quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

“Quando eu chegar em Marte, terei 60 anos...”

Você teria coragem de entrar numa espaçonave e viajar para outro planeta? E se a viagem fosse só de ida, sem ter a oportunidade de ver novamente sua família e seus amigos? A pergunta não foi tirada de uma dessas conversas que a gente tem ao redor da mesa de jantar, como quem joga conversa fora...

Quando a ficção se torna realidade...

A corajosa – ou “maluca” como é chamada pela família – Sandra Maria Feliciano da Silva, professora e advogada rondoniense de 51 anos, inscreveu-se em um programa de colonização do planeta Marte, chamado Mars One.

O projeto, encabeçado pelo engenheiro mecânico holandês Bas Lansdorp, foi orçado em 6 bilhões de dólares, e convocou candidatos do mundo inteiro que estariam dispostos a ganhar uma passagem só de ida para o planeta vermelho.

Ainda não há tecnologia para que os inscritos retornem, mas, mesmo cientes, cerca de 200 mil pessoas estão concorrendo às 24 vagas finais – e Sandra é uma delas. A proposta é enviar seis grupos com quatro pessoas a cada seis anos e, mesmo tendo conhecimento de que enfrentarão temperaturas baixíssimas – que vão de -143°C (no inverno) para máximos de até 35°C (no verão equatorial) – e risco de morte, os candidatos parecem manter-se firmes à decisão.

60 anos na data da decolagem

“E se não der certo?”. Entre risos, Sandra apenas diz: “Se não der, tento de novo”. O primeiro grupo está previsto para embarcar em 2024 e, caso Sandra seja uma das finalistas, terá 60 anos nessa data.

Mesmo sendo alvo de críticas e ceticismo na comunidade científica, a professora e advogada, nascida em Bauru, diz confiar no Projeto Mars One. “Os fornecedores do projeto são os mesmos da NASA. Então, não vejo porque não daria certo para o Mars One”, afirma.

Se for realmente selecionada dentre os 24 finalistas, Sandra terá que percorrer um longo caminho de treinamentos, mas se demonstra confiante. “A briga vai ser intensa porque todos os candidatos para esse projeto são muito fortes. Eu, inclusive”, completa.

PS 1: E você, iria?
PS 2: Será que tem Lava Jato em Marte?

Publicado em 21/01/2016, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Pobre Mariana, Maria, João, José...

Mariana (MG) está na lama... O rompimento da barragem que devastou a região provocou um desastre ambiental que já chegou ao litoral do Espírito Santo. Centenas de pessoas desabrigadas, sem casa, sem trabalho, sem um lar, sem dignidade alguma!

Fico ouvindo no rádio, e vendo na TV, vários comerciais falando sobre sustentabilidade, cidadania, “país rico é pais sem pobreza”, “pátria educadora”... O que significa tudo isso? Cadê a cidadania? Somos sustentáveis? Temos uma pátria educadora?

Por que nossos governantes inventam slogans e querem nos passar uma realidade que não existe? Até quando vamos viver no mundo de “Alice no país das maravilhas”?

Sei que não sei como responder estas perguntas... Mas isso não impede, a mim nem a ninguém, de fazê-las e tentarmos fazer algo para acabar com esta situação insustentável!

Pobre Mariana, pobres de todos nós que vivemos em um país que é tão rico – porém, com governantes tão pobres de caráter e espírito. O Brasil nunca olhou para seus cidadãos desde seu “achamento”, e continua não investindo todo o enorme montante de nossos bens para nós, brasileiros.

Começamos o ano com inflação alta, desemprego, instabilidade econômica, medo de comprar, viajar, medo de viver! Os investidores e grandes empresas mandando milhares de pessoas embora. Mas tem algo estranho nisso tudo... Há pouco menos de um ano, éramos o país dito emergente que estava dando certo. A classe C tendo acesso a eletrodomésticos, casas, saúde, escola... Bem, pelo menos era isso o que a TV, os jornais e os governantes diziam o tempo todo!

Será que era tudo mentira? È possível que nossa situação socioeconômica mude da água para o vinho assim, sem mais nem menos? Será que é só Mariana que está na Lama?

Muito calor, muito frio, muito rico, muito pobre, muita comida, muita fome... As férias estão acabando, daqui a pouco vem o Carnaval, mais uma semana de sonhos, “Globeleza”, festa, mulatas, cerveja, cerveja, cerveja...

