quinta-feira, 22 de junho de 2017

Onde está o Batman?


Quando crianças, nossos super-heróis eram nossos pais. Para muitos de nós, naquele momento, eles eram perfeitos: corajosos, indestrutíveis e infalíveis. Com o passar dos anos, começamos a perceber que nosso pai ou nossa mãe são seres humanos normais e, como todo mundo, eles também tinham seus medos, fraquezas, imperfeições e, infelizmente, nem sempre conseguiam resolver os nossos problemas e, muitas vezes, nem mesmo os deles próprios.

Então começamos a ver TV, ler gibis e ir ao cinema. E encontramos, novamente, um mundo repleto de super-heróis para todos os gostos: Super- Homem, Batman, Hulk, Homem-Aranha, Mulher-Maravilha... A maioria desses heróis surgiu em épocas de guerra, crises sociais e políticas.

A nova onda de filmes sobre todos os heróis dos velhos tempos tem lotado os cinemas. Adultos, jovens crianças, idosos, todos querem ver seus heróis combatendo o mal e fazendo justiça.

Vivemos esperando que alguém ou algo venha nos salvar! Bem, hoje o Brasil está mais para salve-se quem puder... Cada um por si e ninguém pelo próximo... As crises políticas e econômicas costumam acirrar mais ainda o individualismo, mas também pode ser um momento de nos unirmos mais.

E na vida real, existem super-heróis? Talvez você seja um deles. Heróis são os milhares de pessoas anônimas que fazem o que acham que devem fazer em determinado momento. Vão além dos seus próprios limites, lutando pelo que acreditam que seja bom para si mesmos e, especialmente, para todos ao seu redor.

Só um detalhe... Alguém já reparou que não temos nenhum super-herói brasileiro? Será que é mera coincidência ou é a realidade mais pura no país de Ali Babá e seus milhões de ladrões?

Mas não vamos desanimar! Pode ser que a “Turma da Mônica” e o ”Zé Carioca” façam a “Liga da Justiça Tupiniquim”...

PS 1: Quem vai ser o próximo presidente? Batman, Homem-Aranha, Capitão América?

PS 2: Acho que o Coringa tá na Lava Jato...

Publicado em 22/06/2017, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 15 de junho de 2017

As várias faces da violência...

A violência já faz parte do nosso cotidiano e, infelizmente, parece que se tornou um substantivo banal. Mais ainda quando falamos em campanhas, ou frases como o título desta coluna.

Eu mesma penso: “E como vou colocar isso em prática? Vou me reunir a um grupo? Tenho que sair nas ruas com cartazes e reunir centenas de pessoas?” Já fiz essas coisas e acho que são muito válidas, mas o que funciona mesmo é começar a agir no nosso dia a dia, na nossa casa, nosso trabalho, com nossos familiares e amigos.

E já que estamos falando em violência, hoje, 15 de junho, comemora-se o Dia Mundial de Combate à Violência Contra a Pessoa Idosa. A data foi criada com o objetivo de despertar uma consciência mundial, social e política da existência da violência contra a pessoa idosa.

A violência, não só física como também a psicológica, acomete idosos de todas as faixas econômicas. Na maioria das vezes, a agressão vem de pessoas da própria família ou próximas a eles. O abandono nos asilos, a falta de carinho, a pressão psicológica e o descaso são formas de agressão que muitas vezes passam despercebidas.

Segundo pesquisas, o abuso é geralmente praticado por pessoas nas quais os idosos depositam mais confiança: familiares, vizinhos, cuidadores, funcionários de banco, médicos, advogados, etc.

No meu simples e mortal entendimento, abusar de uma pessoa idosa é uma atitude indesculpável e doentia. Por isso, é bom ficarmos alertas ao contratarmos um cuidador para nossos pais ou avós, prestarmos atenção quando os levamos a um hospital e temos que deixá-los sozinhos, enfim, cuidá-los com muito amor e carinho, 24 horas por dia!

Qualquer tipo de abuso contra outro ser humano que não possa se defender é uma covardia. Mas abusar de idosos e crianças é realmente uma vergonha!

PS 1: No Brasil, 65% dos idosos consideram maus-tratos a forma preconceituosa como são tratados pela sociedade em geral: as baixas aposentadorias, os desrespeitos que sofrem no transporte público, etc., etc...

PS 2: Assista ao debate online sobre “As Várias Faces da Violência” em: www.facebook.com/portalterceiraidade

Publicado em 15/06/2017, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Onde está o zero?


Estudo realizado nos Estados Unidos com quase 16 mil pessoas comprova que, mesmo tardia, a mudança de hábitos pode trazer muitos benefícios à saúde física e mental.

Consumir cinco porções diárias de frutas, verduras e legumes, exercitar-se pelo menos duas horas e meia por semana, manter um peso adequado e não fumar pode diminuir o risco de problemas cardíacos e o risco de morte, mesmo para quem fez mudanças recentes.

Porém, a mudança de hábitos de nossos governantes também é importante: corrupção, fraudes, caixa dois, três, lava jato, lava rápido, lava tudo...

Claro que todos nós temos uma opinião formada sobre este ou aquele político. Confesso que neste momento não sei mais que é quem, qual partido tem coligação com qual – esquerda e direita são termos em desuso – fulano diz que fez “dobradinha” com sicrano, e assim vai...

Sai Dilma, entra Temer... Se Temer sair, quem entra? E o Brasil no meio desse barraco todo fica a ver navios. A inflação está mais alta do que nunca, o desemprego, a falta de perspectiva de nossos jovens, nossos idosos e de nós mesmos... O que fazer? O Brasil inteiro deve estar se fazendo a mesma pergunta! Mudar os velhos hábitos e começar do zero! Mas onde está “o zero”?

Dizem que o universo é infinito, talvez o zero esteja perdido por aí, no meio de tantos boatos e notícias e mais notícias sobre quem foi julgado, que delatou... Tudo só pra confundir e atrapalhar a vida de nós, pobres mortais! Sem falar na reforma da previdência, que também vai acontecendo devagarzinho – e de repente, em um piscar de olhos, acontece! Como e de que jeito?

Logo, logo, o ano passa, a vida passa e nós continuamos sem saber onde está o “zero”, o fio da meada para que possamos começar uma nova política econômica e social que funcione para o bem de todos.

PS: “É insano pensar que podemos obter resultados diferentes fazendo sempre a mesma coisa!” (Albert Einstein)

Publicado em 08/06/2017, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Divergentes, emergentes... A saga continua!

Num país como o Brasil, onde existem milhares de analfabetos e falta de escolas públicas, chega a ser um privilégio saber ler e escrever. Não bastasse esta realidade cruel que nossas crianças e adultos vivem já há muitos e muitos anos, ainda somos pegos de surpresa por um programa do Ministério da Justiça para reduzir as penas dos presos mais perigosos do País.

