quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Espelho, espelho meu...

Você tem rugas? Está se sentindo muito gordo(a)? Acha que seus seios estão grandes ou caídos? Fica encucado com sua careca ou se seus cabelos estão ficando brancos demais? Não se preocupe, já está disponível no mercado um remédio que resolve tudo isso.

Mas, infelizmente, esta fórmula não está à venda nas farmácias e nem na internet. Esse remédio tem vários nomes: “autoconfiança”, “autoestima” ou “seja você mesmo!”. Você pode achar que esse “antídoto” não vai resolver muita coisa, mas não custa experimentar.

A vida é feita de várias fases, nas quais nosso corpo vai se moldando e nossa personalidade também! Estamos sempre sujeitos a todo tipo de influência. É só ligar a TV, navegar na internet, folhear uma revista e vamos ver imagens de homens e mulheres considerados perfeitos – dentro dos padrões de beleza estipulados pela nossa sociedade, só pra lembrar!

Aí, começam a surgir os efeitos colaterais: “Estou um lixo...”, “Eu nunca vou ser igual a Angelina Jolie ou ao Brad Pitt...“, “Será que devo fazer uma plástica? Um implante de cabelos? Colocar silicone?...”.

Calma! Pense um pouco: você é único(a), seu corpo e seus traços físicos são só seus e mudanças fazem parte de nossa vida. Cuidar da saúde e de nossa aparência é importante, mas, tão importante quanto isso tudo, é descobrir a nossa própria beleza!

Claro que tenho minhas recaídas, como todo mundo... Nestes momentos, faço uma pausa e ouço meu pequeno “grilo falante” dizendo: “Temos o direito – e talvez até o dever – de criar o nosso padrão de beleza. Ou melhor, talvez não exista um padrão, mas, sim, um conjunto de fatores que nos torna belos!”

PS 1: Está em cartaz, aqui em Marília, a peça A.M.A.D.A.S – Associação de Mulheres que Acordam Despencadas, com a bela atriz Elizabeth Savala.

PS 2: Acredito que tem tudo a ver com a nossa obsessão pela beleza externa...

PS 3: Sexta-feira, dia 23 de outubro, no Teatro Sagrado Coração, às 20h30.

Publicado em 22/10/2015, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Brasil com s, com z, com x...

Estive no Canadá, no ano passado, representando o Portal Terceira Idade em um encontro internacional sobre ações governamentais e não governamentais para as questões do envelhecimento da população global. Curiosamente, naquela época, os canadenses elogiaram nossa economia e democracia e se espantaram ao saber da falta de inúmeras políticas públicas nas áreas de saúde, casas para idosos, cuidados, além dos baixos salários que a maioria dos aposentados e não aposentados recebem no Brasil.

“Que situação a minha...”, eu pensei. Sou brasileira e, ao invés de ter orgulho de meu país, tive que ser honesta e colocar de maneira muito clara que nossa democracia e os direitos da nossa população da 3ª idade – ou de qualquer idade – praticamente não existem!

Para a maioria dos estrangeiros, a palavra coronelismo e o conceito da mesma são muito difíceis de entender – até mesmo para nós brasileiros, onde a figura do “Coronel” faz parte apenas das estórias do Cangaço. Personagens como Lampião e Maria Bonita são vistos hoje em livros e músicas de cordel e até parece que essa época já passou. Temos a sensação de que essa cultura mandatária e nada democrática não existe mais no nosso dia a dia.

Então, como é possível nosso país estar nas mãos dos mesmos governantes há tantas décadas, seja no âmbito federal, estadual ou municipal? E por que é tão difícil políticas públicas básicas funcionarem no Brasil?

Dilma e Lula são apenas mais uma parte de nossa história que se repete! Dizem por aí que a liberdade não se ganha... se conquista!

PS 1: Coronelismo (do Dicionário Michaelis): Influência dos coronéis na política, que confundem em sua pessoa atribuições de caráter privativo e público.

PS 2: “Brasil, meu Brasil brasileiro...” (?)

PS 3: Grande parte de nosso território nacional já foi comprado por espanhóis, australianos, mexicanos, americanos, etc...

Publicado em 15/10/2015, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Passando a faixa...

Estamos passando por um momento histórico em nosso País! Políticos de peso e renome estão sendo julgados junto com atravessadores de verbas, lobistas e outros afins, que usam nosso dinheiro no famoso “Caixa 2” para encherem seus cofrinhos.

