terça-feira, 23 de abril de 2024

Bolhas de sabão...


Estamos sempre atrasados ou em cima da hora para chegar ao trabalho, levar as crianças para a escola, ir ao cinema, dar banho no cachorro... Bem, acho que nem dá tempo de escrever tudo o que eu gostaria!

Que tempo o tempo tem? Pergunta meio estranha, mas você já pensou que os minutos, segundos e horas nunca param de passar, e que nós sempre achamos que o tempo está correndo demais?

Se pensarmos bem, o tempo é relativo! Quando estamos de férias, o tempo passa rápido, se estamos entediados e cansados, o tempo não passa, o dia fica longo, ficamos impacientes, sonolentos, esperando os minutos passarem.

Eu ainda não entendo bem o tempo... Quanto tempo eu tenho deixado livre para mim mesma, para as coisas que eu gosto de fazer, ou mesmo para não fazer nada?

Você já brincou de bolhas de sabão? Elas são tão lindas e frágeis. Sua existência é de alguns segundos, porém a satisfação em vê-las e soprá-las é imensa. Talvez o tempo seja assim também, frágil e invisível, medido na sua essência pela nossa satisfação e deleite e não pelos nossos relógios, despertadores e bate-pontos escravizantes!

O tempo é apenas um sequência de milésimos de segundos que nunca param, mas que também se repetem dia após dia. As mesmas datas virarão, no próximo ano, Carnaval, Páscoa, Finados, etc, etc...

Daqui a pouco, mais um ano vai passar e outros vão chegar. Eu já estou planejando um monte de coisas e ainda não consegui fazer tantas outras... Que loucura! Pensando bem, vou me dar um tempo! Vou aproveitar este ano de 2024 para fazer mais bolhas de sabão, brincar de ioiô, caminhar, pensar, encontrar os amigos e fazer menos, porém com mais qualidade e prazer! Será que vai dar tempo?


Foto créditos: Children photo created by jcomp - www.freepik.com


terça-feira, 20 de junho de 2023

1+1 é sempre mais que 2!


Vivemos um tempo confuso, cheio de dúvidas, ansiedades e incertezas. Olimpíadas, eleições, alegrias, tristezas. Falta dinheiro, faltam hospitais públicos, faltam casas para morar, falta trabalho, falta alimento para milhões de brasileiros.

Mas por que estas questões tão básicas e humanas estão sempre em falta? Ontem, ouvi uma música muito antiga chamada ‘Sal da Terra’, do grande cantor e compositor mineiro Beto Guedes. Comecei a lembrar da minha adolescência, lá pelos anos 80, época em que todos ouviam muito o pessoal do “Clube da Esquina” – dele faziam parte, além do Beto, Milton Nascimento, Lô Borges, Flavio Venturini e vários outros. Uma moçada maravilhosa lá de Minas Gerais, gente boa, gente da paz!

E voltando à questão dos porquês, senti que a música do Beto Guedes – pelo menos para mim – foi uma grande resposta! Tomo a liberdade de compartilhá-la com os leitores:

“Anda, quero te dizer nenhum segredo
Falo desse chão, da nossa casa, vem que tá na hora de arrumar
Tempo, quero viver mais duzentos anos
Quero não ferir meu semelhante, nem por isso quero me ferir
Vamos precisar de todo mundo pra banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova vamos precisar de muito amor
A felicidade mora ao lado e quem não é tolo pode ver
A paz na Terra, amor, o pé na terra
A paz na Terra, amor, o sal da terra...

Terra, és o mais bonito dos planetas
Tão te maltratando por dinheiro, tu que és a nave nossa irmã
Canta, leva tua vida em harmonia
E nos alimenta com teus frutos, tu que és do homem a maçã
Vamos precisar de todo mundo, um mais um é sempre mais que dois
Pra melhor juntar as nossas forças é só repartir melhor o pão
Recriar o paraíso agora para merecer quem vem depois
Deixa nascer o amor
Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor
Deixa viver o amor
O sal da Terra
Terra...”

Acho que, por hoje, é só! O resto só cabe a cada um de nós.

PS: Esta música tem mais de 40 anos... Será que já não é hora de acontecer?

domingo, 14 de maio de 2023

Mãe é quem cuida!

 

“Chimpanzés do sexo masculino adotam órfãos”. É o que diz um estudo na Costa do Marfim. Eu tenho guardado este artigo há muito tempo, mas sempre vale destacar este fato como exemplo de compaixão e amor incondicional no mundo animal versus o mundo “humano e civilizado”.

Mães, avós, bisavós, todas são mães. Filhas, netas e bisnetas também se tornam mães de suas mães. É um ciclo maravilhosamente interminável.

Há vários tipos de mães: a que cozinha, lava e passa, a que trabalha fora, a que é mãe coruja, a mãe brava, a mãe que cria seus filhos sozinha, além das mães que criam os filhos de outras mães.

Bem, dizem que a mulher já nasce com o instinto natural de mãe. Ela é aquela que protege, luta e aninha seus filhotes.

