quinta-feira, 10 de maio de 2012

Parabéns a todas as mães do mundo!

O Dia das Mães, celebrado em vários países em diferentes datas do ano, é comemorado, no Brasil, no 2º domingo do mês de Maio. Este ano, as mães brasileiras recebem a homenagem no dia 13 deste mês.

Mas quando e onde começou esta tradição? A mais antiga comemoração do Dia das Mães remonta à mitologia. Na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Reia, a mãe dos deuses. Já na história mais recente, na Inglaterra do início do século XVII, a data começou a ser comemorada no quarto domingo da Quaresma, dia dedicado às mães das operárias inglesas, que tinham, então, um dia de folga para ficar em casa com as mães.

No início do século XX, quando uma jovem norte-americana, Annie Jarvis, perdeu sua mãe e entrou em completa depressão, suas amigas tiveram a ideia de perpetuar a memória de sua mãe com uma festa. Annie quis que a homenagem fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas. Em 1914, o dia 9 de Maio foi oficializado como o  Dia das Mães nos Estados Unidos.

Já no Brasil, em 1932, o então presidente Getúlio Vargas oficializou a data no segundo domingo de Maio.

Bem, dizem que a mulher já nasce com o instinto natural de mãe. Ela é aquela que protege e aninha seus filhotes. Também podemos descrever vários tipos de mães: a que cozinha, lava e passa, a que trabalha fora, a que é “mãe coruja”, a mãe brava, a mãe que cria seus filhos sozinha, além das mães que criam os filhos de outras mães.

Voltando aos tempos atuais... Já começaram as promoções nos shoppings, em restaurantes, hotéis, etc.. Tudo para você dar um presente para sua mãe. Esta é uma data muito lucrativa.

Tudo bem, o comércio tem que sobreviver! Mas será que este é o único jeito de homenagear nossas mamães? Quantas vezes esquecemos, ao longo do ano e do nosso dia a dia, de dar um beijo, ligar, ou visitar nossa mãe?

PS. Você já deu um alôzinho para sua mamãe hoje?

Publicado em 10/05/2012, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Informação é cidadania!

BCP-LOAS: você já ouviu falar nesta sigla? Ou sabe o que ela significa? O BPC-LOAS, Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social, é um benefício de direito aos idosos de baixa renda e às pessoas com deficiência, pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Mesmo que você nunca tenha contribuído com o INSS, pode ter esse benefício. Para ter esse direito, você deverá comprovar que possui 65 anos de idade ou mais, que não recebe nenhum benefício previdenciário, ou de outro regime de previdência, e que a renda mensal familiar per capita seja inferior a ¼ do salário mínimo vigente.

Para calcular a renda familiar, é considerado o número de pessoas que vivem na mesma casa: o requerente, cônjuge, companheiro(a), o filho não emancipado de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido, pais e irmãos não emancipados, menores de 21 anos ou inválidos. O enteado e menor tutelado equiparam-se ao filho(a) mediante a comprovação de dependência econômica e desde que não possua bens suficientes para o próprio sustento e educação. O benefício assistencial pode ser pago a mais de um membro da família desde que comprovadas todas as condições exigidas.

Achei interessante abordar este assunto, pois muitas pessoas me perguntam sobre a questão do direito a receber algum auxílio do INSS caso nunca tenham contribuído, por falta de condições financeiras ou por nunca terem sido registradas, e já, depois de idosos, não conseguirem pagar o valor mínimo solicitado pelo governo.

Como vivemos em um país onde a informação ainda é privilégio de alguns, espero que estes dados ajudem a esclarecer as dúvidas de tantas pessoas que precisam e dependem, mesmo que seja de um salário mínimo, na época mais delicada de suas vidas.

PS: Nesta terça-feira passada comemoramos mais um dia 1° de Maio, Dia Nacional e Internacional do Trabalhador. Só para constar, infelizmente, mais de 50% dos trabalhadores brasileiros ainda recebem apenas um salário mínimo ou menos.

Publicado em 03/05/2012, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Vou morar com os gorilas!

Morar só ou acompanhado? As respostas variam muito de pessoa para pessoa. Mas, se depender da parcela de brasileiros que integram a faixa etária da terceira idade, parece que eles preferem a primeira opção.

