quinta-feira, 28 de abril de 2016

Estórias de pescador...

Estes dias me lembrei de uma situação muito engraçada – e verídica – que aconteceu com uma amiga. Ela estava me contado que tinha feito uma viagem a Portugal. Achou tudo muito lindo, um povo muito amistoso e gentil para com seus “irmãos brasucas”!

Passeando por todos os pontos turísticos, de repente, ela quebrou o salto de seu sapato... Até aí, nada demais. Foi em busca de um sapateiro e pediu para consertar o salto quebrado. Como já era uma sexta-feira, ela lhe perguntou: “O senhor fecha no sábado?”. Ele, muito tranquilamente, respondeu: “Não!”.

Ela sai contente, pois queria usar o tão querido sapato no final de semana. Pois bem, logo cedo, no dia seguinte, sábado, ela foi buscar seu sapato. Eis que, para seu espanto, a sapataria estava fechada! Ela logo pensou: “Puxa, aqui em Portugal todos são tão corretos. Não esperava uma atitude destas...”.

Minha querida amiga passou o final de semana indignada! Na segunda-feira, foi correndo à sapataria. Já meio chateada, perguntou ao sapateiro: “Porque o senhor disse que não fechava aos sábados? Eu estive aqui logo cedo e encontrei seu estabelecimento fechado!”. E, com a maior naturalidade, ele lhe respondeu: “Minha senhora, nós não fechamos aos sábados porque não abrimos!”.

Parece estória de pescador... E esta notícia, parece o que? “Cunha é alvo de processo no Conselho de Ética sob a acusação de ter mentido em 2015 à CPI da Petrobras ao dizer que não possuía contas secretas no exterior. A informação foi confrontada pela Operação Lava Jato, que aponta que o peemedebista tem contas não declaradas na Suíça que foram abastecidas com propina desviada da Petrobras. O processo já se arrasta desde novembro do ano passado e, atualmente, está na fase de coleta de provas e oitiva de testemunhas. Cunha continua negando as acusações!”.

PS 1: Será que o processo se arrasta porque a CPI não funciona aos sábados?
PS 2: Ou será que a CPI se arrasta porque não funciona aos domingos?
PS 3: Estamos vivendo um momento de imensa crise econômica e política... E alguma vez saímos dela?

Publicado em 28/04/2016, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 21 de abril de 2016

“Quem é que vai pagar por isso?”

Desde o “achamento” do Brasil até hoje, poucas coisa mudaram. Quando da chegada dos portugueses à nossa terra, eles se encantaram com nossos índios(as), o pau-brasil, o ouro, a terra fértil e a facilidade de adquirir tudo e todos que aqui estavam através da violência e do aculturamento.

Passado algum tempo, os índios se rebelaram. Trouxeram, então, os negros como mão de obra escrava, utilizando os meios mais bizarros para que eles trabalhassem.

Passado mais um tempo, precisaram de uma mão de obra mais qualificada para o plantio do café. Então trouxeram imigrantes italianos e japoneses cativados pelas promessas nada verdadeiras de ganharem terras e dinheiro. Depois, vieram os europeus e americanos – tão ávidos quanto os portugueses –, levando nossa borracha, madeira, minérios e grande parte da Amazônia.

Brasil, ano 2016: Até pouco tempo atrás, estávamos inseridos na política da globalização e, mais, víamos e ouvíamos todo tempo slogans como esse: “País rico é país sem pobreza”, “Brasil, pátria educadora”... E agora? O que aconteceu? Tudo virou “pedalada” fiscal, corrupção, lava jato, impeachment, desemprego, inflação, etc., etc., etc...

Será que é tão fácil para nossos governantes venderem uma imagem falsa de bem-estar e depois virar tudo de ponta cabeça? Assisti, como a maioria de todos nós, brasileiros, à votação dos deputados para o impeachment de nossa “presidenta”. Tudo muito “patriótico”, todos que votaram a favor fizeram discursos lindos e se colocaram como salvadores da pátria! Os que votaram contra se colocaram como vítimas de um grande “golpe”...

E nós, pobres mortais, ficamos como? Continuamos com mais de 70% da população sem acesso a esgotos e água encanada, a Dengue, a Chicungunha e o H1N1 têm matado milhares de pessoas por falta de prevenção de nosso governo e, agora mais ainda, por falta de atendimento à população infectada! Temos mais de 80% da população vivendo abaixo do nível da miséria! Quem é que vai pagar por isso?