Neste domingo, dia 14 de maio, vamos comemorar, comercialmente, mais um Dia das Mães. Promoções nas lojas, restaurantes, shoppings, tudo para comprar um presente para sua mãe ou levá-la para almoçar, passear... Enfim, o comércio ganha muito com esta data.

Mas será que esta é a melhor maneira de homenagear todas as mães de todas as idades? Quantas vezes nos esquecemos, ao longo do ano e no nosso dia a dia tão corrido, de dar um beijo, ligar, ou visitar nossa mãe? Esquecemos até o mais importante: foi ela que nos deu a luz.

Então me pergunto: como é possível que tantos homens agridam suas companheiras, filhas, empregadas e até mulheres desconhecidas? Será que estes homens não pensam que, no fundo, estão agredindo suas próprias mães?

Mesmo sendo uma data a se comemorar, acho bom sempre refletirmos um pouco sobre como a nossa sociedade ainda age de maneira tão primitiva em relação às mulheres, que são naturalmente nossas mães.

Parabéns a todas as mães do mundo, hoje, ontem e sempre! Mãe é mãe, sempre! Todos os dias da semana, do mês e do ano!


PS: Os chimpanzés da Costa do Marfim estariam mais evoluídos do que nós, no que tange a valores éticos e morais e à visão do que é realmente viver em uma sociedade?


sexta-feira, 15 de abril de 2022

Quando ainda não existiam fábricas de chocolate, nem supermercados...

Segundo a tradição cristã, até o século 19, o ovo de Páscoa – no caso da galinha – era pintado e oferecido aos amigos e vizinhos para celebrar a vida. Mas quando os ovos começaram a ser de chocolate?

A Páscoa é um momento de reflexão que nos possibilita avaliar o que significou o sofrimento de Jesus Cristo. Para o comércio, é o momento de vender ovos, muitos ovos! E, diga-se de passagem, cada vez mais caros e praticamente obrigatórios para as crianças e adolescentes, que são invadidos e seduzidos pelos ovos ‘Barbie’, ‘Justin Bieber’...

Bem, resolvi voltar um pouquinho no tempo – quando ainda não existiam as fábricas de chocolates e nem a televisão ou supermercados...

A história da Bíblia narra a entrada triunfante de Jesus em Jerusalém, que despertou nos sacerdotes e mestres da lei muita inveja, desconfiança e medo de perder o poder. Começava, aí, a trama para condenar Jesus à morte! Estimulada por esses sacerdotes, a mesma multidão que o aclamou passou a exigir de Pôncio Pilatos, governador romano da província, que condenasse Jesus à morte. Jesus, então, é crucificado. A festividade da Páscoa é a celebração da ressurreição de Jesus Cristo, que teria ocorrido três dias depois da sua crucificação.

É nesse contexto que entram os ovos. Segundo a tradição cristã, os ovos, eram pintados à mão até o século 19. Dois séculos depois do chocolate ser levado para a Europa, trazido pelos conquistadores que “fizeram a América”, os ovos começaram a ser confeccionados com chocolate. Daí prá frente, não preciso contar muito... Claro que chocolate é uma delícia e os ovos de Páscoa dão água na boca!

O domingo de Páscoa, na religião católica, marca a passagem da morte para a vida, das trevas para a luz. Independentemente do conceito religioso, acho que é um bom momento para refletir, lembrar e tentar praticar o que Cristo já pregava há dois mil anos atrás: caridade, fraternidade e amor ao próximo. Feliz Páscoa!


domingo, 6 de março de 2022

Homens e mulheres: uni-vos!


Todo homem que agride uma mulher tem uma mãe. Será que ele nunca pensou que sua mãe é uma mulher também?

Há 16 anos, foi criada uma lei no Brasil que possibilitou mecanismos para coibir qualquer tipo de agressão contra as mulheres: a Lei Maria da Penha. Com o objetivo de ampliar a aplicação da lei, criada em 7 de agosto de 2006, o STF (Supremo Tribunal Federal) tomou uma decisão, em 2012, que permite enquadrar judicialmente autores de agressões domésticas independentemente de queixa da vítima. Com a mudança, qualquer pessoa poderá denunciar agressão contra mulheres.

Mas um fato inédito mostrou que a lei pode ser usada, também, para proteger homens – no caso um idoso, morador de Planaltina, no interior de Goiás.

O caso ocorreu após o idoso (nome não divulgado) registrar ocorrência na 31ª Delegacia de Polícia contra um jovem de 21 anos de idade, acusado de demonstrar agressividade, desrespeito, injúria e fazer ameaças de morte contra a vítima. O agressor, que não tem nenhum grau de parentesco com a vítima, reside há mais de três anos, de favor, na casa do mesmo.

Com base no Estatuto do Idoso, a promotora de Justiça Raquel Tiveron requereu medidas protetivas de urgência, normalmente utilizadas em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, para um homem de 69 anos de idade.