O projeto irá distribuir 816 livros para as quatro penitenciárias federais do país, concedendo benefícios de redução de pena aos detentos-leitores. Entre os títulos estão “O Pequeno Príncipe”, clássico de Saint Exupéry, “Crime e Castigo”, de Dostoievski, “Código da Vinci”, de Dan Brown e até a trilogia “Crepúsculo”, de Stephenie Meyer.

Na penitenciária de Catanduvas, no Paraná, que tem 60 presos participando do projeto, um juiz concede até quatro dias para quem ler um livro em até 12 dias e apresentar uma resenha. Uma comissão avalia a redação e, se considerá-la de boa qualidade, concede ao detento um dia de redução na pena. Já na de Campo Grande (MS), concedem-se três dias de redução da pena para cada 20 dias que o detento utilizar para ler um livro.

Segundo agentes penitenciários, Fernandinho Beira-Mar – que cumpre pena de 120 anos e já passou pelas duas penitenciárias – é um “consumidor voraz” de livros. Já leu “O Caçador de Pipas”, de Khaled Housseini e “A Arte da Guerra”, de Sun Tzu.

Concordo que os presos precisam de cultura. Mas não será, mais uma vez, um projeto apenas “politicamente correto”? Ou uma boa saída para os governantes se eximirem de investir em nossa educação e continuarem com a balela de que somos um “país emergente”? Emergente do quê e de onde?

Crianças e adultos ainda falam: “os livro” e “nós pega o peixe”. Regras básicas de nossa língua portuguesa ainda não são assimiladas ou mesmo ensinadas nas escolas.

PS 1: As penitenciárias estão super lotadas e as drogas rolam soltas... Que tal lerem “Alice no País das Maravilhas”?

PS 2: E a dança das cadeiras continua...

PS 3: “ Tira, põe, deixa ficar...”

Publicado em 01/06/2017, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 25 de maio de 2017

“Nego ou faço ‘delação premiada’?”...


Alguém se lembra da belíssima novela ‘Vale Tudo’? A atriz Beatriz Segall, na personagem da vilã Odete Roitman, e Reginaldo Faria, no papel de Marco Aurélio, também um grande mau caráter, ambos com muito poder e dinheiro. Após roubarem tudo e todos, fogem do Brasil, ilesos e intocados! Será que qualquer semelhança é mera coincidência?

Toda semana aparece na mídia um novo escândalo, uma denúncia e todos os políticos e demais cidadãos envolvidos repetem o mesmo refrão: “Eu nego, é tudo mentira!”. Acho que todos estudaram na mesma escola...

Mesmo com gravações mostrando esquemas de quadrilha, “Caixa 2”, Lava Jato, subornos, propinas e lobbies no Planalto, eles negam. Negam tudo! Se olharmos para tudo isso como uma mera ficção, podemos dizer que o enredo da trama está muito bom! Mas, por acaso, isso tudo que estamos vendo é a nossa realidade – e cada capítulo desta história vai interferir nas nossas vidas, nas vidas de nossos filhos, netos, bisnetos...

Sociólogos e analistas políticos divagam sobre o grande mal de não existirem mais os partidos de “esquerda” ou de “direita”. E será que este é o problema?

A política, como tudo, se globalizou, ficou moderna, imediatista, individualista. Agora está na moda participar da “delação premiada”... Eu acho isso um artifício de muita ma fé para dar um “prêmio”, ou diminuir a pena de quem cometeu o crime também!

Aí, me pergunto: “E como está o Brasil hoje? E daqui a dez, vinte ou trinta anos?”. Ainda sentimos na pele a questão de problemas sociais não resolvidos desde os tempos de Dom Pedro I.

Nossos governantes continuam negando seu o apoio a políticas verdadeiras para a sustentabilidade de nosso país e de nossos cidadãos – e, pior, eles negam que estão negando o seu dever e, depois, simplesmente entram na imensa fila para participar da delação premiada!

PS: “Chega a fazer suspeitar que a mentira é, muitas vezes, tão involuntária como a transpiração” (Machado de Assis, em seu clássico ‘Dom Casmurro’).

Publicado em 25/05/2017, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Turismo cultural...

Novo roteiro turístico para os próximos feriados! “Com a pacificação das favelas, é possível que turistas conheçam novos ângulos das praias e da cidade. A segurança para circular é ‘semelhante à do asfalto’”. A afirmação, publicada na mídia impressa, destaca os principais atrativos turísticos do Rio de Janeiro: Morro do Alemão, do Borel, Morro Santa Marta, Cantagalo, etc. “Em todos os morros, temos várias opções: um mirante, a igreja da Providência, construída há cerca de 200 anos, além de opções de guias locais”, completa o artigo.

Esta exaltação às favelas cariocas é o que mais me surpreende já que, se não me falha a memória, estas favelas foram consideradas as mais perigosas, além de estarem completamente dominada pelas drogas. De repente, tudo mudou... Como eu havia escrito em colunas anteriores, o ano mudou e, num piscar de olhos, todo o complexo do Alemão e adjacências está “pacificado” e, ainda mais, pronto para receber turistas do mundo inteiro! Dizem...

Tudo muito politicamente correto. Quero deixar claro que não estou descriminando ninguém e, muito menos, as favelas, muito pelo contrário. Acho um absurdo transformar a questão da favelização – não só do Rio, mas de todo o Brasil – em um grande circo pra inglês ver! Enquanto milhares de pessoas vivem nelas em uma situação desumana – sem água potável, esgoto, em casas construídas nos morros com restos de papelão –, nosso governo quer nos convencer e, pior, convencer o mundo afora, de que favela é sinônimo de cultura e turismo!

Daqui a pouco, morar na favela vai ser “bacana”. Vão até dizer que é um projeto de vida sustentável e ecológico, já que todas as casas são feitas com “material reciclado” e você poderá viver sempre perto da natureza, “em estado intocável”.

PS 1: Favela (do dicionário Michaelis): Aglomeração de casebres ou choupanas toscamente construídas e desprovidas de condições higiênicas.

PS 2: Estande do Rio Top Tour, do governo estadual, informa sobre pontos de visitação.

PS 3: Por que as pessoas mentem?

Publicado em 18/05/2017, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Temos várias mães...


Mães, avós, bisavós, todas são mães. Filhas, netas e bisnetas também se tornam mães de suas mães. É um ciclo maravilhosamente interminável.

Há vários tipos de mães: a que cozinha, lava e passa, a que trabalha fora, a que é mãe coruja, a mãe brava, a mãe que cria seus filhos sozinha, além das mães que criam os filhos de outras mães.

Bem, dizem que a mulher já nasce com o instinto natural de mãe. Ela é aquela que protege, luta e aninha seus filhotes.

Neste domingo, dia 14 de maio, comercialmente vamos comemorar mais um Dia das Mães. Promoções nas lojas, restaurantes, shoppings, tudo para comprar um presente para sua mãe ou levá-la para almoçar, passear... Enfim, o comércio ganha muito com esta data.