De acordo com dados do Censo, realizado pelo IBGE em 2011, são quase 3 milhões de idosos que moram sozinhos, o que representa 14% do total de brasileiros com mais de 60 anos. E o número vem crescendo a cada ano.

“Me sinto bem assim. Na minha casa eu mando na minha vida”, afirma Catarina Fló, 92, que mora sozinha há quatro anos, desde que seu marido morreu.

Cyonea Villas-Bôas tem 82 anos, dirige, usa o computador, administra e faz serviço de casa, além de viajar muito. “Vivo maravilhosamente bem sozinha”.

O advogado Eliassy Vasconcellos também mora sozinho. “Quero levar a minha vida sossegado, dormir e acordar na hora em que quiser. Não dou trabalho para ninguém. Como só tenho 90 anos, garanto que estarei bem até o próximo fim de semana”, brinca Eliassy.

A professora de piano Maria Julia Moraes, 78, mora apenas com sua "sheep dog", Mel. “Ela é muito obediente. Às vezes, deita e joga os 'cabelinhos' para frente. Adora fazer dengo para a mamãe”, declara.

Quando vi as estatísticas do IBGE sobre o número de idosos que preferem morar sozinhos, achei um pouco estranho. Após ler este último depoimento, estranhei mais ainda!

Além do fato destas pessoas estarem em uma idade onde todo o cuidado é pouco, como fica a questão da convivência, da sociabilidade e da fraternidade? Percebi que seus sentimentos são resultado de uma sociedade que está se tornando cada vez mais egoísta e individualista! Afinal, o número de jovens e adultos que também preferem morar sozinhos cresce cada vez mais.

PS 1: Ser independente é bom! Mas a boa e velha convivência humana é ainda melhor!
PS 2: Acho que vou morar com os gorilas... Dizem que eles adoram viver juntos e cuidar uns dos outros!

Publicado em 26/04/2012, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Eu nego, é tudo mentira!

Alguém se lembra da belíssima novela ‘Vale Tudo’, com a maravilhosa atriz Beatriz Segall no personagem da vilã Odete Roitman e o grande ator Reginaldo Faria no papel de Marco Aurélio, também fazendo um papel de vilão, ambos com muito poder e dinheiro na trama? Puxa vida, cada vez que leio o jornal ou vejo o noticiário na TV, não consigo esquecer esta novela!

Toda semana, aparece na mídia um novo escândalo, uma denúncia e todos os políticos e demais cidadãos envolvidos repetem o mesmo refrão: “Eu nego, é tudo mentira!”. Acho que todos estudaram na mesma escola e estão muito bem treinados.

Mesmo com gravações mostrando esquemas de quadrilha, caixa dois, lóbis no planalto, eles negam, negam tudo! Se olharmos para tudo isso como uma mera ficção, podemos dizer que o enredo da trama está muito bom! Mas, por acaso... Isso tudo que estamos vendo é a nossa realidade e cada capítulo desta história vai interferir de verdade nas nossas vidas, nas vidas de nossos filhos, netos, bisnetos...

Estamos muito próximos de uma nova eleição. Sociólogos e analistas políticos divagam sobre o grande mal de não existir mais os partidos de “esquerda” ou de “direita”.

Tudo bem, está mais do que óbvio que isto é uma realidade! Agora a moda é o candidato do meio ambiente, o dos transportes, o da ‘Bolsa Família’...

Sei que parece muito simplista esta classificação e não acho que deveria ser por aí a questão. Mas a política, como tudo se globalizou, ficou moderna, imediatista, individualista. Todos querem um resultado rápido e eficaz.

Aí, me pergunto: “E como fica o Brasil daqui a dez, vinte ou trinta anos?”. Hoje, mais do  nunca, sentimos na pele a questão de problemas sociais  não resolvidos desde os tempos de D. Pedro I.

Nossos governantes continuam negando todo o apoio e políticas verdadeiras para a sustentabilidade de nosso país e nossos cidadãos. E o pior, eles negam que estão negando o seu dever!

PS: Vale a pena ver de novo?

Publicado em 19/04/2012, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Sou caipira, com muito orgulho!