O pedido foi atendido integralmente e o juiz determinou a prisão preventiva do agressor, por ficar comprovado que o idoso estava machucado. A vítima, inclusive, apresentou uma maçaneta usada para ameaçá-lo de morte. Esta decisão, com certeza, vai abrir precedentes para outros casos.

Bem, concluo que, na verdade, o grande problema do ser humano é a falta de respeito para com o seu semelhante – ou mesmo para com outras espécies vivas! Não consigo entender de onde vem este “gene maligno”, que está impregnado em nosso DNA e nos leva a dominar, matar, torturar e maltratar física e emocionalmente outros seres definitivamente mais frágeis.

Homens e mulheres: uni-vos na busca de um mundo que se torne, de fato, civilizado!

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Os dois lobos...



Uma das mais conhecidas lendas da mitologia dos índios americanos Cherokee é a estória da luta entre dois lobos, os quais com certeza todos temos dentro de nós. Um deles sempre se sobressairá ao outro. Qual dos dois será o mais forte?

Essa lenda vale mais do que muitas sessões de terapia e entendimento de nossas atitudes – cada vez mais ríspidas e egoístas nestes tempos difíceis!

“Certo dia, um jovem índio cherokee chegou perto de seu avô para pedir um conselho. Momentos antes, um de seus amigos havia cometido uma injustiça contra o jovem e, tomado pela raiva, o índio resolveu buscar os sábios conselhos daquele ancião.

O velho índio olhou fundo nos olhos de seu neto e disse: ‘Eu também, meu neto, às vezes, sinto grande ódio daqueles que cometem injustiças sem sentir qualquer arrependimento pelo que fizeram. Mas o ódio corrói quem o sente, e nunca fere o inimigo. É como tomar veneno, desejando que o inimigo morra’.

O jovem continuou olhando surpreso, e o avô continuou: ‘Várias vezes, lutei contra esses sentimentos. É como se existissem dois lobos dentro de mim. Um deles é bom e não faz mal. Ele vive em harmonia com todos ao seu redor e não se ofende. Ele só luta quando é preciso fazê-lo, e de maneira reta’.

‘Mas o outro lobo… Este é cheio de raiva. A coisa mais insignificante é capaz de provocar nele um terrível acesso de ira. Ele briga com todos, o tempo todo, sem nenhum motivo. Sua raiva e ódio são muito grandes, e por isso ele não mede as consequências de seus atos. É uma raiva inútil, pois não irá mudar nada. Às vezes, é difícil conviver com estes dois lobos dentro de mim, pois ambos tentam dominar meu espírito’.

O garoto olhou intensamente nos olhos de seu avô e perguntou: ‘E qual deles vence?’.

Ao que o avô sorriu e respondeu baixinho: ‘Aquele que eu alimento’.”


PS 1: Qual deles você quer alimentar?
PS 2: “Ser ou não ser, eis a questão”...
PS 3: Cada vez que decidimos trilhar algum caminho, alimentamos um desses dois lobos...


segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

#DiversidadeeInclusaoSocial


Preconceito: “Opinião adotada sem exame, imposta pelo meio social ou pela moral imposta” (Enciclopédia Larousse Cultural).

Bem, acho que a definição da palavra preconceito já é um bom começo para questionarmos qualquer atitude que se baseie neste conceito.

Você já pensou que, em várias situações polêmicas de sua vida, o preconceito ou a moral imposta o levaram a tomar atitudes sem nem ao menos questioná-las? Venhamos e convenhamos, uma sociedade é composta de regras, porém muitas delas acabam se tornando dogmas, principalmente quando elas se justificam no medo de aceitar novas maneiras de agir e pensar.

A opção sexual, a religião, a cor, até o time de futebol pelo qual torcemos se tornam alvo de discriminação quando não estão de acordo com a opinião vigente!

Mas será que esse é o maior problema? Ou a grande questão é: “posso ser ou não ser”?

Gostar de verde, quando a maioria gosta de vermelho, assistir ou não às novelas, alisar ou não os cabelos... Enfim, ter a liberdade de expressão e escolha, independentemente do que a maioria das pessoa, governos ou religiões impõe como certo ou errado.

Se não lutarmos pelo nosso direito de ser o que somos e aprendermos a respeitar as diferenças, as guerras e a ignorância nunca vão acabar!

Hoje você pode ser o agressor, mas, dentro de um sistema cheio de preconceitos e intolerância, é muito fácil, amanhã, você se tornar a próxima vítima...

Recentemente, um fato absurdo e degradante ocorreu na cidade de Charlottesville, nos EUA, onde um grupo de brancos racistas, antissemitas e homofóbicos atacaram centenas de negros e pacifistas, além de atropelarem uma multidão de pessoas que estavam realizando uma passeata contra esses seres primitivos!

PS: Estamos em 2022. Pena que nada mudou nos últimos 8 mil anos de nossa civilização – a qual chamamos de “inteligente”...

quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

Time has no beginning or end, everything is a continuity

In the midst of so many tragedies, the pandemic, political and social issues, the economic crisis, comes the beginning of a new year, new expectations, dreams...