Mas será que esta é a melhor maneira de homenagear todas as mães de todas as idades? Quantas vezes nos esquecemos, ao longo do ano e no nosso dia a dia tão corrido, de dar um beijo, ligar, ou visitar nossa mãe? Esquecemos até o mais importante: foi ela que nos deu a luz.

Então me pergunto: como é possível que tantos homens agridam suas companheiras, filhas, empregadas e até mulheres desconhecidas? Será que estes homens não pensam que, no fundo, estão agredindo suas próprias mães?

Mesmo sendo uma data a se comemorar, acho bom sempre refletirmos um pouco sobre como a nossa sociedade ainda age de maneira tão primitiva em relação às mulheres, que são naturalmente nossas mães.

Uma curiosidade... “Estudo na Costa do Marfim diz que adoção de órfãos é pratica seguida até por chimpanzés do sexo masculino”. Eu tenho guardado este artigo há muito tempo, mas sempre vale destacar este fato como exemplo de compaixão e amor incondicional no mundo animal versus o mundo “humano e civilizado”.

Parabéns a todas as mães do mundo, hoje, ontem e sempre! Mãe é mãe, sempre! Todos os dias da semana, do mês e do ano!

PS: Os chimpanzés da Costa do Marfim estariam mais evoluídos do que nós, no que tange a valores éticos e morais e à visão do que é realmente viver em uma sociedade?

Publicado em 11/05/2017, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Qual é a maior violência?

Uma pesquisa realizada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e pela USP revelou dados alarmantes: o número de mortes causadas por homicídios vitimou 5.705 paulistanos contra 1.368 mortos por AIDS.

Claro que esse aumento absurdo da violência em todo o Brasil se deve a vários fatores que já estamos cansados de conhecer, como: desemprego, fome, falta de escolas, moradia e, principalmente, a falta de uma perspectiva futura para os cidadãos brasileiros. Mas existe aí uma causa a mais, quase sempre presente em toda essa “epidemia de homicídios”: o tráfico de drogas.

Infelizmente, o maior número de traficantes e usuários de drogas está entre os adolescentes – e até crianças –, na sua maioria, vindos da periferia e das favelas, afinal eles são o alvo mais fácil de ser atingido, pois com a completa falta de direitos à escola, lazer e trabalho, esses jovens acabam encontrando no tráfico um sonho de poder consumir e existir. Obviamente, acabam se viciando e, daí pra frente, matando e morrendo dentro desse círculo vicioso.

Qual será a maior violência? Falando em AIDS, não vejo mais nenhuma campanha de prevenção ou conscientização sobre esta doença – que ainda existe! Adolescentes engravidando e fazendo abortos no fundo do quintal, com a possibilidade de morrer ou contrair o vírus do HIV, além de outras doenças sexualmente transmissíveis, aumento de estupros, etc., etc., etc...

“A gente para de estudar para trabalhar e não consegue mais voltar a estudar”, diz Mariane Dias da Silva, 19 anos, que largou a 8a série com 15 anos para ajudar a sustentar a casa.

Conforme estudos da Fundação Seade, existem mais de 2 milhões de jovens entre 18 e 24 anos que estão fora da escola, só no estado de São Paulo. Infelizmente, existe uma legião de adolescentes que são forçados a trabalhar – quando encontram trabalho – apenas para tentar sobreviver...

PS 1: Quem é o ovo e que é a galinha?
PS 2: Acabaram os feriados...

Publicado em 04/05/2017, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Coreia do Sul: 10 x 0...

Até o ano passado, o Japão era considerado símbolo de alta longevidade no mundo. No entanto, em fevereiro deste ano, um estudo conduzido pela universidade Imperial College London, na Inglaterra, em parceria com a Organização Mundial de Saúde (OMS), indica que a Coreia do Sul será o primeiro país a superar barreira dos 90 anos de expectativa de vida.

O estudo prevê que as mulheres sul-coreanas que nascerem em 2030 viverão, em média, 90,8 anos. Já a longevidade média para os homens do país será de 84,1 anos.

Entre os 35 países do levantamento, Coreia do Sul, Suíça, Japão, Austrália, Canadá, Chile, Reino Unido e Estados Unidos lideram o ranking, este último com 83,3 anos para as mulheres e 79,5 anos para os homens – média similar às projetadas para o México e a Croácia. Na Europa, a França lidera o ranking das previsões para países com maior expectativa de vida para mulheres: 88,6 anos, seguida pela Espanha (88,1), Suíça (87,7), Portugal (87,5) e Eslovênia (87,4).

“A Coreia do Sul fez muita coisa certa. Parece ser um local mais igualitário e políticas de educação e nutrição têm beneficiado a maioria das pessoas”, afirma o professor Majid Ezzati, da faculdade de medicina da Imperial College, em Londres. “Até o momento, os sul-coreanos se mostraram os melhores em lidar com taxas de hipertensão e apresentam as menores taxas de obesidade do mundo”, completa.

Estas projeções mostram o impacto positivo de investimentos em sistemas de saúde de acesso universal. “Países que tiveram bom desempenho fazem isso investindo em seu sistema de saúde e certificando-se de que ele chega a todos”, finaliza o Professor.

Talvez a Coreia do Sul não seja muito boa de futebol... Mas, na questão da saúde, bate um bolão!

PS 1: O Brasil não fez parte do estudo...

PS 2: Por que o nosso SUS não funciona como na Coreia do Sul?

PS 3: Por que as borboletas voam?

Publicado em 27/04/2017, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 20 de abril de 2017

A culpa não é minha...

Quando andamos pelas ruas ou saímos nos fins de semana para as baladas, já nos acostumamos a ver – e conviver – com uma legião de pessoas pedindo esmolas ou querendo lavar a janela do nosso carro e, imediatamente, nos vêm aqueles sentimentos de raiva, medo e aquela sensação de um grande incômodo.

Mas logo que o farol abre você atravessa a rua ou dá a partida no carro e pensa: “Ufa, que alívio”. Essas imagens acabam ficando apenas na nossa memória, sumindo ao menor sopro, assim como bolhas de sabão.

Puxa vida, esses seres humanos são tão humanos quanto nós. E por que será que eles estão nas ruas e nós não? Acho que só o fato de pensarmos nestas pessoas como humanos iguais a nós e tentar entender e buscar os milhares de motivos que os levaram a chegar a esse ponto já faz uma grande diferença.

Vivemos num mundo cheio de beleza e desigualdade. Qual será a história desses jovens, adultos e idosos que praticamente viraram bichos? Já ouvi dezenas de pessoas falarem que estes seres estão nesta situação porque não estudaram, não trabalharam, não se esforçaram tanto quanto deveriam, etc., etc., etc...

Ah, também dizem que o problema é do governo e não podem fazer nada, pois “a culpa não é minha”!