PS 1: País rico é pais com história e conhecimento da mesma!
PS 2: País sem pobreza é país com cidadania e a tal da sustentabilidade...

Publicado em 14/01/2016, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Nada como não fazer nada...

Terminaram os compromissos com as festas de fim de ano, os telefonemas de congratulações, as idas ao correio ou a internet para enviar cartões e presentes. Enfim, sós. Pode parecer estranho, mas é bem possível que você esteja se perguntando: “O que é que eu faço agora?...”

Mais estranho ainda pode parecer a minha sugestão: não faça nada. Ou melhor, faça tudo o que você quiser. Durante o ano inteiro, estamos preocupados com os nossos deveres e obrigações com a escola, o trabalho, cursos de inglês, informática, filhos, casa, enfim, dá pra encher a agenda e ainda vão ficar faltando páginas em branco.

Se você tem a sorte de estar de férias e com o tempo inteirinho só prá curtir e relaxar, aproveite pra pensar: “O que é que eu realmente quero fazer hoje?” Experimente fazer as coisas com prazer, não importa o que, desde tirar uma soneca, ler um gibi, ouvir aquele CD que você nunca consegue, fazer um curso de gastronomia, assistir filmes o dia inteiro, nadar no rio, fazer uma boa caminhada, ou até mesmo não fazer nada!

Caso você não esteja de férias, aproveite para repensar o que você está fazendo no seu dia a dia! Vivemos ligados no automático... Achamos que somos donos de nossas vontades e de nosso tempo, mas, infelizmente, não é bem assim...

Experimente vestir uma roupa que você realmente gosta e nunca teve coragem de usar, cortar o cabelo ou deixá-lo crescer, falar com seu chefe, esposa, namorada, pai, filhos, dormir e acordar em horários diferentes e um monte de outras coisas que der na sua cabeça.

Vale tudo! O mais importante é lembrar de curtir todos os momentos de nossa vida – sem culpas e sem medos.

Com certeza, dá pra viver assim o ano inteiro, afinal, não é só nas férias que “a vida é bela”. Faça tudo, todo o tempo, com prazer!

PS 1: Se não conseguir achar prazer no que faz, pense melhor no que está fazendo ou deixando de fazer.

PS 2: Se quiser ler um livro sobre o assunto, aí vai uma dica: “O Ócio Criativo”, de Domenico De Masi (Ed. Sextante).

Publicado em 07/01/2016, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

O presente é um “presente”

“O futuro é o minuto seguinte, que é tão precioso que a gente chama de 'presente’!” A frase é do ator Francisco Cuoco, 82. Ela nos faz refletir sobre a importância de olharmos para o presente, em todos os instantes da nossa vida.

Lembro-me de quando eu ainda era criança e me perguntava: “Como serei quando ficar adulta? E quando ficar mais velha? Terminar os estudos, escolher uma carreira, o primeiro emprego, namoro, casamento, filhos, netos...”

Pensando nesta questão, de como nos preocupamos com o futuro, me lembrei de como fiquei impressionada com o depoimento que o ator Francisco Cuoco, 82, em uma entrevista que fiz com ele.

“O tempo passa para todo mundo. O importante é a gente ter cada vez mais consciência de que idade não é um problema, idade é uma consequência. Esqueça os números e os anos. O passado é lindo, ficou lá pra trás, é uma referência importante. O futuro é o minuto seguinte, que é tão precioso que a gente chama de 'presente'. Então, o presente é importante para que você esteja bem, esteja saudável, esteja feliz!”, disse Cuoco.

Portanto, a mensagem que gostaria de transmitir a todos vocês é que, em 2016, olhemos mais para o presente, para as pessoas que estão, hoje, conosco, nossa família, nossos amigos. E, o mais importante, para aqueles que não conhecemos, mas que também são – como já dizia um conhecido sábio, 2000 anos atrás – nossos irmãos.

Aproveito a oportunidade para recomendar um belo filme para assistir nesta virada de ano. “Up – Altas Aventuras” é um desenho animado, mas traz uma história adulta, com uma mensagem de que tudo é possível, ainda mais quando o amor prevalece ao longo de toda uma vida.

Desejo um belo Ano Novo a todos os leitores desta coluna e do Bom Dia! Sei que estamos em tempos difíceis... mas, desde que me conheço por gente, dizem que o Brasil vai melhorar, que é tudo passageiro, que estamos em crise, que saímos da crise...

PS 1: Crise? Qual delas?