I had a beautiful conversation with an older person and she told me: “In this life, every moment is unique!”.

Such a simple and clear thought made me reflect a lot on life. As children, we thought we would never grow up, become teenagers, become adults, and then grow old. Everything felt like it was forever – even when we get a job, get married, raise a family, make friends, we believe that everything will be eternal, including our own life!

They say that both good and bad things don't last forever. Here's another very wise popular saying. After these reflections, I got really excited, oddly enough – of course fears and insecurities always show up!

But, looking at the other side of the coin, I remembered, more than ever, that the most important thing is to live “the here and now” – since yesterday is gone and tomorrow hasn't arrived!

We can look at life and time from many angles. Has this year started, or has last year ended? In fact, time has no beginning or end, everything is a continuity.

What matters is what we are going to do with our time! This is the halfway point. We can do something for ourselves and our fellow men, or we can just sit and wait for valuable time to pass...

Happy New Year! Happy New Time!

Photo credits: Hand photo created by onlyyouqj - www.freepik.com

O tempo não tem começo nem fim, tudo é uma continuidade

No meio de tantas tragédias, a pandemia, assuntos políticos e sociais, a crise econômica, vem o começo de um novo ano, novas expectativas, sonhos...

Tive uma linda conversa com uma pessoa mais velha e ela me disse: “Nesta vida, cada momento é único!".

Um pensamento tão simples e claro me fez refletir bastante sobre a vida. Quando crianças, achávamos que nunca iríamos crescer, nos tornarmos adolescentes, adultos e, então, envelhecermos. Tudo parecia que era para sempre – até quando arrumamos um emprego, casamos, criamos uma família, fazemos amigos, acreditamos que tudo vai ser eterno, inclusive nossa própria vida!

Dizem que tanto as coisas boas quanto as ruins não duram para sempre. Está aí mais um ditado popular muito sábio. Depois dessas reflexões, me animei bastante, por incrível que pareça – claro que os medos e inseguranças sempre aparecem!

Mas, olhando pelo outro lado da moeda, lembrei, mais do que nunca, que o mais importante é viver “o aqui e agora” – já que o ontem já foi e o amanhã ainda não chegou!

Podemos olhar a vida e o tempo por vários ângulos. Este ano começou, ou o ano passado acabou? Na verdade, o tempo não tem começo nem fim, tudo é uma continuidade.

O que importa é o que vamos fazer com nosso tempo! Este é o meio do caminho. Podemos fazer algo por nós e pelos nossos semelhantes, ou podermos apenas esperar, sentados, o valioso tempo passar...

Feliz Ano Novo! Feliz Tempo Novo!

Foto créditos: Hand photo created by onlyyouqj - www.freepik.com

quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

“Cadê meu beijo, meu abraço?...”


Esta seria a mais linda pergunta que eu gostaria de ouvir, em especial nesta época do ano.

Todos nós gostamos de receber um presentinho no Natal. Mas quando chegamos ao ponto de usar praticamente todo o mês de dezembro pensando em ir ao shopping, às lojas ou ao supermercado para comprar tudo o que pudermos para agradar nossos amigos, familiares e nossos filhos, que não param de perguntar “cadê meu presente?” até a meia-noite do dia 24, alguma coisa parece estar fora de controle...

Tenho saído às ruas e visto centenas de pessoas se esgoelando no trânsito e andando nas ruas cheias de pacotes e sacolas, vendedores nas portas das lojas “intimando” as pessoas a entrar, promoções “compre agora, compre, compre...”

Bem, durante a Ceia, alguns estarão sozinhos, outros cheios de familiares, algumas casas estarão lotadas de presentes, outras talvez não. Só que, como não mudamos nossos hábitos, infelizmente muitas pessoas vão estar medindo a felicidade de seu Natal pelo tanto que vão ganhar ou comer...

É sempre bom lembrar que esta data comemora o nascimento de Jesus. E a única coisa que ele pediu a todos nós foi a humildade, a caridade e o amor ao próximo.

Desejo um Feliz Natal a todos, com muitos beijos e abraços!

sábado, 20 de novembro de 2021

Todos nós temos uma cor...

Por que será que sempre que falamos “pessoa de cor” estamos nos referindo aos negros? Todos nós temos uma cor: branca, amarela, vermelha, negra... Todos nós temos uma etnia.

O Dia Nacional da Consciência Negra é comemorado no dia 20 de novembro em homenagem a Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares.

Desde o descobrimento do Brasil até hoje, existe uma enorme exclusão social – e essa desigualdade também tem cor. Quantas vezes você já ouviu, ou até falou: “Sabe aquele cara de cor? Até que ele é legal”. Aí vem a pergunta: de que cor?

Por que tratamos os negros e os índios como estrangeiros que vieram roubar o trabalho dos brancos? Afinal, foram os próprios colonizadores brancos que trouxeram os negros da África para trabalhar como escravos – além dos índios, que já estavam aqui!

