Brasil, ano 2011: temos a felicidade de estar inseridos na política da globalização e até emprestar dinheiro para o FMI!
Será que existem dois Brasis? Um rico e próspero e, outro, pobre e cheio de problemas que vão desde a falta de esgoto e encanamento para milhares de cidadãos, filas imensas em postos de saúde do INSS – sem contar a falta de médicos e infra-estrutura básica –, analfabetismo, miséria, entre outras “cositas mais”.
Desde o “achamento” do Brasil até hoje, parece que poucas coisas mudaram. Os portugueses se encantaram com os índios e as índias, com o pau-brasil, nossas especiarias, a terra fértil e a facilidade de adquirir tudo e todos que aqui estavam através da violência e do aculturamento.
Passado algum tempo, os índios se rebelaram, porém isso não foi motivo para que os colonizadores desistissem de seus objetivos predatórios e inescrupulosos.
Trouxeram, então, os negros como mão de obra escrava, utilizando os meios mais bizarros possíveis e imagináveis para com eles.
Passado mais um tempo, precisaram de uma mão de obra mais qualificada para o plantio do café. Então trouxeram os imigrantes italianos, cativados pelas promessas, nem sempre verdadeiras, de ganharem terras.
Já na era industrial, chegaram novos “colonizadores”, europeus e americanos, levando nossa borracha, madeira, minérios e grande parte da Amazônia.
E assim caminha a humanidade... Hoje, o Brasil continua vendendo suas terras para australianos criarem gado, espanhóis fazerem condomínios de luxo, chineses construírem fábricas de computadores, além de nossos próprios “coronéis” serem os únicos a conseguir plantar em terras áridas do Nordeste – que se tornam férteis num passe de mágica!
Não quero parecer uma pessoa extremamente crítica, mas através de qual lente estamos vendo o nosso país? Alguma coisa parece estar fora de foco!
PS: Preciso ir ao oculista.

Bom dia.
ResponderExcluirLi seu artigo O Haiti não é aqui, agora vejo que repetiu o mesmo neste outro e tenho algumas considerações a fazer:
1) Os imigrantes não foram trazidos para o Brasil, mais especificamente para a lavoura do café porque eram mais qualificados, como você afirma, e sim por uma decisão política que tem vários fatores, um deles e talvez o mais relevante, a busca de uma forma de transformar a população que era majoritariamente negra em pelo menos um pouco menos negra.
2) Lembro que não existia nenhuma experiência dos italianos e japoneses com a lida na lavoura do café, entretanto os negros, quando a imigração começou, já tinham experiência com essa lavoura de pelo menos 50 anos.
3) E os europeus e americanos, que você chama de novos colonizadores, não tiveram quase nenhuma ação prática de realmente se implantar aqui como imigrantes e na maioria das vezes só vinham para comercializar os diversos produtos retirados pelas populações amazônicas - negros, caboclos e indígenas.
Quanto ao final estou de acordo com você de não permitir a venda de terras para pessoas que só vem explorar nossas riquezas, entre elas nossas populações.