Com certeza, os nossos governantes deveriam dar o primeiro passo. Afinal, somos um dos países que mais paga impostos no mundo. Para onde eles vão já é uma outra questão...

Mas, enquanto isso não acontece – e, infelizmente, imagino que ainda vá durar muito tempo para acontecer –, podemos, sim, arregaçar as mangas e criar condições para que estas pessoas voltem a ter uma vida! Criticar e culpar os outros é muito fácil e traz um alívio imediato em nossa consciência! Um prato de comida é bom, mas não vai resolver o problema!

PS 1: “A gente não quer só comida...” – Mariza Monte, cantora e compositora.

PS 2: Tiradentes morreu lutando por uma sociedade mais justa.

PS 3: Bom feriado!

Publicado em 20/04/2017, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Alívio imediato no país das maravilhas...

Dor de cabeça, resfriado, stress, espinhas, obesidade? Não se preocupe! Vá até a farmácia mais próxima e, rapidinho, você vai achar um coquetel de soluções imediatas.

As “drugstores” estão tão moderninhas que já têm o sistema “self-service”. É só pegar sua cestinha e ir colocando todos os produtos expostos nas prateleiras: chocolatinhos, barrinhas de cereal, promoções de xampus, vitaminas, etc., etc.,etc...

E quem garante que os males não vão voltar tão rápido quanto foram embora? Também tem o alívio imediato pós-expediente, pós-briga com a namorada ou marido: uma cervejinha no boteco da esquina, comprar mais um baton, tirar um selfie com seu cachorro...

Num primeiro momento, tudo parece normal. Afinal, vivemos numa sociedade rápida e imediatista, que tem como uma de suas bandeiras principais o bem-estar e o prazer imediato! Drogas lícitas e ilícitas são vendidas com muita facilidade, existe um “super marketing” e até uma imposição social de que o mais importante é aparentar estar sempre bem.

Tudo acaba ficando meio confuso. Mas pense bem antes de buscar qualquer forma de alívio rápido.Tentar buscar, interiormente, a causa de nossas dores físicas ou emocionais não é fácil! Observar a situação política e econômica de nosso país de maneira mais ampla e buscando a história do Brasil desde seu ‘achamento’, também não é nada fácil.

Não existe alívio imediato – e “trocar um remédio por outro” não é garantia de cura. O tratamento se faz no dia a dia, avaliando a raiz da questão.

Parece até que eu virei médica!... Mas não é esse o caso. Apenas comecei a observar como, sempre que surge um problema, a primeira coisa que fazemos é procurar um elixir mágico!

PS 1: Ainda estou em busca do “elixir mágico”... Será que ele está escondido no conto de “Alice no País das Maravilhas”?

PS 2: Desejo Feliz Páscoa a todos! Com ovos ou sem ovos de chocolate! Mas com muito amor e compaixão!

Publicado em 13/04/2017, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Ansiedade, insônia, medo...

“Puxa, ele anda meio deprimido ultimamente...” Todos nós usamos muito a palavra ‘depressão’ em várias ocasiões do nosso dia a dia – quando estamos ansiosos, com insônia, solidão, medo... –, sem pensar muito no seu real significado. Mas, afinal, o que é depressão?

A depressão é uma doença comum em todo o mundo. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a estimativa mundial é de 350 milhões de pessoas afetadas – no Brasil, país com maior prevalência de depressão da América Latina, ela atinge 11,5 milhões de pessoas. Os números também mostram que mais mulheres são afetadas pela depressão que os homens.

De acordo com a OMS, a depressão pode ocorrer com qualquer um. Pessoas de todas as idades, de todos os lugares do mundo, de todas as condições sociais, de todos os ambientes familiares, de todas as raças e gêneros podem passar por algum episódio em algum momento da vida.

A depressão causa intensa angústia e tem impacto na vida diária. Até as tarefas mais simples, como escovar os dentes, podem ser um peso para quem está passando pelo episódio. A condição é diferente das flutuações usuais de humor e das respostas emocionais de curta duração aos desafios da vida cotidiana.

Um melhor entendimento do que é a doença e como pode ser prevenida vai ajudar a reduzir o estigma e mais pessoas vão procurar ajuda. Porém, o preconceito com doenças mentais, incluindo a depressão, é uma barreira no mundo inteiro para que pessoas busquem tratamento.

O Dia Mundial da Saúde é comemorado anualmente no dia 7 de abril. Este ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca a data com uma campanha sobre depressão. “Vamos conversar” é o lema da campanha.

PS 1: Para mais informações, acesse a campanha #DepressãoVamosConversar em: www.portalterceiraidade.org.br

PS 2: Do jeito que o Brasil está, vamos precisar de muita conversa...

Publicado em 06/04/2017, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 30 de março de 2017

Estrangeiros em nosso próprio país!

Há alguns dias atrás, eu estava tomando um cafezinho, quando um homem com uma aparência meio estranha puxou uma conversinha comigo. Tinha um sotaque português, achei interessante. Pensei, que bom trocar ideias com um turista.

Mas, eis que para minha surpresa, ele me disse que era brasileiro, porém estava trabalhando há muitos anos em Portugal e tinha adquirido o sotaque. Durante a nossa conversa, percebi que, além do sotaque, ele havia adquirido toda a postura e maneira de pensar de um estrangeiro.

Todo orgulhoso, me disse que vinha aqui só para tirar férias e descansar, pois, para trabalhar, o melhor negócio era estar na Europa. “Lá, construí minha vida, fiz meu pé de meia”, e por aí foi falando, falando, até que entrou em uma contradição: “Porém, o melhor lugar do mundo é o Brasil”...

Então, naturalmente lhe perguntei: “Se o melhor lugar é aqui, porque você trabalha, vive e ganha seu dinheiro lá fora?”.
Como todo bom “brasileiro estrangeiro”, alegou que voltaria quando tivesse conseguido conquistar “um lugar ao sol”.

Percebi que este brasileiro já havia se tornado um “turista acidental”. Para ele – como para tantos outros admiradores de nossos cartões postais – o Brasil é o melhor lugar do mundo para compras, passeios, praias, etc. Mas, para viver com dignidade e respeito, ele resumiu: “O grande negócio é estar lá fora”.

Agora, mais do que nunca, milhões de brasileiros devem estar pensando em fazer suas malinhas e buscar um “lugar ao sol” para viver – nem que seja no Polo Norte! Com a possível aprovação das leis que vão tornar nosso país um dos mais selvagens para se viver – sem direito e garantia alguma de trabalho ou aposentadoria e, muito menos, o direito à saúde pública, etc., etc., etc. –, cada vez mais, nós nos tornamos estrangeiros em nosso próprio país!

PS 1: Ok... Então vamos terceirizar as contas, os impostos, o INSS...

PS 2: “Mais de mil palhaços no salão...” Aqui, o carnaval nunca termina!

PS 3: Para o último que sair: não se esqueça de apagar a luz e nem de como se fala nossa língua!

