pra frente, essas pessoas fariam por mais três pessoas o mesmo, e assim por diante. Não vou contar o resto do filme, senão perde a graça...

Bem, depois que o filme terminou, tive mais uma vez a certeza de que o mais importante não é ganhar ou perder, mas, sim, viver e ajudar àqueles que estão sem rumo a tentarem novamente. Porém, não adianta dar o “peixe” e, sim, a “vara de pescar” – e, mais importante, com muito amor e carinho.

Que tal experimentar? Observe uma, duas, três ou mais pessoas as quais você acha que poderia realmente ajudar a viver de verdade. Passe essa bola pra frente!

Estamos praticamente no final de 2017, daqui a alguns dias estaremos no ano de 2018. E qual vai ser a diferença? O tempo passa desde que nascemos, e vai continuar passando, dia após dia, ano após ano. A diferença é o que fazemos com o nosso tempo e que atitudes tomamos em nossas vidas.

Todos nós sabemos que o dia a dia é uma das tarefas mais delicadas da nossa vida. Surgem dificuldades, angústias, felicidades e acasos inesperados. Assim é a vida, feita de cada segundo e de cada minuto que passa.

É nestes momentos que eu me lembro o quão importante é viver sempre o aqui e agora. Fico feliz quando penso que as palavras que escrevo estão sendo lidas por várias pessoas. E mais, a sensação de que, de alguma maneira, estou abrindo um espaço para reflexão, informação, críticas.

Desejo a todos uma feliz passagem de ano e que todo dia possa ser um dia que vá fazer a diferença! Feliz 2018!

PS 1: “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.” (Chico Xavier)

PS 2: Passe “essa bola pra frente”, vale a pena!

Publicado em 28/12/2017, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Ele disse tudo e mais um pouco...



Natal chegando, novenas, preparações, correria, gastos e outras coisas mais... Aí vem o Papa Francisco e divulga esse texto:

“O Natal costuma ser sempre uma ruidosa festa, entretanto se faz necessário o silêncio para que se consiga ouvir a voz do Amor.

Natal é você, quando se dispõe, todos os dias, a renascer e deixar que Deus penetre em sua alma.

O pinheiro de Natal é você, quando com sua força resiste aos ventos e dificuldades da vida.

Você é a decoração de Natal, quando suas virtudes são cores que enfeitam sua vida.

Você é o sino de Natal, quando chama, congrega, reúne.

A luz de Natal é você quando, com uma vida de bondade, paciência, alegria e generosidade, consegue ser luz a iluminar o caminho dos outros.

Você é o anjo do Natal, quando consegue entoar e cantar sua mensagem de paz, justiça e amor.

A estrela-guia do Natal é você, quando consegue levar alguém ao encontro do Senhor.

Você será os Reis Magos, quando conseguir dar de presente o melhor de si, indistintamente, a todos.

A música de Natal é você, quando consegue também sua harmonia interior.

O presente de Natal é você, quando consegue comportar-se como verdadeiro amigo e irmão de qualquer ser humano.

O cartão de Natal é você, quando a bondade está escrita no gesto de amor de suas mãos.

Você será os ‘votos de Feliz Natal’, quando perdoar, restabelecendo, de novo, a paz, mesmo a custo de seu próprio sacrifício.

A ceia de Natal é você, quando sacia de pão e esperança qualquer carente ao seu lado.

Você é a noite de Natal, quando consciente, humilde, longe de ruídos e de grandes celebrações, em silêncio, recebe o Salvador do Mundo.

Um Feliz Natal a todos que procuram assemelhar-se com esse Natal!” (Papa Francisco)

Bem, ele falou tudo e mais um pouco! Se todos nós entendermos e praticarmos essas atitudes nesta época e ao longo de todos os dias de nossas vidas, com certeza teremos e faremos um mundo melhor.

Sei que não podemos mudar o mundo, mas podemos mudar nossas atitudes para com nossos amigos, familiares e mesmo pessoas que acabamos de conhecer. O mundo é cada um de nós!

PS 1: Desejo que cada um de nós faça o Natal feliz!
PS 2: Seja um Papai Noel! Convide alguém que está sozinho para sua Ceia de Natal!

Publicado em 21/12/2017, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Sonhos de consumo...

Telefones celulares cada vez mais sofisticados, TVs com imagem HD, 3D, 4K, carros que estacionam sozinhos, aparelhos para diagnósticos médicos computadorizados... Não há dúvidas: vivemos numa sociedade moderna!

Mas, como nada é perfeito, tenho alguns detalhes que acho bom lembrar: qual o custo disso tudo? A TV a cabo dá para pagar? Ou vamos de Netflix? A gasolina está mais cara do que nunca, exames médicos estão até parcelando no cartão de crédito...

Deduzo, então, que comunicação, acesso à informação, locomoção, coisas assim do dia a dia, tão básicas e naturais, se tornaram “supérfluas”. As pessoas estão começando a “cortar” esses serviços para poder pagar o “arroz-feijão” de todo dia.

Mais um contrassenso em nosso querido Brasil. Anúncios, comerciais de produtos, planos de saúde, tudo a vontade. Mas como é possível pagar tudo isso? Aqui temos os impostos e as tarifas governamentais e privadas mais caras do mundo. Então, quem vem primeiro: o ovo ou a galinha?

Claro que não vou falar do básico mesmo, que é a alimentação, saúde, moradia, etc., pois estes itens já viraram supérfluos há muito tempo. Voltamos às origens do bom e velho Brasil: o grande “sonho de consumo” de todo nós vai acabar sendo o vale-refeição, vale-transporte, cesta básica... Isto se você estiver empregado – e com que salário, só Deus sabe... E vale a pena ver de novo tudo isso?

Andam dizendo por aí que o Brasil está saindo da crise. Qual delas? Entra ano, sai ano, e lá vamos nós, a corrida não para. Os governantes não param de usufruir ilegalmente do poder adquirido!

Posso parecer um pouco pessimista nesta época de comemorações e festas! Mas é sempre bom lembrar que a vida vale mais que um vale...

PS 1: “É insano pensar que podemos obter resultados diferentes fazendo sempre as mesmas coisas” (Albert Einstein)

PS 2: Será que Papai Noel vai passar lá em casa neste Natal? Tentei ligar pra ele várias vezes, mas só dá caixa postal...

Publicado em 14/12/2017, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).