Meses e dias já se passaram após o julgamento do mensalão. Juízes delegaram as penas: oito anos para um, cinco para outro –  tudo bem, a maioria está cumprindo a pena em regime aberto ou semiaberto e com todas as regalias possíveis!

Agora vem a operação Lava Jato, Pedaladas... Talvez o importante disso tudo foi trazer à tona a corrupção que corre solta e enlouquecida desde o “achamento” do Brasil!

Em meio a estes episódios bizarros, tive acesso à uma informação muito importante: a poltrona na qual os juízes sentaram para realizar o julgamento do mensalão era uma Ambassador Versão 2. Sua primeira versão foi criada em 1960 pelo arquiteto e designer Jorge Zalszupin, 90 anos. “Projetei o espaldar bem alto, com 71 cm, para transmitir sobriedade aos juízes que ali sentassem”, enfatizou.

Incrível como o Brasil consegue valorizar o fútil e o inútil. Será que o modelo da cadeira teve influência direta na decisão dos juízes? Fica aí uma dúvida razoável...

E agora, depois disso tudo, dizem que a nossa presidenta está passando a faixa.... Será que é a faixa de trânsito das ciclovias ou a de seu mandato tão confuso e surreal?

O Brasil substituiu a monarquia pela república no ano de 1889. Então, foi formado um governo provisório para dirigir o País, composto pelos cafeicultores, liberais e militares da época. A maior preocupação do governo provisório, desde então, era assegurar os direitos de brasileiros e estrangeiros que tinham alguma propriedade!

PS 1: Qualquer semelhança é mera coincidência...
PS 2: Será que a Dilma passa ou não passa a faixa?
PS 3: Contanto que não interrompa as ciclovias, tudo bem!

Publicado em 08/10/2015, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

DIA MUNDIAL DO IDOSO 2015 - VAMOS PRATICAR NOSSA CIDADANIA!

Portal irá comemorar o Dia do Idoso com Trio Elétrico na Avenida Paulista!
No próximo domingo, dia 4 de outubro, o Portal Terceira Idade estará celebrando o Dia Mundial do Idoso com um Trio Elétrico em frente ao MASP, com a presença do Coral Sintonia Plena e do grupo Pago DI, formado por idosos com deficiência intelectual da APAE de São Paulo


O Trio Elétrico, com mais 15 metros de comprimento e capacidade para 90 pessoas, servirá de palco para as apresentações (figura ilustrativa)

O Portal Terceira Idade tem o prazer de convidar você, sua família e seus amigos para festa de comemoração do Dia Mundial do Idoso, que acontecerá no próximo dia 4 de outubro (domingo), ao ar livre, em frente ao MASP (Museu de Arte de São Paulo) na Avenida Paulista, das 14h30 às 16h30.

Somos jovens há mais tempo!

foto notíciasDurante o evento “Somos Jovens Há Mais Tempo! – Dia Mundial do Idoso 2015”, um Trio Elétrico – uma carreta com mais 15 metros de comprimento e capacidade para 90 pessoas – apresentará um show com a “moçada com mais de 60” do Coral Sintonia Plena (foto) cantando baião e xaxado.

Uma apresentação de samba do grupo Pago DI, composto por idosos com deficiência intelectual do Serviço de Apoio ao Envelhecimento da APAE de São Paulo, completará o show.

foto notíciasUm video-wall (painel com 15 TVs de 60” cada) estará exibindo vídeos com depoimentos exclusivos dos atores Francisco Cuoco e Glória Menezes em homenagem ao idoso brasileiro*.

Informação é cidadania

Serão distribuídas, gratuitamente, cartilhas de direitos do idoso, fornecidas pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo. A Associação Brasileira de Gerontologia (ABG) também estará presente ao evento.

Vamos homenagear, mais uma vez, a “moçada” do Brasil e do mundo no próximo domingo! Estaremos esperando por você! A participação é gratuita.


SOMOS JOVENS HÁ MAIS TEMPO!
DIA MUNDIAL DO IDOSO
1º DE OUTUBRO – 2015
Somos jovens há mais tempo!
Dia: 1º de Outubro de 2015 (domingo)
Horário: das 14h30 às 16h30
Local: MASP (Museu de Arte de São Paulo)
Av. Paulista, 1578. São Paulo – SP
(na calçada, ao ar livre, em frente ao vão livre do museu)
Participação: Evento gratuito

Turistas acidentais...