Publicado em 30/03/2017, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 23 de março de 2017

A culpa é dos ETs...

Todos nós gostaríamos de viver mais de 100 anos – e, naturalmente, com o corpo e a mente em perfeito estado de saúde. Alguns fatores são fundamentais para se chegar bem aos 80 anos, como hábitos saudáveis de alimentação, cuidados físicos e constante atividade mental.

Mas não são somente estes fatores que fazem com que você viva até os 80 anos – ou chegue até os 100. Pesquisadores americanos e italianos publicaram um estudo no começo deste mês na revista Science, mostrando que 150 marcadores genéticos (variações de uma única letra no material genético, espalhadas por todos os cromossomos humanos) permitem determinar, com 77% de precisão, se uma pessoa será centenária.

Nos Estados Unidos, descobriram uma maneira de “rejuvenescer” órgãos em ratos idosos, eliminando as doenças adquiridas ao longo de suas vidas. Testes em humanos ainda demorarão um pouco a chegar, devido ao perigo de desenvolvimento de câncer durante o processo.

Bem, dá para perceber o quanto a ciência e as pessoas estão preocupadas em descobrir a fórmula mágica da longevidade! Porém, parece que esqueceram um pequeno detalhe... Viver com que qualidade de vida?

Todos os dias, surgem novas bactérias, epidemias, agrotóxicos letais, o escândalo da “carne fraca” – e podre –, o “Lava Jato” – que já está mais pra “Roupa Suja e Encardida” –, o estresse demasiado, pressão no trabalho, desemprego... Será que existe algum ataque de bactérias alienígenas ou seres de outro planeta querendo destruir a terra?

Praticamente toda a África e outros países vivem na completa miséria e sujeira. Vergonhosamente, ainda há pessoas que não conseguem sequer fazer três refeições ao dia. Me parece tão óbvio que a ordem dos fatores está invertida! Longevidade, sim, mas com que tipo de condições para viver a vida?

Vou encomendar uma pesquisa para descobrir por que nós, seres humanos, não queremos entender o óbvio!

PS 1: Vivem querendo por a culpa nos ETs, na política, no vizinho, no cachorro do vizinho...
PS 2: Se eu encontrar uma nave extraterrestre por aí, vou pedir carona sem pensar duas vezes!

Publicado em 23/03/2017, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 16 de março de 2017

Princesa Isabel decretou aposentadoria aos 60 anos...

No mínimo, 60 anos de idade e 30 de serviço. Essas eram as regras para os carteiros se aposentarem no final do século 19, quando nascia a Previdência Social no Brasil. Começou pelos funcionários dos Correios, por determinação da princesa Isabel, em decreto de 26 de março de 1888. Do salário mensal dos trabalhadores, era descontado o valor equivalente a um dia de trabalho e depositado no fundo de previdência e pensões.

Antes disso, o governo só pagava poucos benefícios aos dependentes de servidores públicos do Rio de Janeiro que haviam morrido. Depois dos carteiros, a aposentadoria foi estendida a outras categorias, como ferroviários, portuários e funcionários da Imprensa Nacional.

Infelizmente, o sistema funcionou bem por pouco tempo. Cerca de 40 anos depois de seu início, já se falava na necessidade de reforma do sistema previdenciário para evitar seu colapso financeiro – uau, a Previdência já tinha rombos desde 1928!

Finalmente, em 1943, foi sancionada a Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), que estendeu a Previdência Social a todos os trabalhadores brasileiros.

Podemos dizer que nossa princesa foi muito mais generosa que nossos “reizinhos” de hoje. Dizem que, em 2016, o rombo da previdência foi em torno de 316 bilhões de reais...

Mas o que nós pobres mortais temos a ver com isso? Ninguém explicou por que isso aconteceu ou como? E que estória é essa de rombo? Toda vez que os “reizinhos” querem aumentar os impostos ou tirar algum direito já adquirido – ou que tenha que se adquirir – criam um rombo, tudo é culpa do rombo...

É sabido que o Brasil está envelhecendo. Hoje, temos mais de 23 milhões de pessoas com mais de 60 anos em nosso país. E qual é o problema? Será que os nossos governantes não sabiam que isso iria acontecer? Aí, querem ir pelo caminho mais fácil – para eles: aumentar o tempo de contribuição e diminuir o valor da aposentadoria de uma maneira surreal, tornando praticamente impossível a todos nós trabalhadores nos aposentarmos.

PS 1: Será possível regredirmos e ficarmos piores do que em 1888?

PS 2: Acredito que agora está em nossas mãos não permitirmos que mais este crime seja cometido!

Publicado em 16/03/2017, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 9 de março de 2017

Uma mulher...

Já havia escrito sobre o Dia Internacional da Mulher na coluna anterior... Mas não posso deixar de mostrar esta música tão linda e singela, feita para as mulheres – e penso que, também, para os homens de bom coração! Vamos somar e não dividir!

“One Woman” é uma celebração musical contra a violência à mulher! A música, escrita para a ONU Mulheres, conta com a participação de 25 artistas de 20 países distintos, com a cantora Bebel Gilberto representando o Brasil. Desde 1975, o Dia Internacional da Mulher, criado pela ONU, é comemorada mundialmente no dia 8 de março.

One Woman (Uma mulher)

“Em Kigali, ela acorda,
Ela faz uma escolha,
Em Hanói, Natal, Ramallah.
Em Tânger, ela respira,
Levanta sua voz,
Em Lahore, La Paz, Kampala.
Embora ela esteja a meio mundo de distância
Algo em mim quer dizer...

Nós somos uma mulher,
Você chora e eu ouço você.
Nós somos uma mulher,
Você se machucou, e eu também me machuquei.
Nós somos uma mulher,
Suas esperanças são minhas.
Vamos brilhar.

Em Juarez ela fala a verdade,
Ela estende a mão,
Ensina, então, aos outros como.
Em Jaipur, ela dá seu nome,
Ela vive sem ter vergonha
Em Manila, Salta, Embu.
Embora nós sejamos tão diferentes, tanto quanto possível,
Estamos conectadas, ela comigo.

Nós somos uma mulher,
Sua coragem me mantém forte.
Nós somos uma mulher,
Você canta, eu canto junto.
Nós somos uma mulher,
Seus sonhos são meus.
E nós brilharemos.
Vamos brilhar.

E um homem, ele ouve a sua voz.
E um homem, ele luta sua luta.
Dia após dia, ele deixa ir os velhos caminhos,
Embora ela esteja a meio mundo de distância,
Algo em mim quer dizer.

Nós somos uma mulher,
Suas vitórias nos elevam a todos.
Nós somos uma mulher,
Você se levanta e eu fico alta.
Nós somos uma mulher,
Seu mundo é meu
E nós brilharemos.
Brilhe, brilhe, brilhe.
Nós brilharemos
Brilhe, brilhe, brilhe.
Vamos brilhar.
Brilhe, brilhe, brilhe.”