PS 2: O Brasil não está em uma crise... Ele nunca sai dela!

Publicado em 31/12/2015, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Vou escrever pro Papai Noel!

“Papai Noel existe?” Essa é a pergunta que todos nós já fizemos um dia para os nossos pais. Mas, afinal de contas, como surgiu essa figura que atualmente chamamos de Papai Noel?

Tudo começou há aproximadamente 1300 anos, no século 4, em Patara, uma cidade na costa sul da Turquia (na época, uma cidade grega), onde nasceu São Nicolau.

São Nicolau, que não era um gordinho rechonchudo de barba e nem vestia a tradicional roupa vermelha com botas, ficou conhecido por se desfazer de sua riqueza dando presentes anonimamente no meio da noite e que, assim, teria originado e personificado o próprio Papai Noel.

E como a imagem de São Nicolau, do século 4 na Turquia, se transformou na figura do gorducho bonachão dos comerciais da Coca-Cola de hoje em dia?

Nos anos 1860, é desenhado redondo e barbudo, vestindo gorro e trajes vermelhos folgados, pelo chargista político norte-americano Thomas Nast, baseado na descrição do poema de Clark Moore.

Já no século 19, ganha o nome de “Santa Claus” (como é conhecido nos Estados Unidos), como uma adaptação de “Sinterklaas” (São Nicolau, em holandês).

Nos anos 1920, a figura do Papai Noel é utilizada em publicidade, aparecendo em propagandas (pasmem!) fumando cigarros Murad, Camel e Lucky Strike, vendendo (acredite se quiser!) Martini e pasta de dente Colgate, assumindo os traços que conhecemos hoje em dia.Nos anos 1930 se torna o velhinho-propaganda da Coca-Cola.

Depois disso tudo, você ainda acredita em Papai Noel? Eu acredito que todos nós podemos ser Papais e Mamães Noeis!! Basta fazer o bem!!

Desejo um feliz Natal e muita força para todos os leitores desta coluna e do Bom Dia!

PS 1: Se você quiser escrever para ele pedindo um Brasil mais decente, o endereço oficial do Papai Noel é: Rovakatu 21, FIN-96200, Rovaniemi, Finlândia.

PS 2: Será que nossos governantes acham que acreditamos no Papai Noel da Coca-Cola?

Publicado em 24/12/2015, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Vida on-line ou off-line?

Se você esteve solteiro nos últimos cinco anos talvez esteja familiarizado com encontros baseados em tecnologia. Um relatório da Global WebIndex afirma que 91 milhões de pessoas no mundo usam aplicativos de encontros, com cerca de 50 milhões apenas no Tinder.

Segundo o censo de 2012 dos EUA, 44% da população está solteira, uma média de 102 milhões de pessoas. “As pessoas querem muito transar”, disse Michael Raven, um dos fundadores do Tinderus, um serviço de consultoria que, por US$ 50, trabalha seu perfil no Tinder para torná-lo mais atraente. “Uma tendência que estou vendo é que, particularmente do lado feminino, o nível está subindo. Acesso instantâneo a encontros e sexo em potencial significam que podemos ver tudo que há disponível”.

Esse é um tema com que David Buss, autor de ‘The Evolution of Human Desire: Strategies of Human Mating’, concorda – apesar de ser um pouco mais cauteloso ao discutir o tópico. “Uma previsão quase certa é que mulheres de nível universitário vão achar cada vez mais difícil achar bons parceiros”, afirma.

Sarah Mick, chefe de produtos e design da Tinderus, diz que o mundo dos encontros on-line costuma ser “desequilibrado”. Acrescenta que provavelmente veremos um aplicativo mais invasivo e aprofundado em breve – um que peça “medidas de cintura, seios, pênis, tudo no aplicativo, pronto para que os usuários escolham o parceiro ideal”. Na corrida entre essas ferramentas baseadas em localização, ele aponta o Happn como o “primeiro aplicativo de massa a integrar tecnologia de ponta de maneira interessante”, apesar de achar que a capacidade de ver a distância em que está a pessoa lhe enviando a mensagem é “relativamente assustadora”!

Uau!! Que loucura! Será que ninguém vai ter mais vontade ou coragem de sair por aí, em um barzinho, uma festa, um cinema e casualmente conhecer alguém ao vivo e em cores?

PS: Acho que vou procurar o Zoológico mais próximo e tentar conversar com os supostos animais que ainda vivem a vida de uma maneira mais humana que nós!