“Parece que os negros não têm passado, presente ou futuro no Brasil. Parece que sua história começou com a escravidão, sendo o antes e o depois dela propositalmente desconhecidos”. Quem afirma é o antropólogo Kabengele Munanga, professor do Centro de Estudos Africanos da Faculdade de Filosofia, Letras, Ciências e Humanidades da USP.

Escritores, líderes, engenheiros e políticos negros ainda são pouco conhecidos de alunos e até dos professores! Vou citar apenas alguns deles:

- Milton Santos nasceu em 3 de maio de 1926, em Brotas de Macaúbas, na Bahia. Filho de dois professores primários, ele tornou-se um dos geógrafos negros mais conhecidos no mundo.

- Lima Barreto (Afonso Henriques de Lima Barreto) nasceu em 13 de maio de 1881, no Rio de Janeiro, neto de escravos e filho de professores. Em 1897, menos de dez anos após o fim da escravidão, ele foi aceito na importante escola de Engenharia do Rio de Janeiro – o único negro da sala.

Bem, são tantos outros negros e negras importantes que eu poderia citar que não caberiam neste artigo...

PS. 1: Um país que não conhece a sua história não tem como ir adiante!

PS. 2: Sem passado, não existe futuro... não existe identidade!

PS. 3: “O dia em que pararmos de nos preocupar com consciência negra, amarela ou branca, e nos preocuparmos com consciência humana, o racismo desaparece!” (Morgan Freeman)

quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Vó Pequena e o Zeppelin


Conhecida como Vó Pequena, Dona Pulcina tem 103 anos e mora em uma casa modesta em Santo Antônio da Patrulha, no Rio Grande do Sul.

Todos os dias, ela acorda cedo, faz a própria comida, gosta de caminhar e observar a natureza. “O que marcou a minha vida foi o serviço da roça, que eu nunca me esqueci até hoje. Coisa boa é trabalhar na roça”, enfatiza.

Ela tem memória de menina e se lembra até de quando o Zeppelin passou pela cidade. “Era uma coisa redonda, parecia que não tinha asa. Fiquei fisgada ali, olhando, olhando... até que ele cruzou e foi para Porto Alegre. Lembro de tudo. Faz pouco tempo... foi há uns 75 anos”, diz.

Vó Pequena mora sozinha, mas sempre com a companhia dos filhos, que ficam admirados, com tanta independência. Questionada sobre quanto tempo Vó Pequena planeja morar sozinha, ela diz, segura: “Eu vou indo até Deus querer me cuidar. Deus está me cuidando e está junto comigo”.

Para, o doutor em biologia do envelhecimento, Emílio Jeckel, genética e estilo de vida andam juntos. “Nós temos uma herança genética, sim, mas esses genes só entram em ação, ou não, dependendo dos estímulos ambientais que a gente tem. As pessoas vão viver mais quando elas conseguirem olhar para além do espelho. A pessoa é muito mais do que aquilo que ela aparenta ou daquilo que ela é fisiologicamente. Às vezes, a parte externa pode estar meio careca, mas lá dentro está muito bem”, explica.

Mais do que herança genética, somos nós que decidimos como vamos envelhecer. E não se trata de estar protegido de tudo, de viver em uma redoma, mas de fazer o melhor com o que o cotidiano oferece.

“Todo centenário tem uma coisa comum: ele sabe enfrentar as adversidades e sair inteiro delas. Não é sair ileso, mas é sair inteiro, é voltar para o prumo”, declara o médico gerontólogo Fernando Bignardi, da Unifesp.

PS 1: Será que vamos conseguir sair inteiros deste descaso que se repete há mais de 521 anos no Brasil?
PS 2: Vó Pequena deve saber a resposta...

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Espelho, espelho meu...


Você tem rugas? Está se sentindo muito gordo(a)? Seus cabelos estão ficando brancos demais? Não se preocupe, já está disponível no mercado um remédio que resolve tudo isso...

Mas, infelizmente, esta fórmula não está à venda nas farmácias – e não adianta buscar no Google... Esse remédio tem vários nomes: “autoconfiança”, “autoestima”, ou, “seja você mesmo!”.

A vida é feita de várias fases, nas quais nosso corpo vai se moldando e nossa personalidade também! Estamos sempre sujeitos a todo tipo de influência. É só ligar a TV, navegar na internet, no Facebook, folhear uma revista, e vamos ver imagens de homens e mulheres considerados perfeitos – dentro dos padrões de beleza estipulados pela nossa sociedade, só pra lembrar!

Aí, começam a surgir os efeitos colaterais: “Estou um lixo...”, “Eu nunca vou ser igual à Angelina Jolie, ou ao Brad Pitt...“, “Será que devo fazer uma plástica? Um implante de cabelos? Colocar silicone?...”.

Calma! Pense um pouco: você é único(a), seu corpo e seus traços físicos são só seus e mudanças fazem parte de nossa vida. Cuidar da saúde e de nossa aparência é importante, mas o mais importante é descobrir a nossa própria beleza!