PS 1: Link para o videoclipe “One Woman” (com legendas em espanhol): https://youtu.be/OYQIyEp_ifI

PS 2: Não deixemos que a mulher se banalize. Infelizmente, muitas ainda continuam se expondo apenas como objeto do desejo!

Publicado em 09/03/2017, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 2 de março de 2017

Temos muito a comemorar, mas...

Oito de março: Dia Internacional da Mulher. Mais um ano vamos comemorar esta data tão importante, oficialmente decretada pela ONU em 1975.

Bem, temos muito a comemorar, mas também ainda temos muito para alcançar quando falamos em respeito, direitos e, mais ainda, sobre a questão do grande número de abusos morais e físicos a este ser tão lindo que gerou todas as pessoas que estão neste planeta!

Eu acho uma insanidade completa maltratar qualquer ser vivo, mas maltratar uma mulher é realmente insano. Afinal, todos nós temos uma mãe, e ela é uma mulher!

Com certeza, hoje, as mulheres adquiriram muito mais espaço na sociedade do que há algumas décadas e séculos atrás. Elas estudam, trabalham, dirigem, votam, podem sair, namorar, escolher com quem querem casar – diga-se, de passagem, ainda existem muitos países onde a cultura e a lei proíbem tudo isso e mais um pouco...

Mas, mesmo no ocidente, onde nos achamos tão evoluídos e liberais, grande parte das mulheres ganham menos que os homens, são as que cuidam dos filhos – antes e depois de voltar do trabalho –, sofrem assédios morais e físicos também.

Me pergunto: Por que o ser humano ainda é tão primitivo? Existem centenas de teorias. Uns dizem que é doença, outros que é uma questão cultural, problemas com o tal lóbulo frontal – ou será que é pura maldade?

Mesmo que não saibamos a resposta, uma coisa é certa: as mulheres continuam sendo alvo de discriminação e agressões imperdoáveis! Cabe a nós, mulheres, em primeiro lugar agir e reagir contra esta situação absurda.

Como mulher, me sinto muito triste e envergonhada quando vejo as “Faustonetes” dançando o domingo inteiro no programa do Faustão, com as bundas e os seios praticamente caindo pra fora da telinha.

Para nossa sorte, posso citar centenas de mulheres que fazem por onde mostrar ao mundo que o ser feminino também é um ser pensante e muito especial, entre elas, nossas queridas: Elis Regina, Cora Coralina, Madre Tereza de Calcutá, Chiquinha Gonzaga, Indira Gandi e tantas outras mulheres anônimas do nosso dia a dia.

PS: Temos muito a comemorar, mas não vale a pena ficar só no arroz de festa...

Publicado em 02/03/2017, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

“Mais de mil palhaços no salão”: parte 1, parte 2...

Há algumas semanas atrás, os PMs do Espírito Santo estavam em greve! Dezenas de pessoas morreram neste período, houve vandalismo no comércio, assalto e roubo nas ruas em plena luz do dia. Na semana passada foi a vez dos PMs de Minas Gerais e Rio de Janeiro, cogitando entrar em greve também!

De repente, não entendo bem como, parece que tudo voltou à normalidade, coincidentemente às vésperas do Carnaval...

Não posso deixar de citar, também, o arroz com feijão diário nas mídias sobre corrupções, desvios de dinheiro de órgãos governamentais, trocas de ministros, desemprego, inflação, além das propostas por parte do governo para aumentar – de uma maneira estúpida – o tempo de trabalho para se aposentar.

Mas tudo bem. Não vamos falar de coisas ruins, logo agora que estamos, finalmente, a alguns dias de um dos eventos mais esperados pelos brasileiros durante o ano inteiro!

Até lembrei das lindas marchinhas que tocavam nos anos 60, entre elas uma que cai como uma pluma para os tempos de hoje, Máscara Negra, interpretada pela magistral Dalva de Oliveira, quando ela canta “Mais de mil palhaços no salão”...

Li uma pesquisa que cita o surgimento desta data como uma festa que já existia dez mil anos antes de Cristo, quando os povos que habitavam as margens do rio Nilo, no Egito, comemoravam suas colheitas. Os homens daquela época entravam em estado de utopia através da comemoração – no momento da festa, se desligavam de tudo!

Para os foliões de hoje, me parece que o sentimento de utopia é idêntico! Seguindo as antigas tradições, durante a semana do Carnaval não existem problemas políticos ou sociais, existe apenas a visão de mulheres quase nuas desfilando sem parar!

Poucas escolas de samba ainda falam da realidade do Brasil e contam nossa história através de seus enredos. Os grandes patrocinadores tornaram este momento único em um “Carnaval para inglês ver”!

PS 1: “Quanto riso, oh, quanta alegria”? “Mamãe eu quero, mamãe eu quero, mamãe eu quero mamar”!

PS 2: Centenas de pessoas em várias capitais do Brasil estão fazendo o esquentamento do Carnaval. Tá tudo bem, tá tudo bom...

Publicado em 23/02/2017, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Quem vem primeiro: a ordem ou o progresso?...

A educação em nosso país tem sido um problema grave ao longo de décadas. A cada ano que passa, a evasão nas escolas públicas aumenta cada vez mais. O aluno começa a estudar e depois, devido a problemas de falta de estrutura familiar e financeira, acaba saindo da escola, mesmo antes de acabar o primeiro semestre.

Tudo bem, esse fato já se tornou mais do que corriqueiro. Porém, já há um bom tempo, vem acontecendo, também, uma evasão escolar por parte dos professores, situação que a mídia pouco comenta.

Dados recentes indicam que são dadas 92 licenças por dia a professores da rede pública por estresse, crises nervosas e medo dos alunos. O que soma um total de 70% de licenças no Estado de São Paulo, já no primeiro semestre deste ano.

Quando uma criança pequena não quer ir à escola no primeiro dia de aula, isso é mais do que normal. Ou adolescentes que “matam” as aulas para ir ao cinema, faz parte... Mas os professores estarem com medo de ir à escola, aí a coisa é grave!

“Eu não quero mais voltar para a sala de aula”, diz Nadia de Souza, 54 anos, professora de história. Ela foi ameaçada de morte por um aluno e diz ter sido ameaçada outras quatro vezes, atingida por urina e, quase, por uma carteira jogada do terceiro andar da escola que lecionava. Hoje, Nadia está afastada, com depressão profunda e sem sair de casa há mais de um ano.

Bem, quem vem primeiro, a ordem ou o progresso? Os governantes vivem falando em capacitar mais os professores, dão merendas e uniformes para as crianças irem à escola! E o conhecimento, a estrutura como um todo – para os alunos e os professores –, eles dão também?

No dia a dia, nas ruas, nas periferias, as drogas rolam soltas, as famílias destes alunos estão desestruturadas devido à falta de emprego, moradia, saúde, valores humanos, etc., etc., etc... Como é possível esperarmos que uma criança ou um jovem que vive esta realidade se comporte como um ser civilizado dentro de uma sala de aula, se ele não é considerado um ser humano fora dela?