Há alguns dias atrás, eu estava tomando um cafezinho, quando um homem com uma aparência meio estranha puxou uma conversinha comigo. Tinha um sotaque português, achei interessante. Pensei: “Que bom trocar ideias com um turista...”.

Mas, eis que para minha surpresa, ele me disse que era brasileiro, porém estava trabalhando há muitos anos em Portugal e, lá, tinha adquirido o sotaque. Durante a nossa conversa, percebi que, além do sotaque, ele havia adquirido toda a postura e maneira de pensar de um estrangeiro.

Todo orgulhoso, me disse que vinha aqui só para tirar férias e descansar, pois, para trabalhar, o melhor negócio era estar na Europa. “Lá construí minha vida, fiz meu pé de meia”, e por aí foi falando, falando, até que entrou em uma contradição: “Porém, o melhor lugar do mundo é o Brasil”.

Então, naturalmente, lhe perguntei: “Se o melhor lugar é aqui, por que você trabalha, vive e ganha seu dinheiro lá fora?”.

Como todo bom “brasileiro estrangeiro”, alegou que voltaria quando tivesse conseguido conquistar “um lugar ao sol”...

Percebi que este brasileiro já havia se tornado um “turista acidental”. Para ele – como para tantos outros admiradores de nossos cartões postais – o Brasil é o melhor lugar do mundo para compras, passeios, praias, etc. Mas, para viver com dignidade e respeito, ele resumiu: “O grande negócio é estar lá fora”.

Mesmo vivendo em um momento em que a Europa, e mesmo os EUA, passam por uma crise, ainda assim, vejo todos os dias um surto, uma avalanche de pessoas querendo sair do Brasil. Fico triste, mas também com a maioria de nossa população ganhando um salário mínimo e nossa querida Presidenta falando em alto e bom tom que nós cidadãos temos que ajudar o governo, o que mais qualquer ser normal poderia cogitar em fazer?

PS 1: Para o último que sair: não se esqueça de apagar a luz e nem de como se fala nossa língua!

PS 2: Vivemos em um Brasil que não é nosso!

PS 3: Somos todos “turistas acidentais”...

Publicado em 01/10/2015, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

PIB da felicidade...

Vários países, como a Inglaterra e a França, já discutem a ideia de que medições como o PIB (Produto Interno Bruto) não são suficientes para aferir o grau de desenvolvimento de uma nação e de que a felicidade deveria ser um fator a ser contabilizado também.

Mas como medir um fator aparentemente tão subjetivo? Curiosamente, pela primeira vez, a prefeitura de uma cidade americana chamada Somerville resolveu fazer um censo buscando saber a taxa de felicidade de seus habitantes e, a partir daí, traçar políticas públicas.

Daniel Gilbert, professor de psicologia da Universidade de Harvard, resolveu investigar cientificamente como o fator felicidade atua em nosso cérebro. A pesquisa foi realizada através da faculdade de saúde pública de Harvard, acompanhando cinco mil pessoas durante 20 anos, utilizando aparelhos de ressonância magnética e grupos de controle, dando, assim, caráter científico a práticas milenares como meditação e yoga. Também nos hospitais, foram feitos testes que demonstraram que pessoas felizes têm menos propensão a problemas do coração, hipertensão, diabetes e infecções.

O professor Gilbert pôde constatar cientificamente como determinadas sensações, sejam elas positivas ou negativas, desencadeiam reações biológicas em nosso organismo. Outra cientista da saúde, responsável pelo curso de ciência da felicidade de Harvard, Nancy Etcoff, também afirmou: “O trabalho voluntário aciona um sistema de recompensa muito maior no cérebro do que o cuidado intenso de muitas mulheres e homens com sua aparência física e seus bens materiais”.

Este tipo de conhecimento pode nos alertar sobre o fato de muitas vezes estarmos buscando a satisfação no lugar errado... Reconheço que, no Brasil, é muito difícil falar em felicidade quando ainda, vergonhosamente, falta alimento na mesa de muitos cidadãos. Talvez, no nosso caso, o segredo seja nos doarmos cada vez mais a quem precisa!

PS: Felicidade também é comer, beber, ter onde morar, ter dignidade...

Publicado em 17/09/2015, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Eu nego, nego tudo!

