E tem gente que fica brava – muitas vezes, bem brava – quando alguém vem e dá uma garfada naquele último pedacinho do seu prato, tirando-lhe o que era “seu de direito”.
Escrevo sobre isso não porque esteja com fome, ou perto da hora do almoço, mas, sim, porque me lembrei desta situação enquanto conversava com uma amiga minha que estava em viagem, a trabalho, num país bem distante, na América do Norte.
Conversava com ela pelo Skype, e notei que, passadas já algumas semanas, ela estava ficando cansada. Apesar de os contatos relativos ao seu trabalho estarem indo bem, ela estava triste por estar perdendo as forças – o frio intenso do inverno do Norte também não facilitava muito a situação.
Na tentativa de amenizar a sensação de cansaço e tristeza dela, contei-lhe o exemplo acima, comparando os bons momentos que uma viagem como essa, que não acontece todos os dias, proporciona. Mesmo sendo a viagem a trabalho, ela estava tendo a oportunidade de ver novos lugares, conhecer novas pessoas, enfim, tendo a chance de viver e curtir coisas diferentes. E que seria bom ela reservar, num cantinho de sua mente, essas sensações, e guardá-las, pois, em breve, sua jornada terminaria e, na sua volta, ela poderia curti-las mais um pouquinho. Pra não ficar, depois, com aquele pensamento: “puxa, lá eu estava tão cansada... pena que eu não curti direito aquela pessoa ou aquele lugar...”.
O mesmo vale para todos nós, que, muitas vezes, por estarmos estressados com nosso dia a dia, seja no trabalho ou em casa, aproveitamos mal um bom passeio ou aquela visita a um bom amigo.
A vida, como uma viagem, passa rápido. Por isso, lembre-se, sempre, de “reservar” todos os momentos como se fossem os últimos. Assim, poderemos curtir tudo como se fosse aquele “último pedacinho do bife”.

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