PS 1: Enquanto isso não mudar, a barbárie vai continuar atingindo a todos nós!

PS 2: Infelizmente, o problema está na estrutura... Será que vamos precisar colocar um engenheiro civil na presidência do Brasil?

Publicado em 16/02/2017, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Bendita Tia Benedita...

Conheci, já há algum tempo, uma senhora de 88 anos, que chamo carinhosamente de Tia Benedita. Comecei a frequentar mais sua casa e pude observar melhor a sua maneira de lidar com a vida.

Para minha surpresa, percebi, em pequenas e simples conversas sobre suas flores e seus biscoitos, os problemas de saúde que foram surgindo com sua família e com ela mesma.

Tia Benedita tem vários filhos. Infelizmente, já perdeu uma filha de 60 anos devido a um câncer e, agora, outra filha está passando pela mesma situação...

Mais uma vez, me surpreendi com sua maneira sábia de lidar com a questão. “A gente tem que ter fé e segurar a onda da família, estou pronta para o que der e vier! A vida é só uma passagem, não vamos levar nada daqui, a não ser os momentos de amor e carinho para com nossos semelhantes. Eu não sei por que as pessoas complicam tanto esta breve viagem”, disse Benedita.

Tenho tantas coisas para falar sobre ela que não caberiam nesta coluna. Em um passeio recente que fizemos juntas, tomamos sorvete, conversamos sobre o calor e a alteração do clima. A tia ficou empolgada com os vários sabores, levou mais de 10 picolés pra casa – e saiu feliz como uma criança!

Voltando ao mundo que chamamos de real... As guerras continuam matando e destruindo pessoas e países, a fome e o desemprego não param de crescer, o individualismo e a cegueira da humanidade aumentam cada vez mais, famílias brigam entre si por uma herança, uma casa – bens materiais que vão ficar...

Enquanto isso, governos gastam bilhões para descobrir se é possível viver em Marte. Pra quê? Não conseguimos viver em paz aqui em nossa casa, nossa linda Terra! E ainda dizem por aí que vivemos no século das maiores descobertas científicas e tecnológicas que poderiam beneficiar a nós mesmos...

PS 1: Enquanto isso, os smartphones estão ficando cada vez mais rápidos e inteligentes e cheios de atualizações...

PS 2: Tia Benedita me ensinou que a borra do café é um ótimo adubo para as plantas!

Publicado em 09/02/2017, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Trumps tupiniquins...

O Brasil sempre foi elogiado e reconhecido por ser um país que recebe, sem discriminação, imigrantes do mundo inteiro. Andamos pelas ruas e facilmente encontramos italianos, japoneses, árabes e portugueses. Sentimos que estamos na famosa “Torre de Babel”.

Porém, a teoria na prática é outra! Quantas vezes você já ouviu ou falou frases do tipo: “Puxa o ´japa´, meu vizinho, é um chato”, ou “Aquele ´branquela´ é um arrogante”. Sem contar outras piadinhas sacanas como: “Quando é que o negro vai à escola?...”, ou “O português atendeu o celular e perguntou: ´Como sabias que eu estava em um motel?´...”

No início é tudo brincadeirinha, depois vira um hábito, uma atitude constante e, num piscar de olhos, você se torna um discriminado ou um discriminador.

Agora, mais do que nunca, a descriminação se tornou coisa de primeiro mundo! O presidente recém-eleito dos EUA, Donald Trump, tem usado do discurso do nacionalismo e da segurança nacional para incitar todo e qualquer tipo de discriminação com os imigrantes em seu país, legais ou ilegais, e até mesmo com seus cidadãos.

Começou a “caça as bruxas”. Alguém se lembra do tempo da inquisição? Se você não fosse adepto da religião predominante em Portugal ou na Espanha ia pra fogueira como herege e bruxa! Nos EUA, os maus elementos são os mexicanos, negros, muçulmanos – todos são culpados até que se prove o contrário.

A história do nosso planeta é feita de guerras e os argumentos para justificá-las sempre foram os mesmos: “O meu povo é melhor que o seu”, ou “A minha religião é a única verdadeira”, “Precisamos preservar a economia nacional”...

E cadê a globalização? A união Europeia está por um fio. Colocam a culpa nos imigrantes. Porém, todo e qualquer país é feito de imigrantes. Será que a culpa não está nos governantes, que usam todo o dinheiro ganho com impostos e o PIB apenas em seu próprio benefício?

PS 1: Cuidado! Os Trumps Tupiniquins logo, logo vão surgir!

PS 2: Viva a pizza, o quibe, o sushi, o acarajé, o beirute, etc., etc., etc...

Publicado em 02/02/2017, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Você tem medo de ETs?

Nunca vi tantos filmes, seriados de TV, artigos e tanto alarde sobre o fim do mundo! Lembram-se da previsão que o mundo ia acabar em 2012? Previsão Maia, Asteca, astrológica, ou mesmo científica: qual é a diferença?

Será possível acreditar que o mundo vai acabar em um dia? Ou em um determinado ano? Ou, talvez, ninguém queira perceber que todos os dias, há centenas de anos, nós estamos acabando com o planeta e com todos os seres vivos que o habitam?

Alguém se lembra de que o ano de 2010 começou sacudindo o planeta? Nos primeiros dezenove dias do ano, ocorreram terremotos no Haiti, Argentina, Papua, Nova Guiné, Irã, Guatemala, El Salvador e no Chile. O Japão também sofreu, naquele ano, um dos piores desastres de sua história: um grande tsunami, acompanhado de terremotos e, como consequência, a explosão de uma grande usina nuclear local.

Na cidade de Mariana, em Minas Gerais, em 2015, de quem foi a culpa? E, neste caso, tínhamos todas as previsões possíveis, porém ninguém fez nada...

Terremotos naturais têm demonstrado sua força há séculos. Em 1755, um terremoto destruiu quase completamente a cidade de Lisboa. O sismo foi seguido de um tsunami. No século passado, em 1964, aconteceu o maior terremoto do mundo, no Alasca. Naqueles tempos, não havia tecnologias para prever catástrofes e nem para cria-las!

Não sou acadêmica da área ambiental, mas posso supor que, com todo o conhecimento científico que temos hoje, um dos grandes vilões de todas essas tragédias é a nossa ganância, colocando sempre à frente os lucros gerados por usinas nucleares, petróleo, desmatamentos, etc., etc., etc...

Bem, da fome, miséria e doenças do século passado e retrasado, como Febre Amarela e Aedes aegypti – que ainda, vergonhosamente, existem em nosso planeta e estão voltando com tudo –, pouco se fala... O grande slogan do momento é “Salve o planeta!”. E o ser humano, como fica?

