quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Novo “BBB” político!

Finalmente começou uma nova temporada do “BBB” político. Que bom termos mais uma opção de entretenimento na TV.

Os candidatos estão na telinha... Qual deles vai ficar? Qual vai sair? Não se preocupem em decidir rapidamente. Vamos assistir a vários programas, onde poderemos ver seu dia a dia, suas famílias, o que eles comem, bebem, e, também, suas propostas políticas.

Bem que poderiam ser novos “personagens”, mas parece que há uma dificuldade muito grande para encontrar novos candidatos! E também as “falas” de cada um têm funcionado tão bem há tanto tempo, pra que mudar?...

Sei que fica até grosseiro falar assim de um momento tão importante como este, que é a escolha de um novo Presidente para o nosso país. Mas é o que acaba parecendo, um grande espetáculo “pra inglês ver”.

Já que a coisa está assim, resta-nos assistir e votar, a cada etapa dos programas, em quem “vai pro paredão” e quem fica no final para levar o grande prêmio nas urnas.

Quem sabe, nos próximos quatro anos, nós, cidadãos comuns, possamos agir e interferir mais na escolha de novos “personagens” para um cargo tão importante que é o de Presidente, e que pode realmente melhorar ou piorar as condições sociais e econômicas do nosso Brasil?

PS: Enquanto o “BBB” político estiver no ar, podemos aproveitar para sair um pouco de frente da TV e talvez ler um bom livro, dar uma ligadinha pra aquele amigo que não falamos há tanto tempo, ou pensar em como queremos viver nossas vidas nestes próximos quatro anos...

Publicado em 19/08/2010, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´ de Marília (SP), da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Compaixão primata

“Estudo na Costa do Marfim diz que adoção de órfãos é pratica seguida até por chimpanzés do sexo masculino”. Eu tinha guardado este artigo há muito tempo. De repente, resolvi arrumar minha bagunça e eis que ele surgiu na minha frente.

Não pensei duas vezes para destacar este fato como exemplo de compaixão e amor incondicional no mundo animal versus o mundo “humano e civilizado”.

Recentemente, a mídia de todo o país deu enfoque a um caso onde um médico completamente doente e inescrupuloso, oferecia o tratamento de inseminação artificial para mulheres que não podiam ter filhos. Só que, durante os procedimentos, ele as estuprava, além de cobrar mais 200 mil reais pelo seu “trabalho”.

Mais absurdo ainda foi o fato das mulheres que foram vitimas deste algoz terem se calado por um bom tempo, com medo que o dito médico não desse prosseguimento ao tratamento.

Me pergunto: “A que ponto chega a obsessão do ser humano por ter filhos com seus genes e ‘seu sangue’?”

Se para algumas pessoas a mãe natureza não propiciou este “dom”, seria tão absurdo pensar em adotar uma criança? Ainda mais em um país como o nosso, onde há milhares de órfãos esperando por um lar!

Os chimpanzés da Costa do Marfim estariam mais evoluídos do que nós, no que tange a valores éticos e morais e a visão do que é realmente viver em uma sociedade?

Publicado em 12/08/2010, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´ de Marília (SP), da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Feliz idade...

Você está em uma feliz idade? Será que eu estou em uma idade feliz?

Bem, comecei fazendo estas perguntas porque, de uns tempos para cá, surgiu esta nova expressão para denominar pessoas com mais de 60 anos, ou as tidas como idosas.

Pra começar, estes cidadãos mais idosos acharam este “rótulo” um absurdo e deu até pano pra manga para varias reclamações: “O que tem de feliz em estar mais velho?”, ou “Agora que tenho dores por todo o corpo, o que tem de feliz nisso?”...

Realmente não sei de quem foi esta infeliz ideia de rotular os mais velhos de “grupos da feliz idade”...

Afinal de contas, todas as idades podem ser felizes ou não! Nossa sociedade está começando a perceber que o Brasil está ficando um país mais velho, ou seja, o número de pessoas idosas está aumentando e a sua longevidade também.

E, como todo ser humano que consome e está ativo, tornaram-se alvo da mídia em segundos. Comerciais com pessoas idosas correndo, tomando vitaminas, sorrindo, bebendo cerveja, comprando roupas, produtos de beleza... Um festival de felicidade!

