quinta-feira, 20 de julho de 2017

TVs, celulares... E cadê o banheiro?


Dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE, mostram que, enquanto no país avança a presença nas residências de bens duráveis como TVs, aparelhos de DVD, computador, celular, carros, etc., boa parte dos Estados fica paralisada – ou até regride – em serviços como água, esgoto e coleta de lixo.

Segundo o IBGE, no Brasil, 4 milhões de pessoas não têm banheiro em casa. Na cidade de Milagres, no Maranhão, cerca de 67% dos domicílios não têm banheiro.

Um dos maiores entraves, ainda, é a rede de esgoto. Ao todo, 11 Estados recuaram no acesso a este serviço. No Piauí, o percentual de casas com acesso à rede foi de 4% para 2,8% – queda de 29%. “Há um avanço, mas muito aquém do que o país precisa. O governo tem meta de universalizar o serviço em até 20 anos. Se continuar assim, é impossível”, diz Édison Carlos, presidente do instituto.

O problema se repete na coleta de lixo. “Os municípios não têm mostrado capacidade de recolher e destinar adequadamente tudo. E os problemas estão se agravando”, diz Maria Vitória Ferreira, coordenadora da agenda ambiental da Universidade de Brasília.

Neste cenário desastroso devido a inconsequente administração de nossos governantes, que já vem de longa data, surge um outro cenário surrealista... Jorge Alessandro de Souza vive em frente a um igarapé no bairro São Jorge, na zona oeste da capital do Amazonas. O lixo se acumula nas margens do canal, não há coleta de esgoto e a iluminação é precária.

Porém, na sua garagem, uma lona escura esconde um sonho antigo: o carro que ele comprou em fevereiro passado. Dentro de sua casa, há geladeira, televisão e outros eletrodomésticos, todos novos... Será que esta situação pode levar alguém em sã consciência a dizer que vivemos em um país emergente?

Bem, deixando de lado estes pequenos detalhes do dia a dia e dando para ver o joguinho de futebol e a novela das oito, parece que está tudo bem por aqui...

PS 1: “Um país sem banheiros não é um país sem miséria!”

PS 2: Iniciativa privada lançou a campanha “Banheiro Seco”. Saiba mais em: www.banheirosmudamvidas.com.br

Publicado em 20/07/2017, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Sobre homens e hienas...


Em tempos de crise, tenho sentido cada vez mais como os seres humanos lidam uns com os outros... Dizem que “tudo está difícil”, “não sobra dinheiro pra nada”, “não sobra tempo”, “os nervos estão à flor da pele”, “tem que cuidar primeiro de sua prole”...

E fora dos tempos de crise? Estes seres humanos agem diferente, ou sempre existe um “porém, mas, contudo, todavia”, “tá tudo bem, mas eu primeiro”, “os outros que se virem e lutem como eu”, “consegui tudo com meu suor”?

Brinco muitas vezes com meus amigos, comparando bichos e homens! Tem gente que parece gato, outros, cachorro, outros, passarinho, etc... Não em sua aparência, mas, sim, em suas atitudes para consigo mesmos e para com os outros!

Pensei com meus botões... Desde a época mais remota de nossa existência, com qual bicho a maioria das pessoas se assemelha? Recebi um texto sobre a questão do mundo animal fazendo uma analogia com nossa sociedade. Caiu como uma luva! Comecei a ler e um dos bichos citados era a hiena. O texto dizia: “Hienas são bichos que comem restos, mas vivem rindo. São predadoras de extrema destreza e crueldade. As hienas riem da própria desgraça, num sinal de contentamento automático com a miséria, com o destino de marginais tolerados, com o complexo eterno de inferioridade, com as brigas de egos”.

Senti-me extremamente triste e enojada com o comportamento deste animal covarde, cruel, medroso, egoísta e sem caráter. Mas o que fazer... Essa é a natureza da hiena, esse comportamento está em seu DNA, ela simplesmente age por impulso. Afinal, a hiena é um bicho, irracional e instintivo. Não sei por que, aos poucos, vi muitas semelhanças com o modus operandi de milhares de seres humanos...

Talvez eu esteja exagerando, aumentando, ou é o meu sentimento de frustração com o modo como as pessoas vêm agindo umas com as outras, pode ser que eu esteja tomando café demais ou usando lentes de grau que estão distorcendo minha visão...

PS 1: Você tem visto alguma hiena andando por aí?