PS 1: O feriado de hoje, 21 de abril, lembra o assassinato de Tiradentes.
PS 2: E o descobrimento do Brasil, no dia 22 de abril, não é considerado feriado nacional...
PS 3: “Quem é que vai pagar por isso?” – Lobão.

Publicado em 21/04/2016, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Grátis, vacina H1N1 a todos os clientes BMW!

Em meio a carros de até R$ 500 mil, uma concessionária de luxo de São Paulo ofereceu, grátis, vacina de imunização contra a gripe H1N1, no ultimo sábado (9/04).

“Grátis vacina H1N1 a todos os clientes BMW”, diz anúncio da Agulhas Negras, revendedora BMW, publicado na quinta-feira (7/04) no jornal ‘O Estado de S. Paulo’.

“A gente colocou 'cliente Agulhas Negras', mas será aberto a todo o público. Quem chegar vai tomar”, diz Edicarlos Rogério Paulino, 47, gerente da concessionária.

Serão pelo menos mil doses – o número exato não foi divulgado. O tipo da vacina será o trivalente, que protege contra três tipos da doença, incluindo o H1N1. É o mesmo que está sendo distribuído na rede pública da Grande SP desde segunda para crianças, grávidas e idosos.

“O patrão é preocupado com ações sociais e tomou essa iniciativa”, disse o gerente da concessionária. Segundo o médico Bráulio Luna Filho, ex-presidente e atual secretário do Cremesp (Conselho Regional de Medicina), não há infração ética na iniciativa.

“O caso envolve uma relação social entre uma empresa e seus ricos clientes. Podemos, pessoalmente, criticar, mas acusar de não ético seria generalizar qualquer desigualdade econômica como também não ética”, defende.

Bem, quando vi o anúncio fiquei indignada. Afinal, quem vai comprar um carro de 500 mil reais não precisa de forma alguma ganhar uma vacina grátis de imunização da H1N1 – e quem precisa da vacina gratuita não pode comprar uma BMW...

Segundo o gerente da concessionária, seu patrão é muito generoso e solidário. Mas, porém, contudo, todavia... é difícil acreditar que não houve um grande apelo comercial de muito mau gosto! Chegamos em um ponto onde não há mais limite, nem critério algum para vender, vender, vender e banalizar completamente ações sociais, além de gerar um grande desconforto para a maioria dos brasileiros que vivem praticamente com um salário mínimo!

PS 1: Ética? Vou procurar no dicionário a definição desta palavra...
PS 2: H1N1, BMW, Zika, impeachment, lava-jato, lava-carro, etc... Vou tomar um cafezinho!

Publicado em 14/04/2016, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 7 de abril de 2016

O que é um ecocídio?

“Ecocídio (do dicionário Aulete): destruição de um ecossistema, seja por ação intencional e irresponsável, seja por ignorância, inadvertência ou desconhecimento das consequências danosas.”

As principais indústrias petrolíferas mundiais, dentre elas a Chevron, Shell e British Petroleum, estão desenvolvendo um projeto de alcance global para captura do excesso de gás carbônico existente na atmosfera. O Projeto recebeu a designação de Quest CCS Project-Carbon Capture & Storage Project.

As primeiras usinas foram montadas inicialmente nos Estados Unidos, Canadá e Inglaterra, estando em pleno funcionamento. O projeto propõe a captura e a estocagem do gás carbônico a grandes profundidades, em depósitos geológicos permanentes.

Como se trata de um gás e, como gás, se expande, ocupando grandes volumes, em caso de tremores de terra, fendas ou abalos sísmicos, o gás carbônico retornaria em grandes massas, de forma rápida, e provocaria asfixia em vastas regiões por ser mais denso que o ar. Agiria como um “tsunami gasoso”, eliminando toda a vida animal que encontrasse pela frente de forma instantânea.

O aquecimento global – ou efeito estufa – é a base e a origem de todos os problemas climáticos que afetam o planeta Terra, como tempestades, enchentes, tufões, furacões, vendavais, excesso e escassez de chuvas, variações bruscas da temperatura ambiente, secas e suas consequências.

Estudos mostram que o projeto poderá ocasionar uma perigosa rarefação e futura extinção do oxigênio da atmosfera. A única saída, segundo especialistas, seria a captura e estocagem no subsolo somente do carbono e, nunca, em hipótese alguma, do gás carbônico.

