quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Por que as borboletas voam?


O livro “Uma Breve História de Quase Tudo”, de Bill Bryson, é um delicioso guia de viagens pela ciência. Achei a obra muito interessante e separei algumas perguntas e respostas do livro para esta coluna.

Há quanto tempo existe o universo?

“Há bastante tempo os cosmologistas vêm discutindo se a criação foi há 10 bilhões de anos, duas vezes essa cifra ou um valor intermediário. Parece estar se formando um consenso em 13,7 bilhões de anos. Será que é definitivo?”

Quantas espécies vivem em nosso planeta?

“Não temos a menor ideia do número de seres que vivem em nosso planeta. As estimativas oscilam de 3 milhões a 200 milhões. Quantos seres vivos ainda serão descobertos?”

Geneticamente, qual a semelhança entre homens e macacos?

“O ser humano moderno é 98,4% geneticamente indistinguível do chimpanzé moderno. Há mais diferença entre uma zebra e um cavalo que entre você e as criaturas peludas que seus ancestrais remotos deixaram para trás. Evoluímos ou não?

Aproveito para fazer algumas perguntas que me afligem pessoalmente...

Por que vivemos em guerra se habitamos o mesmo planeta?

Por que, em pleno século 21 e com toda tecnologia que possuímos em todas as áreas, ainda existem milhões de pessoas morrendo de fome, frio e doenças dos séculos 15 ou 16?


Por que existem fechaduras, alarmes, ladrões, assassinos e miseráveis?


Por que ainda não descobriram a cura do câncer – dizem...?


Por que morrem crianças todos os dias nas ruas, em conflitos sociais e nos corredores de hospitais?


Por que construímos muros e fronteiras para cercear o direito de ir e vir?


Por que queremos acumular tantos bens se a nossa vida é só uma passagem nesta terra?


Por que o ser humano quer chegar em Marte se ainda não sabe nem o que é conviver e viver no planeta Terra?


Por que nos perguntamos tanto de onde viemos, se não sabemos nem para onde vamos?


Suponho que a maioria dos seres humanos tem a resposta...


Se até chimpanzés agem com amor...


“Chimpanzés do sexo masculino adotam órfãos”. É o que diz um estudo realizado na Costa do Marfim. Eu tenho guardado este artigo há muito tempo, mas sempre vale destacar este fato como exemplo de compaixão e amor incondicional no mundo animal versus o mundo “humano e civilizado”.

Segundo pesquisas, o ser humano moderno é 98,4% geneticamente indistinguível do chimpanzé moderno. Será mesmo?

Um caso muito bizarro, destacado pela mídia anos atrás, mostrou como um médico, completamente doente e inescrupuloso, oferecia o tratamento de inseminação artificial para mulheres que não podiam ter filhos. Só que, durante os procedimentos, ele as estuprava – além de cobrar mais 200 mil reais pelo seu “trabalho”.

Mais absurdo ainda foi o fato das mulheres que foram vítimas deste algoz terem se calado por um bom tempo, com medo que o dito médico não desse prosseguimento ao tratamento.

Me pergunto: a que ponto chega a obsessão do ser humano por ter filhos com seus genes e ‘seu sangue’?

Se para algumas pessoas a mãe natureza não propiciou este “dom”, seria tão absurdo pensar em adotar uma criança? Ainda mais em um país como o nosso, onde há milhares de órfãos esperando por um lar!

Os chimpanzés da Costa do Marfim estariam mais evoluídos do que nós, no que tange a valores éticos e morais e à visão do que é realmente viver em uma sociedade?

PS 1: Recomendo ver o filme “O Planeta dos Macacos” (a versão original), em DVD. Feito em 1968, já mostrava com imensa clareza – e até crueldade – o possível destino que nos espera em resposta ao comportamento dos seres humanos.