PS 2: Eu tenho visto várias! Será que estou delirando?

Publicado em 13/07/2017, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Se persistirem os sintomas...

Foi-se o tempo em que uma vida difícil era chamada de “vida de cachorro”... Claro que, como todo mundo, eu amo os cães, os gatos e todos os bichinhos de estimação, mas, venhamos e convenhamos, será que estamos trocando nossos amigos humanos por estes seres tão lindos e dóceis? E se for o caso, por quê?

Vivemos em uma das eras mais avançadas da tecnologia, da medicina, do bem-estar físico e material, mas acho que, espiritualmente e afetivamente, estamos sentindo um grande vazio em nosso coração, ao ponto de casais adotarem cãezinhos, dormirem com eles – isso tendo filhos ou não. Vejo centenas de pessoas, jovens ou idosas, passeando sozinhas pelas ruas das grandes ou pequenas cidades com seus lindos animais, uns grandes, outros tão pequenos que até cabem em suas bolsas.

Hoje, temos um pet shop em cada esquina, banho, tosa, escovação de dentes, terapias homeopáticas, roupinhas, tratamento vip de ponta a ponta, super legal. Estamos nos dedicando como nunca aos nossos bichinhos de estimação, enquanto a relação com outros seres de nossa mesma espécie esta ficando cada vez mais difícil.

No Facebook e em outros sites de relacionamento podemos conhecer centenas de pessoas e fazer novos amigos, mas também tudo pode ficar no virtual. Muitas pessoas dizem que sentem solidão, insegurança, medo do seu próprio semelhante. Outros acham ótimo se relacionar com um bichinho porque ele nunca questiona seu dono, concorda com tudo e, o mais importante, oferece um amor incondicional!

Li uma frase de uma mulher em um artigo sobre esta questão no qual ela dizia: “Cachorro é o único amor que a gente compra”. Uau, a que ponto chegamos... Onde está aquele nosso amigo do peito, nosso parceiro(a), com quem podemos contar sempre, nossos pais, um irmão, nosso vizinho? Eles continuam lá e nós aqui, cada um em sua “casinha”, seguro e a salvo de “críticas e sugestões”...

PS 1: Se persistirem os sintomas, procure um ser humano!

PS 2: Se ainda persistirem os sintomas, procure um pet shop...

Publicado em 06/07/2017, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 29 de junho de 2017

A sabedoria de Zip...

Conheci, recentemente, Zip. Soube que ele já está com 98 anos. Num primeiro momento, achei Zip uma figura mal-encarada e rabugenta. Percebi que ele sentia algumas dores musculares e que não estava enxergando muito bem.

Tentei puxar conversa de várias maneiras, quis agradá-lo, chamei-o para um passeio, mas nada acontecia – ele continuava arisco, sempre me observando. Mesmo assim, pude sentir que Zip tinha um bom coração.

Comecei a refletir sobre sua idade e que, talvez, após tantos anos de vida, ele tinha o direito de ser mais reservado.

Passei a visitá-lo diariamente e, aos poucos, ele começou a se abrir mais, mudando sua feição para um rosto mais manso, porém observador e cauteloso. Após algum tempo, consegui estabelecer uma relação de amizade – claro, respeitando seus limites.

Curiosamente, mesmo tendo uma sensação inicial de antipatia e mal-estar com seu jeito tão arisco e introvertido, percebi que ele havia adquirido uma sabedoria natural ao longo dos anos.

Pensei: “Talvez uma amizade ou uma relação sincera e de confiança realmente não possa acontecer em 24 horas – ou em apenas alguns dias –, mas, sim, ao longo de um período de convivência”. Também comecei a entender e aceitar melhor a ideia de respeitar o tempo e os limites do outro.

Acho que isso funciona para tudo o que acontece em nossa vida e na sociedade também! Dizem que estamos vivendo o momento mais conectado de todos os tempos, as informações e acontecimentos pessoais e do mundo aparecem em segundos na internet, no Facebook, no Twitter, na TV online, podemos ver tudo pelo celular, postar fotos, etc., etc., etc...

E cadê aquele tempo para digerirmos tudo isso? Entendermos quem é quem? Qual o motivo daquela ação ou reação? Continuo achando que Zip e suas atitudes geram mais sabedoria e possibilidades de vivermos em um mundo mais transparente e melhor!

PS 1: Tempo, tempo, tempo...