O projeto em questão pretende capturar e estocar no subsolo um milhão de toneladas de gás carbônico por ano. Isso significa que a atmosfera perderá aproximadamente 727 mil toneladas de oxigênio a cada ano.

PS 1: Será que as grandes empresas envolvidas neste projeto não possuem estas informações?
PS 2: Difícil de acreditar...
PS 3: Por que, então?...

Publicado em 07/04/2016, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 31 de março de 2016

Em busca do alívio imediato...

Dor de cabeça, resfriado, stress, espinhas, obesidade? Não se preocupe! Vá até a farmácia mais próxima e, rapidinho, você vai achar um coquetel de soluções imediatas.

As “drugstores” estão tão moderninhas que já têm o sistema “self-service”. É só pegar sua cestinha e ir colocando todos os produtos expostos nas prateleiras: aspirina, vitamina C, balinhas coloridas pra dor de garganta, promoções de xarope, vitaminas, etc., etc.,etc...

E quem garante que os males não vão voltar tão rápido quanto foram embora? Também tem o alívio imediato pós-expediente, pós-briga com a namorada ou marido: uma cervejinha no boteco da esquina, um joguinho de futebol...

Num primeiro momento, tudo parece normal. Afinal, vivemos numa sociedade rápida e imediatista, que tem como uma de suas bandeiras principais o bem-estar e o prazer imediato. Drogas como o álcool, o cigarro, a aspirina, os ‘Red Bulls’, são vendidas livremente e com um “super marketing”, já que o mais importante é aparentar estar sempre bem.

Tudo acaba ficando meio confuso. Mas pense bem antes de buscar qualquer forma de alívio rápido.Tentar buscar, interiormente, a causa de nossas dores físicas ou emocionais não é fácil! Observar a situação política e econômica de nosso país de maneira mais ampla e buscando a história do Brasil desde seu ‘achamento’, também não é nada fácil.

Não existe alivio imediato, e “trocar um remédio por outro” não é garantia de cura. O tratamento se faz no dia a dia, avaliando a melhora versus as contra indicações...

Parece até que eu virei médica! Mas não é esse o caso. Apenas comecei a observar como, sempre que surge um problema, a primeira coisa que fazemos é procurar um elixir mágico!

PS 1: A última vez que fui à farmácia comprar um xampu, recebi aquele cuponzinho cheio de promoções... Mas, felizmente, consegui resistir!

PS 2: Nesta crise política, vamos pesquisar bem a composição química do próximo medicamento que vamos tomar...

Publicado em 31/03/2016, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 24 de março de 2016

O show da vida...

O Brasil é um dos países onde mais se assiste televisão no mundo. Bem, quantidade nem sempre é sinônimo de qualidade e, infelizmente, neste caso, essa frase é verdadeira.

Vivemos num país pobre, onde, dificilmente, as pessoas têm condições para comprar um livro, ir ao cinema, ao teatro ou mesmo frequentar a escola ou um curso qualquer. Então, o que nos sobra? A televisão.

Toda essa conjuntura já seria suficiente para o governo e a sociedade investirem em programas de TV educativos, ou, ao menos, incentivarem as emissoras privadas a produzirem programas com mais qualidade.

Ao invés disto, as grandes emissoras investem com toda força no bom e velho formato do entretenimento inútil. Prova disso são os “reality shows”, “game shows”, fórmulas consagradas, presentes em quase todas as redes de televisão, que vendem facilmente a falsa ideia de conhecimento e diversão.

Mas por que “falsa” ideia de conhecimento? Afinal, nestes programas são feitas perguntas sobre história, geografia, ciências, cinema... Porém, tão soltas e desconexas que acabam ficando perdidas no ar, e você tão perdido quanto elas. Cenas e mais cenas de personalidades – nem sempre ricas ou famosas – aparecem na telinha, mostrando suas camas, seus armários, ou o que comem e o que bebem. E qual é o grande chamariz para atrair o público? Prêmios que vão realizar os seus sonhos: carros, casas e barras de ouro... E dinheiro, e mais dinheiro!

Quanto mais profundo o nosso conhecimento sobre algo, mais afastados estaremos das falsas aparências, conseguindo chegar, assim, o mais perto possível da realidade que estamos vivendo e, assim, termos a chance de tentar decidir um pouco melhor qual o passo seguinte a ser dado em nossas vidas!

PS 1: Sigo em frente? Viro à direita, ou viro à esquerda?
PS 2: Talvez eu fique parada até entender o melhor caminho...