PS 2: Não vou contar o filme inteiro, mas um detalhe vale destacar: os macacos só se tornaram ruins a partir do momento em que criaram uma sociedade espelhada em nós mesmos...


sábado, 8 de agosto de 2020

O futuro do Brasil...


Em que tipo de sociedade as crianças e adultos de amanhã estarão vivendo? Estudo coordenado pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) aponta que quatro em cada mil adolescentes entre 12 e 18 anos são assassinados no Brasil.

O número é o mais alto desde que começou a ser medido, em 2005. O IHA (Índice de Homicídios na Adolescência) engloba os 300 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes e se baseia nos dados do ano de 2018 do Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde.

“Este valor é elevado. Uma sociedade não violenta deveria apresentar valores não muito distantes de zero e, certamente, inferiores a 1”, explicam os autores do estudo.

O futuro do Brasil, representado por esses jovens, está em risco. “Essa alta incidência de violência letal significa que, se as circunstâncias que prevaleciam em 2014 não mudarem, aproximadamente 43 mil adolescentes serão vítimas de homicídio no Brasil entre 2018 e 2021”, alertam.

Fechar os olhos e fingir que nada disto está acontecendo seria uma atitude muito infantil... Daqui a alguns anos, as crianças e adolescentes de hoje serão os adultos de amanhã – que também terão seus filhos, netos, bisnetos...

É como uma bola de neve, quanto mais neve tiver maior ela fica! E aí vem a pergunta: “Por que tantas crianças e adolescentes estão sendo mortos? Tráfico de drogas? Miséria? Falta de educação, moradia, emprego? Pais e mães desestruturados que ainda passam pelas mesmas situações que passaram quando também eram crianças?”

Acredito que seja tudo isso e muito mais – o eterno descaso de nosso governo com a sociedade e seus direitos humanos ao longo de várias gerações.

Difícil achar uma só causa...

Homens e mulheres: uni-vos!


Todo homem que agride uma mulher tem uma mãe. Será que ele nunca pensou que sua mãe é uma mulher também?

Há 14 anos, foi criada uma lei no Brasil que possibilitou mecanismos para coibir qualquer tipo de agressão contra as mulheres: a Lei Maria da Penha. Com o objetivo de ampliar a aplicação da lei, criada em 7 de agosto de 2006 (e que passou a vigorar em 22 de setembro do mesmo ano), o STF (Supremo Tribunal Federal) tomou uma decisão, em 2012, que permite enquadrar judicialmente autores de agressões domésticas independentemente de queixa da vítima. Com a mudança, qualquer pessoa poderá denunciar agressão contra mulheres.

Mas um fato inédito mostrou que a lei pode ser usada, também, para proteger homens – no caso um idoso, morador de Planaltina, no interior de Goiás.

O caso ocorreu após o idoso (nome não divulgado) registrar ocorrência na 31ª Delegacia de Polícia contra um jovem de 21 anos de idade, acusado de demonstrar agressividade, desrespeito, injúria e fazer ameaças de morte contra a vítima. O agressor, que não tem nenhum grau de parentesco com a vítima, reside há mais de três anos, de favor, na casa do mesmo.

Com base no Estatuto do Idoso, a promotora de Justiça Raquel Tiveron requereu medidas protetivas de urgência, normalmente utilizadas em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, para um homem de 69 anos de idade.

O pedido foi atendido integralmente e o juiz determinou a prisão preventiva do agressor, por ficar comprovado que o idoso estava machucado. A vítima, inclusive, apresentou uma maçaneta usada para ameaçá-lo de morte. Esta decisão, com certeza, vai abrir precedentes para outros casos.

Bem, concluo que, na verdade, o grande problema do ser humano é a falta de respeito para com o seu semelhante – ou mesmo para com outras espécies vivas! Não consigo entender de onde vem este “gene maligno”, que está impregnado em nosso DNA e nos leva a dominar, matar, torturar e maltratar física e emocionalmente outros seres definitivamente mais frágeis.