PS 2: Zip é um cãozinho. Ele está com 14 anos, o que equivaleria a 98 anos para um ser humano.

Publicado em 29/06/2017, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Onde está o Batman?


Quando crianças, nossos super-heróis eram nossos pais. Para muitos de nós, naquele momento, eles eram perfeitos: corajosos, indestrutíveis e infalíveis. Com o passar dos anos, começamos a perceber que nosso pai ou nossa mãe são seres humanos normais e, como todo mundo, eles também tinham seus medos, fraquezas, imperfeições e, infelizmente, nem sempre conseguiam resolver os nossos problemas e, muitas vezes, nem mesmo os deles próprios.

Então começamos a ver TV, ler gibis e ir ao cinema. E encontramos, novamente, um mundo repleto de super-heróis para todos os gostos: Super- Homem, Batman, Hulk, Homem-Aranha, Mulher-Maravilha... A maioria desses heróis surgiu em épocas de guerra, crises sociais e políticas.

A nova onda de filmes sobre todos os heróis dos velhos tempos tem lotado os cinemas. Adultos, jovens crianças, idosos, todos querem ver seus heróis combatendo o mal e fazendo justiça.

Vivemos esperando que alguém ou algo venha nos salvar! Bem, hoje o Brasil está mais para salve-se quem puder... Cada um por si e ninguém pelo próximo... As crises políticas e econômicas costumam acirrar mais ainda o individualismo, mas também pode ser um momento de nos unirmos mais.

E na vida real, existem super-heróis? Talvez você seja um deles. Heróis são os milhares de pessoas anônimas que fazem o que acham que devem fazer em determinado momento. Vão além dos seus próprios limites, lutando pelo que acreditam que seja bom para si mesmos e, especialmente, para todos ao seu redor.

Só um detalhe... Alguém já reparou que não temos nenhum super-herói brasileiro? Será que é mera coincidência ou é a realidade mais pura no país de Ali Babá e seus milhões de ladrões?

Mas não vamos desanimar! Pode ser que a “Turma da Mônica” e o ”Zé Carioca” façam a “Liga da Justiça Tupiniquim”...

PS 1: Quem vai ser o próximo presidente? Batman, Homem-Aranha, Capitão América?

PS 2: Acho que o Coringa tá na Lava Jato...

Publicado em 22/06/2017, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 15 de junho de 2017

As várias faces da violência...

A violência já faz parte do nosso cotidiano e, infelizmente, parece que se tornou um substantivo banal. Mais ainda quando falamos em campanhas, ou frases como o título desta coluna.

Eu mesma penso: “E como vou colocar isso em prática? Vou me reunir a um grupo? Tenho que sair nas ruas com cartazes e reunir centenas de pessoas?” Já fiz essas coisas e acho que são muito válidas, mas o que funciona mesmo é começar a agir no nosso dia a dia, na nossa casa, nosso trabalho, com nossos familiares e amigos.

E já que estamos falando em violência, hoje, 15 de junho, comemora-se o Dia Mundial de Combate à Violência Contra a Pessoa Idosa. A data foi criada com o objetivo de despertar uma consciência mundial, social e política da existência da violência contra a pessoa idosa.

A violência, não só física como também a psicológica, acomete idosos de todas as faixas econômicas. Na maioria das vezes, a agressão vem de pessoas da própria família ou próximas a eles. O abandono nos asilos, a falta de carinho, a pressão psicológica e o descaso são formas de agressão que muitas vezes passam despercebidas.

Segundo pesquisas, o abuso é geralmente praticado por pessoas nas quais os idosos depositam mais confiança: familiares, vizinhos, cuidadores, funcionários de banco, médicos, advogados, etc.

No meu simples e mortal entendimento, abusar de uma pessoa idosa é uma atitude indesculpável e doentia. Por isso, é bom ficarmos alertas ao contratarmos um cuidador para nossos pais ou avós, prestarmos atenção quando os levamos a um hospital e temos que deixá-los sozinhos, enfim, cuidá-los com muito amor e carinho, 24 horas por dia!

Qualquer tipo de abuso contra outro ser humano que não possa se defender é uma covardia. Mas abusar de idosos e crianças é realmente uma vergonha!

PS 1: No Brasil, 65% dos idosos consideram maus-tratos a forma preconceituosa como são tratados pela sociedade em geral: as baixas aposentadorias, os desrespeitos que sofrem no transporte público, etc., etc...