Com certeza, queremos que nossos idosos tenham dignidade e direitos específicos ligados às suas necessidades. Mas torná-los perfeitos e usar de sua imagem para vender mais e mais, sem pensar em como lhes proporcionar saúde, carinho e bem-estar, não passa de mais um golpe de marketing.

Eu sempre penso: “Nós somos eles, amanhã!” Então, é bom ficarmos atentos para que nem eles e nem eu ou você, futuramente nos tornemos um mero produto de consumo!

Publicado em 05/08/2010, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´ de Marília (SP), da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Queima de estoque!

Tenho visto em todas as lojas, shoppings, supermercados e farmácias, anúncios de liquidação com 70 a 100% de desconto em todos os produtos, queima de estoque e, ainda, tudo isso parcelado em até 30 vezes ou mais.

Sempre me pergunto: “Se é possível abaixar tanto os preços agora, porque o valor era tão alto antes?” Bem coisa do comércio e do nosso país. Acabamos aproveitando estas épocas para fazer algumas comprinhas.

Também tenho visto uma grande liquidação de políticos... Todos aparecem, nesta época, com “promoções” miraculosas, “preços” justos, promessas incríveis de um Brasil melhor, saúde para todos, escolas, moradia, empregos...

Será que também devemos aproveitar essa época para votarmos no político que oferece a melhor "promoção"? Ou é melhor ficarmos atentos a quem tem uma história política e social mais justa?

O que mais me preocupa é que, após as eleições de novembro e após o final do inverno, as promoções terminem e os preços voltem ao normal, super inflacionados! Assim como os políticos, após eleitos, esqueçam suas promessas e super ofertas e se tornem “produtos” de difícil acesso à população que os elegeu.

Sei que vivemos um momento no qual nem eu, e talvez nem você, acreditemos mais em quase nenhum partido ou político. Vamos ter que buscar, bem lá no fundo do baú, algum candidato razoável. Chega de “produtos enganosos”.

Publicado em 29/07/2010, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´ de Marília (SP), da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 22 de julho de 2010

A sabedoria de Zip

Conheci, recentemente, Zip. Soube que ele já está com 98 anos. Num primeiro momento, achei Zip uma figura mal-encarada e rabugenta. Percebi que ele sentia algumas dores musculares e que não estava enxergando muito bem.

Tentei puxar conversa de várias maneiras, quis agradá-lo, chamei-o para um passeio, mas nada acontecia, ele continuava arisco, sempre me observando. Mesmo assim, pude sentir que Zip tinha um bom coração.

Comecei a refletir sobre sua idade, e que talvez, após tantos anos de vida, ele tinha o direito de ser mais reservado.

Passei a visitá-lo diariamente e, aos poucos, ele começou a se abrir mais, mudando sua feição para um rosto mais manso, porém observador e cauteloso. Após algum tempo, consegui estabelecer uma relação de amizade, claro, respeitando seus limites.

Curiosamente, mesmo tendo uma sensação inicial de antipatia e mal-estar com seu jeito tão arisco e introvertido, percebi que ele havia adquirido uma sabedoria natural ao longo dos anos.

Pensei: “Talvez uma amizade ou uma relação sincera e de confiança realmente não possa acontecer em 24 horas ou em apenas alguns dias, mas, sim, ao longo de um período de convivência”. Também comecei a entender e aceitar melhor a ideia de respeitar o tempo e os limites do outro.

Quem sabe, se todos nós agíssemos com mais sinceridade, viveríamos em um mundo com menos “mal-entendidos”, em nosso dia a dia.

PS: Zip é um cãozinho que está com 14 anos, o que equivaleria a 98 anos para um ser humano.

Publicado em 22/07/2010, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´ de Marília (SP), da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Estruturas e variáveis

Estive com uma amiga neste último final de semana. Ela é engenheira civil e está fazendo pós-graduação em Estruturas. De início eu fiquei curiosa em entender melhor o assunto. Ela mesma estava ansiosa e insegura com o tema, achando que seria difícil fazer sua tese sobre esta área da engenharia.

Muito bem, ela me disse que toda construção se baseia no cálculo estrutural e que, para esse cálculo ser feito, são necessários estudos de muitas variáveis envolvidas, como: o terreno, o clima, a região onde vai ser feita a construção, qual a sua finalidade, etc.