Homens e mulheres: uni-vos na busca de um mundo que se torne, de fato, civilizado!

“Papai, consegui consertar o mundo...”


Certo dia, o filho de sete anos de um cientista invadiu o seu laboratório decidido a ajudá-lo a trabalhar. O cientista vivia preocupado com os problemas do mundo e estava resolvido a encontrar meios de minorá-los. Passava dias em seu laboratório em busca de respostas para suas dúvidas.

O cientista, nervoso pela interrupção, tentou que o filho fosse brincar em outro lugar. Vendo que seria impossível demovê-lo, o pai procurou algo que pudesse ser oferecido ao filho com o objetivo de distrair sua atenção.

De repente, deparou-se com o mapa do mundo, o que procurava! Com o auxílio de uma tesoura, recortou o mapa em vários pedaços e, junto com um rolo de fita adesiva, entregou ao filho dizendo:

– Você gosta de quebra-cabeças? Então vou lhe dar o mundo para consertar. Aqui está o mundo todo quebrado. Veja se consegue consertá-lo bem direitinho!

Calculou que a criança levaria dias para recompor o mapa. Algumas horas depois, ouviu a voz do filho, que o chamava:

– Pai, pai, já fiz tudo. Consegui terminar tudinho!

A princípio, o pai não deu crédito às palavras do filho. Seria impossível, na sua idade, ter conseguido recompor um mapa que jamais havia visto. Relutante, o cientista levantou os olhos de suas anotações, certo de que veria um trabalho digno de uma criança. Para sua surpresa, o mapa estava completo. Todos os pedaços haviam sido colocados nos devidos lugares. Como seria possível? Como o menino havia sido capaz?

– Você não sabia como era o mundo meu filho. Como conseguiu?
– Pai, eu não sabia como era o mundo, mas quando você tirou o papel da revista para recortar, eu vi que do outro lado da folha havia a figura de um homem. Quando você me deu o mundo para consertar, eu tentei, mas não consegui. Foi aí que me lembrei do homem, virei os recortes, e comecei a consertar o homem que eu sabia como era. Quando consegui consertar o homem, virei a folha e vi que tinha consertado o mundo...

Feliz Dia dos Pais!

segunda-feira, 9 de março de 2020

Heranças indígenas com pudor português...


Do primeiro teste da bomba atômica no Atol de Bikini, em 1946, no Oceano Pacífico, até a confecção da “peça mais desejada da moda brasileira”, o biquíni guarda uma história de vanguardismo, sexo e moralismo ligada à relação da mulher com o próprio corpo.

“A relação dos índios com o corpo revela nossa forma de usar o biquíni. Mulheres de uma tribo no Xingu, por exemplo, cobrem a intimidade com o uluri (cinto que só envolve uma pedaço da cintura). As brasileiras, por menor que seja o biquíni usado, também se consideram vestidas. Carregamos heranças indígenas com o pudor português”, explica o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro.

São tantas estórias e mitos sobre estas duas peças que cobrem o corpo da mulher ocidental, e que no Brasil, mais do que em qualquer outro país do mundo, fazem parte do imaginário masculino, além de tornarem a mulher brasileira em um constante, “objeto do desejo”, que a jornalista Lilian Pacce passou 13 anos debruçada em entrevistas, fotos e uma vasta checagem cronológica dos fatos que envolvem este traje de banho, curiosamente criado por um francês, Louis Réard.

Em suas pesquisas com personagens-chave para a disseminação do traje, descobriu que a ex-modelo alemã Miriam Etz (1914-2010) foi a primeira mulher a aparecer no Rio, em 1946, com um biquíni “duas peças” – versão que ainda encobria o umbigo.

Bem, de certa maneira, parece fútil nos preocuparmos tanto com a história do biquíni, mas este traje de banho feminino simboliza muito de nossa cultura machista, a qual inverteu e banalizou toda a cultura indígena em nosso país, transformando a pureza do índio e seus costumes em uma moralidade cheia de aberrações e falsos preceitos de pureza e castidade.