No dia 9 de abril, o ator e cineasta brasileiro Amácio Mazzaropi faria 100 anos. Seu personagem de caipira amável e ingênuo foi visto por mais de 1 milhão de espectadores durante a sua carreira no cinema.

Nascido no bairro da Barra Funda, em São Paulo, Mazzaropi iniciou a carreira no cinema com “Sai da Frente” (1952), comédia dirigida por Abílio Pereira de Almeida, que dirigiria, depois, outros filmes com o ator. Desde então participou do imaginário popular brasileiro com comédias leves, muitas vezes ingênuas, mas que revelam inteligência e generosidade por trás de suas histórias simples de pessoas simples.

“Jeca Tatu”, de Milton Amaral, foi um de seus filmes mais famosos – e talvez o mais bem-sucedido –, com o personagem do caipira sendo aperfeiçoado e se tornando maior do que o próprio criador: o caipira cheio de preguiça e malemolência, mas também de simpatia e bom coração.

O ator começou a dirigir seus próprios filmes em 1960, na antiga Vera Cruz. No entanto, os estúdios preferiam investir alto nos chamados filmes de arte, muito parecidos aos europeus, e não entendiam bem por que produções modestas como essas faziam tanto sucesso.

Mazzaropi entendia, e depois do terceiro filme abandonou a Vera Cruz para abrir sua própria produtora, a PAM (Produções Amácio Mazzaropi), desfeita somente quando ele morreu, em junho de 1981. Na PAM, ele produziu e dirigiu os 24 longas-metragens, nos quais atuou consolidando como quis o seu personagem caipira de fala arrastada, camisa xadrez sempre abotoada até o pescoço, paletó apertado, calças curtas sobre botas de cano curto e um toco de cigarro no canto da boca. A figura do caipira do interior, bondoso e ingenuamente maroto, arrastava multidões aos cinemas.

Parabéns ao nosso querido Mazzaropi, que mostrou, melhor do que qualquer outro ator do Brasil, que o caipira não é bobo, mas, sim, uma pessoa simples que possui a sabedoria da terra.

PS: O povo da Capital que se cuide!

Publicado em 12/04/2012, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 22 de março de 2012

Estamos seguros?


Até pouco tempo atrás, ainda nos anos 1990, quando se falava em segurança, logo pensávamos em como proteger nossa casa e nossos bens pessoais, ou como evitar fazer amizades com pessoas desconhecidas, que poderiam nos fazer algum mal.

Passados quase 20 anos, com o advento da internet, a palavra segurança adquiriu outro perfil. Hoje, temos que nos preocupar com as informações que publicamos nas redes sociais e com os “amigos” – que nem sempre são o que dizem ser – que pedem permissão para fazer parte das nossas redes.

Nossa correspondência – que antes chegava em envelopes na nossa caixinha de correio – agora chega através de e-mails. Antigamente, jogávamos fora as propagandas indesejadas. Hoje, elas se acumulam aos milhares na nossa caixa de 'Spam'. Vírus “escondidos” em e-mails ou sites mal-intencionados podem atrapalhar ou apagar completamente os dados do seu computador.

Quando queríamos pesquisar alguma informação, buscávamos uma fonte segura, como a velha enciclopédia ou uma biblioteca. Na internet, qualquer pessoa pode publicar o que quiser, e uma busca no Google pode resultar em bilhões de páginas sobre determinado assunto, porém, nem sempre, fidedignas.

Com o objetivo de conscientizar os internautas para o uso seguro e responsável da rede, foi criada, em 2003, na Europa, a campanha mundial “Safer Internet Day”, ou Dia da Internet Segura. Neste ano a data foi comemorada no dia 7 de fevereiro, abrangendo mais de 70 países. No Brasil, a campanha foi organizada pela SaferNet Brasil, em parceria com o Ministério Público e com o Comitê Gestor da Internet.

Mais do que comemorar, o importante é denunciar e se precaver! Se você foi vítima de algum crime virtual ou sabe de alguém que já foi, denuncie! Acesse o site http://www.denunciar.org.br

PS: O mundo real e o virtual são muito semelhantes. Previna-se!

Publicado em 22/03/2012, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 15 de março de 2012

Espelho, espelho meu...