Depois de algumas horas, acabei fazendo uma analogia com a nossa vida. Tudo o que somos ou o que fazemos depende de nossa estrutura. Muitos de nossos valores, nosso modo de agir, ou seja, nossa formação pessoal, tem muito a ver com nossa estrutura familiar e as condições que existem à nossa volta.

O trabalho e as relações que escolhemos também acabam por serem frutos da estrutura na qual estamos inseridos. Enfim, a nossa maneira de ser e agir é resultado de muitas variáveis.

E aí vem a minha pergunta: em que estrutura estamos nos baseando em nosso dia a dia? Em que “terreno” estamos calcando nosso trabalho, nosso casamento, namoro, amigos, atitudes?...

Será que estamos avaliando as condições que nos cercam, para entendermos se estamos vivendo uma vida feliz? Ou somos, muitas vezes, apenas produto de um projeto já calculado por “alguns engenheiros”?

Publicado em 15/07/2010, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´ de Marília (SP), da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Voltamos à “normalidade”...

Ouvi essa frase de muitos amigos: “Agora que o Brasil perdeu a Copa, o país vai voltar à normalidade”. Ou seja, bancos vão funcionar normalmente, o comércio não vai mais fechar no horário dos jogos e as empresa voltam a trabalhar normalmente.

Por um momento concordei. Mas, após uma pequena reflexão, me perguntei: “O que é normalidade”? Será que pegar filas em postos de saúde, falta de transporte coletivo, salários baixos, desemprego, e outras “cositas” mais, são a nossa normalidade? Ou talvez pudéssemos dizer: voltamos à nossa “anormalidade”?

Bem, também não quero ser uma estraga prazeres. Agora vem o período das férias, as “festas julinas”, época de tomar um bom quentão, comer muita pipoca, curau, pamonha e curtir as noites frias de inverno.

Já estamos na metade do ano. Alguns de vocês, leitores, talvez consigam fazer uma pequena pausa na correria do dia a dia, tirando alguns dias de férias. Um bom momento para não pensar em nada!

Mas logo em seguida, voltando à “normalidade”, vêm as eleições, a lembrança do que nos propusemos a fazer no começo do ano e do que conseguimos e não conseguimos realizar até agora.

Acho isso tudo normal. Quanto às questões sociais de nosso Brasil, continuo achando anormal do jeito que nós cidadãos vivemos.

PS: Um mais um é sempre mais que dois, dois mais dois é sempre mais que quatro. Esses cálculos não fazem parte da matemática “normal”.

Publicado em 08/07/2010, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´ de Marília (SP), da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 1 de julho de 2010

E a Copa continua!

Puxa, parece até que eu virei comentarista esportiva... Mas realmente, nesta época de Copa do Mundo, é impossível não acompanhar os jogos do Brasil.

Bem, passamos na primeira fase, nas oitavas e conseguimos chegar as quartas de final. Super legal, muita alegria, festa, torcida e união.

Mesmo sendo leiga no assunto, percebi que todos os jogos que o Brasil ganhou foram muito difíceis, tensos e até mesmo me pareceu, em alguns momentos, que os jogadores estavam perdidos, como se fossem “marinheiros de primeira viajem”.

Faço, então, uma correlação entre a maneira que nossa equipe está jogando com a maneira que nós, brasileiros, vivemos. Volto a tocar em assuntos básicos, como: saúde, educação, empregos, saneamento, etc.

Temos estas instituições públicas, legalmente funcionando, mas, na prática e no uso delas, tudo parece estar por um fio. Tudo se consegue com muito sofrimento, nos “últimos minutos de cada tempo”, isso quando a sorte ajuda...

Será que tem que ser sempre assim? O Brasil vai continuar sendo um país onde tudo vai funcionar direito nas próximas eleições, no próximo ano, depois do Carnaval, etc...

Seria tão bom se pudéssemos viver com mais segurança e direitos na nossa sociedade. Assim como seria maravilhoso poder assistir a um jogo do Brasil onde pudéssemos ver um time seguro, jogando com estratégia e beleza.

PS: Vamos continuar torcendo sempre pelo Brasil. Mas será que teremos que contar sempre com a sorte? Amanhã, vamos rezar e acender muitas velas!

Publicado em 01/07/2010, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´ de Marília (SP), da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).