“Lamento o português ter vestido o índio, e não o índio ter despido o português...” (Oswald de Andrade, escritor modernista)

domingo, 1 de março de 2020

Homens e mulheres: uni-vos!


Todo homem que agride uma mulher tem uma mãe. Será que ele nunca pensou que sua mãe é uma mulher também?

Há 14 anos, foi criada uma lei no Brasil que possibilitou mecanismos para coibir qualquer tipo de agressão contra as mulheres: a Lei Maria da Penha. Com o objetivo de ampliar a aplicação da lei, criada em 7 de agosto de 2006, o STF (Supremo Tribunal Federal) tomou uma decisão, em 2012, que permite enquadrar judicialmente autores de agressões domésticas independentemente de queixa da vítima. Com a mudança, qualquer pessoa poderá denunciar agressão contra mulheres.

Mas um fato inédito mostrou que a lei pode ser usada, também, para proteger homens – no caso um idoso, morador de Planaltina, no interior de Goiás.

O caso ocorreu após o idoso (nome não divulgado) registrar ocorrência na 31ª Delegacia de Polícia contra um jovem de 21 anos de idade, acusado de demonstrar agressividade, desrespeito, injúria e fazer ameaças de morte contra a vítima. O agressor, que não tem nenhum grau de parentesco com a vítima, reside há mais de três anos, de favor, na casa do mesmo.

Com base no Estatuto do Idoso, a promotora de Justiça Raquel Tiveron requereu medidas protetivas de urgência, normalmente utilizadas em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, para um homem de 69 anos de idade.

O pedido foi atendido integralmente e o juiz determinou a prisão preventiva do agressor, por ficar comprovado que o idoso estava machucado. A vítima, inclusive, apresentou uma maçaneta usada para ameaçá-lo de morte. Esta decisão, com certeza, vai abrir precedentes para outros casos.

Bem, concluo que, na verdade, o grande problema do ser humano é a falta de respeito para com o seu semelhante – ou mesmo para com outras espécies vivas! Não consigo entender de onde vem este “gene maligno”, que está impregnado em nosso DNA e nos leva a dominar, matar, torturar e maltratar física e emocionalmente outros seres definitivamente mais frágeis.

Homens e mulheres: uni-vos na busca de um mundo que se torne, de fato, civilizado!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

“Cadê meu presente?...”


“Cadê meu abraço ou meu beijo?...” Esta seria a mais linda pergunta que eu gostaria de ouvir, em especial nesta época do ano.

Todos nós gostamos de receber um presentinho no Natal. Mas quando chegamos ao ponto de usar praticamente todo o mês de dezembro pensando em ir ao shopping, às lojas ou ao supermercado para comprar tudo o que pudermos para agradar nossos amigos, familiares e nossos filhos, que não param de perguntar “cadê meu presente?” até a meia-noite do dia 24, alguma coisa parece estar fora de controle...

Tenho saído às ruas e visto centenas de pessoas se esgoelando no trânsito e andando nas ruas cheias de pacotes e sacolas, vendedores nas portas das lojas “intimando” as pessoas a entrar, promoções “compre agora, compre, compre...”

Bem, nesta terça-feira finalmente estaremos fazendo a Ceia de Natal. Alguns sozinhos, outros cheios de familiares, algumas casas estarão lotadas de presentes, outras talvez não. Só que, como não mudamos nossos hábitos, infelizmente muitas pessoas vão estar medindo a felicidade de seu Natal pelo tanto que vão ganhar ou comer...

É sempre bom lembrar que esta data comemora o nascimento de Jesus. E a única coisa que ele pediu a todos nós foi a humildade, a caridade e o amor ao próximo.

Desejo um Feliz Natal a todos, com muitos beijos e abraços!