Publicado em 17/12/2015, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Por que aqui não é assim?

“A política é a luta pela felicidade de todos”. Para a maioria, mudar o mundo parece uma tarefa árdua e utópica. Para José Alberto Mujica Cordano, 80, conhecido popularmente como Pepe Mujica, presidente do Uruguai no período entre 2010 e 2015, e autor da frase citada, é dever do líder ao menos tentar fazê-lo, sempre.

“Presidente mais pobre do mundo”

O “presidente mais pobre do mundo”, como é ainda conhecido, doava 90% de seu honorário como político para a caridade. De origem camponesa, Mujica, que almejou tornar-se presidente para melhorar a vida de sua sociedade, afirma ser necessário viver como a maioria – afinal, foi ela quem o instituiu ao poder – e tem conceitos muito distintos a respeito do modo de vida pessoal e profissional – conceitos esses que lhe renderam sete anos de solitária na prisão e algumas sessões de tortura na década de 70, durante o golpe de Estado em seu país.

Nunca deixar de sonhar

Apesar de muito polêmico por legalizar o aborto, descriminalizar a maconha e autorizar o casamento entre pessoas do mesmo gênero, Mujita sempre foi vislumbrado por estudiosos e aclamado pelo público mundial. Seu estereótipo simplista – e não simplório – é caracterizado por seus trajes simples e sandálias de veraneio. “Acho o uso de gravatas insano, um trapo inútil”, afirma.

Diferente de outros presidentes, Mujica optou por não ter um avião presidencial. Em seu lugar, investiu em um helicóptero – sofisticado e muito caro –, equipado com uma sala de cirurgia e um pronto-socorro permanente para salvar a vida dos seus cidadãos.

O discurso nos ensina e nos faz recordar de lutarmos sempre pelo que pensamos e sonhamos, e, mesmo titubeando, nunca desistir de nossos ideais.

PS 1: Por que aqui não é assim também?

PS 2: Que tal se outros países adotassem essa ideia?

PS 3: Vale a pena assistir a um vídeo onde José Mujica mostra que a vida é – ou deveria ser – mais simples do que parece: https://youtu.be/FpfsXQKG8vY

Publicado em 10/12/2015, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Lucy, a mulher mais velha do mundo!

O 41º aniversário da descoberta do fóssil Lucy foi na terça-feira passada (24/11). O esqueleto do Australopithecus afarensis foi encontrado em 1974 pelo antropólogo Donald Johnson e o estudante Tom Gray durante escavações na Etiópia. O alto grau de conservação da ossada surpreendeu os arqueólogos.

Após os pesquisadores constatarem que o fóssil de 3,2 milhões de anos pertencia a uma mulher, batizaram-no de Lucy – em homenagem à música dos Beatles ‘Lucy in the Sky with Diamonds’ que, segundo relatos, estaria tocando no momento das escavações e nas comemorações após a descoberta.

Lucy está em exposição no Museu Nacional da Etiópia. Seu crânio, com tamanho intermediário entre o dos humanos e o dos chimpanzés, é o que denomina a espécie “Australopithecus”, que significa “macaco do sul”. Eles são bastante próximos dos hominídeos do gênero “Homo” na escala de evolução.

Lucy tinha apenas 1,1 metros de altura, pesava 29 kg e se parecia, de certa forma, com um chimpanzé comum. Embora a criatura tivesse um cérebro pequeno, a pélvis e ossos das pernas eram quase idênticos aos dos humanos modernos.

Que coisa louca... Então existimos, praticamente, há no mínimo 3,2 milhões de anos! Isso é muito tempo, tanto tempo que não dá nem para entendermos este tipo de escala de tempo, já que costumamos falar em dias, meses, anos, séculos...

Aí é que eu me pergunto: como é possível estarmos há tanto tempo nessa terra e ainda nos comportarmos como primatas, ou talvez até pior, uma vez que macacos e chimpanzés vivem juntos, cuidam uns dos outros e até de bebês de outros seres “humanos”?

Desde que me conheço por gente, o mundo vive em guerra, desigualdade e pobreza! Acho que Lucy ficaria muito triste e assustada se vivesse no mundo de hoje.

Mas tudo bem. O Natal vem chegando e, mais uma vez, Papai Noel vai chegar cheio de presentes. Será que, com essa crise, ele consegue?

PS 1: Viva os Beatles, Viva John Lennon!
PS 2: Parabéns, querida Lucy!

Publicado em 03/12/2015, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).