PS 1: E ainda tem gente que tem medo de ETs...
PS 2: Acho que a “Saga Crepúsculo” ainda não acabou e nem vai acabar tão cedo!
PS 3: Muitos dizem que não temos nada a temer...

Publicado em 26/01/2017, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Voltamos à “normalidade”...

Ouvi essa frase de muitos amigos: “Agora que o ano começou, o país vai voltar à ‘normalidade’” – ou seja, bancos vão funcionar normalmente, o funcionalismo público, Fóruns, lojas, shoppings, etc., etc...

Por um momento, concordei. Mas, após uma pequena reflexão, me perguntei: “O que é normalidade”? Será que pegar filas em postos de saúde, falta de transporte coletivo, salários baixos, desemprego e outras “cositas” mais são a nossa normalidade? Ou, talvez, pudéssemos dizer: “voltamos à nossa ‘anormalidade’”?

Bem, também não quero ser uma estraga-prazeres. Agora que ainda muitas crianças e adultos estão de férias, curtindo um solzinho escaldante, chupando um picolé, tomando uma caipirinha, assistindo a todos os jogos de futebol e filmes até tarde da noite. Curtindo o ‘não fazer nada’!

Mas logo em seguida, voltando à “normalidade”, vêm as contas, a lembrança do que nos propusemos a fazer no começo do ano, aulas, trabalho – se estiver empregado –, inflação, alta do aluguel ou mensalidade da casa própria, manter ou não o plano de saúde, medo da falta de atendimento na rede pública de saúde, escola pública ou paga, material escolar, roupas...

UFA! Assim nem eu aguento! Só mais um item: o aumento do salário mínimo... foi mínimo!

Será que toda essa política social e econômica é normal em um país no qual se paga um dos maiores impostos do mundo sobre tudo que usamos, trabalhamos e consumimos?

Para a maioria dos estrangeiros, a palavra coronelismo e o conceito da mesma são muito difíceis de entender – até mesmo para nós brasileiros, onde a figura do “Coronel” faz parte apenas das estórias do Cangaço. Nem percebemos que essa cultura mandatária, desigual e nada democrática, faz parte de nossa “normalidade”.

PS 1: Ah, esqueci, não voltamos à “normalidade” ainda. Daqui a pouco, vem o Carnaval, as Globelezas já estão chegando à nossa telinha...

PS 2: Legal. Dá pra ficar mais um pouquinho com “Alice no País das Maravilhas”...

PS 3: Será que ainda dá pra tomar um cafezinho no final do mês?

Publicado em 19/01/2017, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Vida de cachorro...

Foi-se o tempo em que uma vida difícil era chamada de “vida de cachorro”. Claro que, como todo mundo, eu amo os cães, os gatos e todos os bichinhos de estimação, mas, venhamos e convenhamos, será que estamos trocando nossos amigos humanos por estes seres tão lindos e dóceis? E se for o caso, por quê?

Vivemos em uma das eras mais avançadas da tecnologia, da medicina, do fisiculturismo, lipos, chás emagrecedores, etc., etc... E o nosso coração, nossos sentimentos, nosso espírito? Como estão?

Sentimos um vazio, falta alguma coisa... Aí adotamos cãezinhos, dormimos com eles, vejo muitas pessoas, jovens ou idosas, passeando sozinhas pelas ruas das grandes ou pequenas cidades com seus lindos animais, uns grandes, outros tão pequenos que até cabem na bolsa.

Hoje, temos um pet shop em cada esquina, com banho, tosa, escovação de dentes, terapias homeopáticas, roupinhas – tratamento vip de ponta a ponta, super legal. Estamos nos dedicando como nunca aos nossos bichinhos de estimação, enquanto a relação com outros seres de nossa mesma espécie esta ficando cada vez mais precária! No Facebook e em outros sites de relacionamento, podemos conhecer centenas de pessoas e fazer novos amigos, mas fica tudo no mundo virtual.

Muitas pessoas dizem que sentem solidão, insegurança, medo do seu próprio semelhante. Assim, acham ótimo se relacionar com um bichinho porque ele nunca questiona seu dono, concorda com tudo e, o mais importante, oferece um amor incondicional!

Li uma frase em um artigo sobre esta questão, em que uma mulher dizia: “Cachorro é o único amor que a gente compra”. Uau, a que ponto chegamos... Onde está aquele nosso amigo do peito, nosso parceiro(a), com quem podemos contar sempre, nossos pais, um irmão, nosso vizinho? Eles continuam lá e nós aqui, cada um em sua “casinha”, seguro e a salvo de “críticas e sugestões”.

PS 1: “Se persistirem os sintomas, procure um ser humano”....

PS 2: Se não encontrar algum que fale e ouça, continue insistindo!

PS 3: Em caso de emergência, chame os bombeiros...

Publicado em 12/01/2017, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Começo e fim...

No meio de tantos assuntos políticos e sociais, crise econômica, começo de um novo ano, novas expectativas, inseguranças, etc., etc., etc..., tive uma linda conversa com uma pessoa mais velha e ela me disse: “Nesta vida, é bom aproveitar o meio, pois o começo e o fim, todos sabem, são irremediáveis”.

Um pensamento tão simples e claro me fez refletir bastante sobre a vida. Quando crianças, achávamos que nunca iríamos crescer, nos tornarmos adolescentes, adultos e, então, envelhecemos. Tudo sempre pareceu que era para sempre – até quando arrumamos um emprego, casamos, criamos uma família, fazemos amigos, acreditamos que tudo vai ser eterno, inclusive nossa própria vida!

Dizem que tanto as coisas boas quanto as ruins não duram para sempre. Está aí mais um ditado popular muito sábio. Depois dessas reflexões, me animei bastante, por incrível que pareça – claro que os medos e inseguranças sempre aparecem!

Mas, olhando pelo outro lado da moeda, lembrei, mais do que nunca, que o mais importante é viver “o aqui e agora” – já que o ontem já foi e o amanhã ainda não chegou!

Podemos olhar a vida e o tempo por vários ângulos. Este ano começou, ou o ano passado acabou? Na verdade, o tempo não tem começo nem fim, tudo é uma continuidade.

O que importa é o que vamos fazer com nosso tempo! Este é o meio do caminho. Podemos fazer algo por nós e pelos nossos semelhantes, ou podermos apenas esperar, sentados, o valioso tempo passar...

Manchete de um jornal do dia 3/01/2017: “Governador de MG, Fernando Pimentel, usa helicóptero do Estado para buscar o filho após uma festa de Réveillion”. Só para lembrar, Minas Gerais também está passando por uma calamidade financeira! O governador argumentou que o uso é legal – este voo custaria, ao menos, 4.800 reais...

PS 1: Infelizmente, ainda existem seres humanos que não têm noção alguma do tempo e, além de não fazerem nada de bom com ele, o utilizam para prejudicar milhões de pessoas, sem dó ou consciência!

PS 2: Feliz Ano Novo! Feliz tempo novo!

Publicado em 05/01/2017, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).