Comecei a pensar neste assunto há alguns anos atrás, quando, em uma bela manhã, acordei e me olhei no espelho. De repente, não sei por quê, fiquei pasma e pensei: “Os anos passam, a vida passa…”.

Claro que tenho minhas recaídas, como todo mundo... Nestes momentos, faço uma pausa e ouço meu pequeno “grilo falante” dizendo: “temos o direito, e talvez até o dever, de criar o nosso padrão de beleza”. Ou melhor, talvez não exista um padrão, mas, sim, um conjunto de fatores que nos torna belos!

PS 1: Se os sintomas persistirem, não procure um médico, procure por você mesmo!

PS 2: Cuidar de si mesmo é importante. Mas não deixe de cuidar dos outros.

PS 3: Acho que vou assistir de novo ao filme da Branca de Neve...


quinta-feira, 29 de julho de 2021

Você tem medo de ETs?


Nunca vi tantos filmes, seriados de TV, artigos e tanto alarde sobre o fim do mundo! Lembram-se da previsão que o mundo ia acabar em 2012? Previsão Maia, Asteca, astrológica, ou mesmo científica: qual é a diferença?

Será possível acreditar que o mundo vai acabar em um dia? Ou em um determinado ano? Ou, talvez, ninguém queira perceber que todos os dias, há centenas de anos, nós estamos acabando com o planeta e com todos os seres vivos que o habitam?

Alguém se lembra de que o ano de 2010 começou sacudindo o planeta? Nos primeiros dezenove dias do ano, ocorreram terremotos no Haiti, Argentina, Papua, Nova Guiné, Irã, Guatemala, El Salvador e no Chile. O Japão também sofreu, naquele ano, um dos piores desastres de sua história: um grande tsunami, acompanhado de terremotos e, como consequência, a explosão de uma grande usina nuclear local.

Na cidade de Mariana, em Minas Gerais, em 2015, de quem foi a culpa? E, neste caso, tínhamos todas as previsões possíveis, porém ninguém fez nada...

Terremotos naturais têm demonstrado sua força há séculos. Em 1755, um terremoto destruiu quase completamente a cidade de Lisboa. O sismo foi seguido de um tsunami. No século passado, em 1964, aconteceu o maior terremoto do mundo, no Alasca. Naqueles tempos, não havia tecnologias para prever catástrofes e nem para cria-las!

Não sou acadêmica da área ambiental, mas posso supor que, com todo o conhecimento científico que temos hoje, um dos grandes vilões de todas essas tragédias é a nossa ganância, colocando sempre à frente os lucros gerados por usinas nucleares, petróleo, desmatamentos, etc., etc., etc...

Bem, da fome, miséria e doenças do século passado e retrasado, como Febre Amarela e Aedes aegypti – que ainda, vergonhosamente, existem em nosso planeta e estão voltando com tudo –, pouco se fala... Sem contar a Covid... O grande slogan do momento é “Salve o planeta!”. E o ser humano, como fica?

PS 1: E ainda tem gente que tem medo de ETs...
PS 2: Muitos dizem que não temos nada a temer...

Publicado em 26/01/2017, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 8 de julho de 2021

Este ano será comemorado o 47º aniversário da descoberta do fóssil Lucy

Este ano será comemorado o 47º aniversário da descoberta do fóssil Lucy. O esqueleto do Australopithecus afarensis foi encontrado em 1974 pelo antropólogo Donald Johnson e o estudante Tom Gray durante escavações na Etiópia. O alto grau de conservação da ossada surpreendeu os arqueólogos.

Após os pesquisadores constatarem que o fóssil de 3,2 milhões de anos pertencia a uma mulher, batizaram-no de Lucy – em homenagem à música dos Beatles ‘Lucy in the Sky with Diamonds’ que, segundo relatos, estaria tocando no momento das escavações e nas comemorações após a descoberta.

Lucy está em exposição no Museu Nacional da Etiópia. Seu crânio, com tamanho intermediário entre o dos humanos e o dos chimpanzés, é o que denomina a espécie “Australopithecus”, que significa “macaco do sul”. Eles são bastante próximos dos hominídeos do gênero “Homo” na escala de evolução.

Lucy tinha apenas 1,1 metros de altura, pesava 29 kg e se parecia, de certa forma, com um chimpanzé comum. Embora a criatura tivesse um cérebro pequeno, a pélvis e ossos das pernas eram quase idênticos aos dos humanos modernos.

Que coisa louca... Então existimos, praticamente, há no mínimo 3,2 milhões de anos! Isso é muito tempo, tanto tempo que não dá nem para entendermos este tipo de escala de tempo, já que costumamos falar em dias, meses, anos, séculos...

Aí é que eu me pergunto: como é possível estarmos há tanto tempo nessa terra e ainda nos comportarmos como primatas, ou, com certeza, bem pior, já que a maioria dos macacos e chimpanzés vivem juntos, cuidam uns dos outros – e até de bebês de outras espécies!