Você tem rugas? Está se sentindo muito gordo(a)? Acha que seus seios estão grandes ou caídos? Fica encucado com sua careca, ou se seus cabelos estão ficando brancos demais? Não se preocupe, já está disponível no mercado um remédio que resolve tudo isso.

Mas, infelizmente, esta fórmula, não está à venda nas farmácias e nem no Google. Esse remédio tem vários nomes: “autoconfiança”, “auto-estima” ou “seja você mesmo!”. Você pode achar que esse “antídoto” não vai resolver muita coisa, mas não custa experimentar.

A vida é feita de várias fases, nas quais nosso corpo vai se moldando e nossa personalidade também! Estamos sempre sujeitos a todo tipo de influência. É só ligar a TV, navegar na internet, folhear uma revista e vamos ver imagens de homens e mulheres considerados perfeitos – dentro dos padrões de beleza estipulados pela nossa sociedade, só pra lembrar!

Aí, começam a surgir os efeitos colaterais: “Estou um lixo...”, “Eu nunca vou ser igual a Angelina Jolie, ou ao Brad Pitt...“, “Será que devo fazer uma plástica? Um implante de cabelos? Colocar silicone?...”

Calma! Pense um pouco: você é único(a), seu corpo e seus traços físicos são só seus e mudanças fazem parte de nossa vida. Cuidar da saúde e de nossa aparência é importante, mas, tão importante quanto isso tudo, é descobrir a nossa própria beleza!

Comecei a pensar neste assunto há alguns anos atrás, quando, em uma bela manhã, acordei e me olhei no espelho. De repente, não sei por que, fiquei pasma: “Os anos passam, a vida passa…”

Claro que tenho minhas recaídas, como todo mundo... Nestes momentos, faço uma pausa e ouço meu pequeno “grilo falante” dizendo: temos o direito, e talvez até o dever, de criar o nosso padrão de beleza. Ou melhor, talvez não exista um padrão, mas, sim, um conjunto de fatores que nos torna belos!

PS 1: Se os sintomas persistirem, não procure um médico. Procure por você mesmo!
PS 2: O melhor espelho são os olhos de quem nos ama!

Publicado em 15/03/2012, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 8 de março de 2012

Parabéns a todas as mulheres do mundo!

É com muito orgulho que cada vez mais mulheres de todas as partes do mundo comemoram, no dia 8 de março, o Dia Internacional da Mulher. Esta data é celebrada desde 1910, quando uma conferência internacional na Dinamarca decidiu homenagear um grupo de mulheres que, 53 anos antes (em 1857), foram brutalmente assassinadas.

Em 8 de março daquele ano, as funcionárias de uma fábrica de Nova York (EUA) decidiram fazer uma grande greve, reivindicando melhores condições de trabalho, diminuição da jornada – que na época era de 16 horas – e salários iguais ao dos homens – naquele tempo, as mulheres ganhavam cerca de um terço do salário pago aos homens. A manifestação foi reprimida com brutal violência: as funcionárias foram trancadas dentro da fábrica, que, em seguida, foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas.

Em vários cantos do planeta, o dia 8 de março é marcado por debates, conferências, reuniões e discussões sobre os direitos da mulher na sociedade atual. Desde a criação do Dia Internacional da Mulher muita coisa mudou: das reivindicações do filósofo francês Condorcet, em 1788, que exigia participação política, emprego e educação para as mulheres, até a conquista do direito de votar e de serem eleitas.

Nas décadas de 1960 e 1970, surgiram os movimentos feministas, foi criada a pílula e mulheres começaram a ocupar cargos importantes em nossa sociedade. Mas sabemos que ainda existe um longo caminho a percorrer para que todas as mulheres do mundo tenham seus direitos respeitados. Cabe a nós impor os limites, sabendo a hora de dar um basta aos abusos cometidos pelos homens, seja em uma relação amorosa ou profissional.

Não deixe que a mídia banalize e diminua a mulher, que na maioria das vezes é mostrada como um objeto, dançando com seus peitos exuberantes e chacoalhando seu bumbum no Domingão do Faustão!

PS: Vamos fazer um esforço para que a maravilhosa e tão batalhada Leia Maria da Penha funcione cada vez mais como um direito e não uma necessidade!

Publicado em 08/03/2012, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).