PS 2: Assista ao debate online sobre “As Várias Faces da Violência” em: www.facebook.com/portalterceiraidade

Publicado em 15/06/2017, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Onde está o zero?


Estudo realizado nos Estados Unidos com quase 16 mil pessoas comprova que, mesmo tardia, a mudança de hábitos pode trazer muitos benefícios à saúde física e mental.

Consumir cinco porções diárias de frutas, verduras e legumes, exercitar-se pelo menos duas horas e meia por semana, manter um peso adequado e não fumar pode diminuir o risco de problemas cardíacos e o risco de morte, mesmo para quem fez mudanças recentes.

Porém, a mudança de hábitos de nossos governantes também é importante: corrupção, fraudes, caixa dois, três, lava jato, lava rápido, lava tudo...

Claro que todos nós temos uma opinião formada sobre este ou aquele político. Confesso que neste momento não sei mais que é quem, qual partido tem coligação com qual – esquerda e direita são termos em desuso – fulano diz que fez “dobradinha” com sicrano, e assim vai...

Sai Dilma, entra Temer... Se Temer sair, quem entra? E o Brasil no meio desse barraco todo fica a ver navios. A inflação está mais alta do que nunca, o desemprego, a falta de perspectiva de nossos jovens, nossos idosos e de nós mesmos... O que fazer? O Brasil inteiro deve estar se fazendo a mesma pergunta! Mudar os velhos hábitos e começar do zero! Mas onde está “o zero”?

Dizem que o universo é infinito, talvez o zero esteja perdido por aí, no meio de tantos boatos e notícias e mais notícias sobre quem foi julgado, que delatou... Tudo só pra confundir e atrapalhar a vida de nós, pobres mortais! Sem falar na reforma da previdência, que também vai acontecendo devagarzinho – e de repente, em um piscar de olhos, acontece! Como e de que jeito?

Logo, logo, o ano passa, a vida passa e nós continuamos sem saber onde está o “zero”, o fio da meada para que possamos começar uma nova política econômica e social que funcione para o bem de todos.

PS: “É insano pensar que podemos obter resultados diferentes fazendo sempre a mesma coisa!” (Albert Einstein)

Publicado em 08/06/2017, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Divergentes, emergentes... A saga continua!

Num país como o Brasil, onde existem milhares de analfabetos e falta de escolas públicas, chega a ser um privilégio saber ler e escrever. Não bastasse esta realidade cruel que nossas crianças e adultos vivem já há muitos e muitos anos, ainda somos pegos de surpresa por um programa do Ministério da Justiça para reduzir as penas dos presos mais perigosos do País.

O projeto irá distribuir 816 livros para as quatro penitenciárias federais do país, concedendo benefícios de redução de pena aos detentos-leitores. Entre os títulos estão “O Pequeno Príncipe”, clássico de Saint Exupéry, “Crime e Castigo”, de Dostoievski, “Código da Vinci”, de Dan Brown e até a trilogia “Crepúsculo”, de Stephenie Meyer.

Na penitenciária de Catanduvas, no Paraná, que tem 60 presos participando do projeto, um juiz concede até quatro dias para quem ler um livro em até 12 dias e apresentar uma resenha. Uma comissão avalia a redação e, se considerá-la de boa qualidade, concede ao detento um dia de redução na pena. Já na de Campo Grande (MS), concedem-se três dias de redução da pena para cada 20 dias que o detento utilizar para ler um livro.

Segundo agentes penitenciários, Fernandinho Beira-Mar – que cumpre pena de 120 anos e já passou pelas duas penitenciárias – é um “consumidor voraz” de livros. Já leu “O Caçador de Pipas”, de Khaled Housseini e “A Arte da Guerra”, de Sun Tzu.

Concordo que os presos precisam de cultura. Mas não será, mais uma vez, um projeto apenas “politicamente correto”? Ou uma boa saída para os governantes se eximirem de investir em nossa educação e continuarem com a balela de que somos um “país emergente”? Emergente do quê e de onde?

Crianças e adultos ainda falam: “os livro” e “nós pega o peixe”. Regras básicas de nossa língua portuguesa ainda não são assimiladas ou mesmo ensinadas nas escolas.

PS 1: As penitenciárias estão super lotadas e as drogas rolam soltas... Que tal lerem “Alice no País das Maravilhas”?

PS 2: E a dança das cadeiras continua...

PS 3: “ Tira, põe, deixa ficar...”

Publicado em 01/06/2017, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).