Alguém se lembra da belíssima novela ‘Vale Tudo’, com a maravilhosa atriz Beatriz Segall na personagem da vilã Odete Roitman e o grande ator Reginaldo Faria no papel de Marco Aurélio, também fazendo um papel de vilão, ambos com muito poder e dinheiro na trama? Puxa vida, cada vez que leio o jornal ou vejo o noticiário na TV, não consigo esquecer desta novela!

Toda semana, aparece na mídia um novo escândalo, uma denúncia e todos os políticos e demais cidadãos envolvidos repetem o mesmo refrão: “Eu nego, é tudo mentira!”. Acho que todos estudaram na mesma escola...

Mesmo com gravações mostrando esquemas de quadrilha, “Caixa 2”, lóbis no Planalto, eles negam, negam tudo! Se olharmos para tudo isso como uma mera ficção, podemos dizer que o enredo da trama está muito bom! Mas, por acaso, isso tudo que estamos vendo é a nossa realidade – e cada capítulo desta história vai interferir de verdade nas nossas vidas, nas vidas de nossos filhos, netos, bisnetos...

Sociólogos e analistas políticos divagam sobre o grande mal de não existirem mais os partidos de “esquerda” ou de “direita”. Tudo bem, está mais do que óbvio que isto é uma realidade! E será que este é o problema?

A política, como tudo se globalizou, ficou moderna, imediatista, individualista – todos querem um resultado rápido e eficaz.

Aí, me pergunto: “E como está o Brasil hoje? E daqui a dez, vinte ou trinta anos?”. Ainda sentimos na pele a questão de problemas sociais não resolvidos desde os tempos de Dom Pedro I.

Nossos governantes continuam negando seu o apoio a políticas verdadeiras para a sustentabilidade de nosso país e de nossos cidadãos – e, o pior, eles negam que estão negando o seu dever!

PS: “Chega a fazer suspeitar que a mentira é, muitas vezes, tão involuntária como a transpiração” (Machado de Assis, em seu clássico ‘Dom Casmurro’).

Publicado em 10/09/2015, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Brasil: com “s” ou com “z”?

A história que aprendemos desde crianças na escola é que no dia 7 de Setembro de 1822, próximo ao riacho do Ipiranga, Dom Pedro levantou a espada e gritou: “Independência ou Morte!”.

Pouco se comenta que o povo, na época, nem sequer acompanhou ou entendeu o significado da independência. A estrutura agrária continuou a mesma, a escravidão se manteve e a distribuição de renda continuou desigual. A elite agrária, que deu suporte a D. Pedro I, foi a camada que mais se beneficiou.

Estamos falando da história do Brasil, mas todos estes fatos me remetem aos dias de hoje. O nosso país continua sendo extremamente desigual – em todos os sentidos: econômico, social e político. Quem não gostaria de ser independente, ter o direito ao seu sustento, morar, estudar, trabalhar, ter acesso a hospitais, luz e rede de esgoto? Mas, como diz um bom e velho ditado: “A liberdade não se ganha, se conquista!”.

Aparentemente, podemos ir e vir, afinal, acabou a escravidão...(!?) Mas qual é o significado da nossa independência? É possível dizer que vivemos como cidadãos livres, seja na área urbana ou rural, se ainda existem pessoas que chegam a ganhar 30 ou 50 reais por mês e usam seu dedo polegar como assinatura?

Ah, esqueci, temos o 'Bolsa Família', o 'Bolsa Escola'... Estamos no ano de 2015 e, lá fora, o Brasil é visto com um país emergente. Talvez nosso maior trunfo seja sermos eternamente o “País do futuro”...

Hoje, os beneficiados – e, diga-se de passagem, muito bem beneficiados – continuam sendo os mesmos! Só mudaram de nome. Mas como isso é possível? Temos uma nova classe emergente, cheia de cartões de crédito – e dívidas com juros praticamente impagáveis. Nossa população tem celulares, TVs de plasma, acesso ao Facebook, envia torpedos! É... Acho que estou exagerando... Olha só quantas coisas mudaram!

PS 1: Você sabia que D. Pedro pagou à Portugal 2 milhões de libras esterlinas pela nossa independência? E ainda com dinheiro emprestado!

PS 2: Será que algum dia ele pagou o empréstimo?

PS 3: Bom feriado!

Publicado em 03/09/2015, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).