Desde que me conheço por gente, o mundo vive em guerra, humanos matando outros humanos... Oh, podres, pobres poderes! Acho que nossa querida Lucy ficaria muito triste e assustada se vivesse no mundo de hoje.

Fique em paz, querida Lucy!


sábado, 6 de março de 2021

Homens e mulheres: uni-vos!

Homens e mulheres: uni-vos na busca de um mundo que se torne, de fato, civilizado!

Há 15 anos, foi criada uma lei no Brasil que possibilitou mecanismos para coibir qualquer tipo de agressão contra as mulheres: a Lei Maria da Penha. Com o objetivo de ampliar a aplicação da lei, criada em 7 de agosto de 2006 (e que passou a vigorar em 22 de setembro do mesmo ano), o STF (Supremo Tribunal Federal) tomou uma decisão, em 2012, que permite enquadrar judicialmente autores de agressões domésticas independentemente de queixa da vítima. Com a mudança, qualquer pessoa poderá denunciar agressão contra mulheres.

Mas um fato inédito mostrou que a lei pode ser usada, também, para proteger homens – no caso um idoso, morador de Planaltina, no interior de Goiás.

O caso ocorreu após o idoso (nome não divulgado) registrar ocorrência na 31ª Delegacia de Polícia contra um jovem de 21 anos de idade, acusado de demonstrar agressividade, desrespeito, injúria e fazer ameaças de morte contra a vítima. O agressor, que não tem nenhum grau de parentesco com a vítima, reside há mais de três anos, de favor, na casa do mesmo.

Com base no Estatuto do Idoso, a promotora de Justiça Raquel Tiveron requereu medidas protetivas de urgência, normalmente utilizadas em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, para um homem de 69 anos de idade.

O pedido foi atendido integralmente e o juiz determinou a prisão preventiva do agressor, por ficar comprovado que o idoso estava machucado. A vítima, inclusive, apresentou uma maçaneta usada para ameaçá-lo de morte. Esta decisão, com certeza, vai abrir precedentes para outros casos.

Bem, concluo que, na verdade, o grande problema do ser humano é a falta de respeito para com o seu semelhante – ou mesmo para com outras espécies vivas! Não consigo entender de onde vem este “gene maligno”, que está impregnado em nosso DNA e nos leva a dominar, matar, torturar e maltratar física e emocionalmente outros seres definitivamente mais frágeis.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Carnaval: tudo começou às margens do rio Nilo em 10.000 AC...


As origens do Carnaval são polêmicas. Não existe maneira de comprovar o nascimento do Carnaval, mas, através de pesquisas sobre a evolução do homem, sabemos que os primeiros sinais do que mais tarde se chamaria Carnaval surgiram de cultos agrários dez mil anos antes de Cristo, com os povos que habitavam as margens do rio Nilo, no Egito.

Os homens daquela época entravam em estado de utopia através da comemoração. No momento da festa, se desligavam das coisas ruins e saudavam as que lhes pareciam boas com danças e cânticos para espantar as forças negativas.

Samba, mulatas, desfiles, e muita cerveja...

Para os foliões de nossos tempos, antes da pandemia, o sentimento de utopia era idêntico! O Brasil sempre foi referência mundial neste quesito: samba, mulatas, desfiles, e muita cerveja...

Historicamente, esta data serviria para, através dos enredos, falarmos de nossa realidade. Com certeza, muitas carnavalescos ainda fizeram isso, mas, no geral, a festa virou um “Carnaval para inglês ver...”.

“Mamãe eu quero...”

Este ano, devido à pandemia, talvez possamos refletir um pouco melhor sobre o que tem acontecido com as nossas tradições e nossa cultura. O Carnaval é uma linda celebração às nossas origens. O problema é lembrar de onde viemos e pensar para onde vamos...

Como já cantava nossa querida Carmem Miranda: “Mamãe eu quero, mamãe eu quero, mamãe eu (eles) quero (querem) mamar...”

Curta o Carnaval online e em casa. Vamos continuar nos cuidando mais do que nunca!


quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Eles também terão filhos, netos, bisnetos...

Em que tipo de sociedade as crianças e adultos de amanhã estarão vivendo? Estudo coordenado pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) aponta que quatro em cada mil adolescentes entre 12 e 18 anos são assassinados no Brasil.

O número é o mais alto desde que começou a ser medido, em 2005. O IHA (Índice de Homicídios na Adolescência) engloba os 300 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes e se baseia nos dados do ano de 2018 do Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde.

“Este valor é elevado. Uma sociedade não violenta deveria apresentar valores não muito distantes de zero e, certamente, inferiores a 1”, explicam os autores do estudo.

O futuro do Brasil, representado por esses jovens, está em risco. “Essa alta incidência de violência letal significa que, se as circunstâncias que prevaleciam em 2014 não mudarem, aproximadamente 43 mil adolescentes serão vítimas de homicídio no Brasil entre 2018 e 2021”, alertam.