Publicado em 24/03/2016, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 10 de março de 2016

Não seja uma mulher-pera, melancia...

É com muito orgulho que cada vez mais mulheres de todas as partes do mundo comemoram, no dia 8 de março, o Dia Internacional da Mulher. Esta data é celebrada desde 1910, quando uma conferência internacional na Dinamarca decidiu homenagear um grupo de mulheres que, 53 anos antes (em 1857), foram brutalmente assassinadas.

Em 8 de março daquele ano, as funcionárias de uma fábrica de Nova York (EUA) decidiram fazer uma grande greve, reivindicando melhores condições de trabalho, diminuição da jornada – que na época era de 16 horas – e salários iguais ao dos homens – naquele tempo, as mulheres ganhavam cerca de um terço do salário pago aos homens. A manifestação foi reprimida com brutal violência: as funcionárias foram trancadas dentro da fábrica, que, em seguida, foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas.

Em vários cantos do planeta, o dia 8 de março é marcado por debates, conferências, reuniões e discussões sobre os direitos da mulher na sociedade atual. Desde a criação do Dia Internacional da Mulher muita coisa mudou: das reivindicações do filósofo francês Condorcet, em 1788, que exigia participação política, emprego e educação para as mulheres, até a conquista do direito de votar e de serem eleitas.

Nas décadas de 1960 e 1970, surgiram os movimentos feministas, foi criada a pílula e mulheres começaram a ocupar cargos importantes em nossa sociedade. Mas sabemos que ainda existe um longo caminho a percorrer para que todas as mulheres do mundo tenham seus direitos respeitados. Cabe a nós impor os limites, sabendo a hora de dar um basta aos abusos cometidos pelos homens, seja em uma relação amorosa ou profissional.

Não deixe que a mídia banalize e diminua a mulher, que na maioria das vezes é mostrada como um objeto, dançando com seus peitos exuberantes e chacoalhando seu bumbum no Domingão do Faustão!

PS 1: Vamos fazer um esforço para que a Leia Maria da Penha funcione cada vez mais como um direito e não uma necessidade!

PS 2: Homens e mulheres: uni-vos!

Publicado em 10/03/2016, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 3 de março de 2016

A criança que consertou o mundo...

“Um cientista vivia preocupado com os problemas do mundo e estava resolvido a encontrar meios de minorá-los. Passava dias em seu laboratório em busca de respostas para suas dúvidas.

Certo dia, seu filho de sete anos invadiu o seu santuário decidido a ajudá-lo a trabalhar. O cientista, nervoso pela interrupção, tentou que o filho fosse brincar em outro lugar. Vendo que seria impossível demovê-lo, o pai procurou algo que pudesse ser oferecido ao filho com o objetivo de distrair sua atenção.

De repente, deparou-se com o mapa do mundo, o que procurava! Com o auxílio de uma tesoura, recortou o mapa em vários pedaços e, junto com um rolo de fita adesiva, entregou ao filho dizendo:

– Você gosta de quebra-cabeças? Então vou lhe dar o mundo para consertar. Aqui está o mundo todo quebrado. Veja se consegue consertá-lo bem direitinho!

Calculou que a criança levaria dias para recompor o mapa. Algumas horas depois, ouviu a voz do filho, que o chamava:

– Pai, pai, já fiz tudo. Consegui terminar tudinho!

A princípio, o pai não deu crédito às palavras do filho. Seria impossível, na sua idade, ter conseguido recompor um mapa que jamais havia visto. Relutante, o cientista levantou os olhos de suas anotações, certo de que veria um trabalho digno de uma criança. Para sua surpresa, o mapa estava completo. Todos os pedaços haviam sido colocados nos devidos lugares. Como seria possível? Como o menino havia sido capaz?

– Você não sabia como era o mundo meu filho. Como conseguiu?
– Pai, eu não sabia como era o mundo, mas quando você tirou o papel da revista para recortar, eu vi que do outro lado havia a figura de um homem. Quando você me deu o mundo para consertar, eu tentei, mas não consegui. Foi aí que me lembrei do homem, virei os recortes, e comecei a consertar o homem que eu sabia como era. Quando consegui consertar o homem, virei a folha e vi que tinha consertado o mundo.”

PS 1: Texto de autor desconhecido...

PS 2: Existem várias Dilmas e Lulas de vários partidos, maridos, esposas, filhos, amigos, etc., que poderiam ser consertados!

PS 3: Vou me olhar no espelho...

Publicado em 03/03/2016, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).