Fechar os olhos e fingir que nada disto está acontecendo seria uma atitude muito infantil... Daqui a alguns anos, as crianças e adolescentes de hoje serão os adultos de amanhã – que também terão seus filhos, netos, bisnetos...

É como uma bola de neve, quanto mais neve tiver maior ela fica! E aí vem a pergunta: “Por que tantas crianças e adolescentes estão sendo mortos? Tráfico de drogas? Miséria? Falta de educação, moradia, emprego? Pais e mães desestruturados que ainda passam pelas mesmas situações que passaram quando também eram crianças?”

Acredito que seja tudo isso e muito mais – o eterno descaso de nosso governo com a sociedade e seus direitos humanos ao longo de várias gerações.

Difícil achar uma só causa...

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Ele disse tudo e mais um pouco...


Qual o verdadeiro espírito de Natal? Papa Francisco nos traz uma mensagem sobre paz, justiça, amor e solidariedade:

“O Natal costuma ser sempre uma ruidosa festa, entretanto se faz necessário o silêncio para que se consiga ouvir a voz do Amor.

Natal é você, quando se dispõe, todos os dias, a renascer e deixar que Deus penetre em sua alma.

O pinheiro de Natal é você, quando com sua força resiste aos ventos e dificuldades da vida.

Você é a decoração de Natal, quando suas virtudes são cores que enfeitam sua vida.

Você é o sino de Natal, quando chama, congrega, reúne.

A luz de Natal é você quando, com uma vida de bondade, paciência, alegria e generosidade, consegue ser luz a iluminar o caminho dos outros.

Você é o anjo do Natal, quando consegue entoar e cantar sua mensagem de paz, justiça e amor.

A estrela-guia do Natal é você, quando consegue levar alguém ao encontro do Senhor.

Você será os Reis Magos, quando conseguir dar de presente o melhor de si, indistintamente, a todos.

A música de Natal é você, quando consegue também sua harmonia interior.

O presente de Natal é você, quando consegue comportar-se como verdadeiro amigo e irmão de qualquer ser humano.

O cartão de Natal é você, quando a bondade está escrita no gesto de amor de suas mãos.

Você será os ‘votos de Feliz Natal’, quando perdoar, restabelecendo, de novo, a paz, mesmo a custo de seu próprio sacrifício.

A ceia de Natal é você, quando sacia de pão e esperança qualquer carente ao seu lado.

Você é a noite de Natal, quando consciente, humilde, longe de ruídos e de grandes celebrações, em silêncio, recebe o Salvador do Mundo.

Um Feliz Natal a todos que procuram assemelhar-se com esse Natal!”

(Papa Francisco)

Bem, ele falou tudo e mais um pouco! Se todos nós entendermos e praticarmos essas atitudes nesta época e ao longo de todos os dias de nossas vidas, com certeza, faremos um mundo melhor. Cada um de nós pode fazer sua parte!

Desejo um Feliz Natal a todos!

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Por que as borboletas voam?


O livro “Uma Breve História de Quase Tudo”, de Bill Bryson, é um delicioso guia de viagens pela ciência. Achei a obra muito interessante e separei algumas perguntas e respostas do livro para esta coluna.

Há quanto tempo existe o universo?

“Há bastante tempo os cosmologistas vêm discutindo se a criação foi há 10 bilhões de anos, duas vezes essa cifra ou um valor intermediário. Parece estar se formando um consenso em 13,7 bilhões de anos. Será que é definitivo?”

Quantas espécies vivem em nosso planeta?

“Não temos a menor ideia do número de seres que vivem em nosso planeta. As estimativas oscilam de 3 milhões a 200 milhões. Quantos seres vivos ainda serão descobertos?”

Geneticamente, qual a semelhança entre homens e macacos?

“O ser humano moderno é 98,4% geneticamente indistinguível do chimpanzé moderno. Há mais diferença entre uma zebra e um cavalo que entre você e as criaturas peludas que seus ancestrais remotos deixaram para trás. Evoluímos ou não?

Aproveito para fazer algumas perguntas que me afligem pessoalmente...

Por que vivemos em guerra se habitamos o mesmo planeta?

Por que, em pleno século 21 e com toda tecnologia que possuímos em todas as áreas, ainda existem milhões de pessoas morrendo de fome, frio e doenças dos séculos 15 ou 16?


Por que existem fechaduras, alarmes, ladrões, assassinos e miseráveis?


Por que ainda não descobriram a cura do câncer – dizem...?


Por que morrem crianças todos os dias nas ruas, em conflitos sociais e nos corredores de hospitais?


Por que construímos muros e fronteiras para cercear o direito de ir e vir?


Por que queremos acumular tantos bens se a nossa vida é só uma passagem nesta terra?


Por que o ser humano quer chegar em Marte se ainda não sabe nem o que é conviver e viver no planeta Terra?


Por que nos perguntamos tanto de onde viemos, se não sabemos nem para onde vamos?


Suponho que a maioria dos seres humanos tem a resposta...