Não se conhece a origem, seus criadores são anônimos. Sabe-se apenas que são provenientes de práticas abandonadas por adultos, de fragmentos de romances, poesias, mitos e rituais religiosos.
Como é bom reviver esses jogos, recordar as brincadeiras e os brinquedos daquela época e também lembrar de um tempo onde o mais importante não era o produto final: o brinquedo pronto e acabado.
Por exemplo, na brincadeira “Vamos brincar de casinha”, o que parecia-nos mais interessante era procurar objetos para arrumar a casinha, onde expressávamos toda nossa criatividade. “Pular corda” exigia mais de uma criança na atividade, daí a formação dos grupos e, assim, íamos experimentando todas essas brincadeiras.
O aprendizado desses costumes fortaleceu a sociabilidade e estimulou a liberdade. Algumas brincadeiras resistiram ao tempo e continuam iguais: “Amarelinha”, “Cabra Cega”, “Passa Anel”, “Cabo de Guerra”, “Pião”, “Cinco Marias”, “Esconde Esconde”, entre tantas outras.
Sei que pode parecer saudosismo, mas acho que lembrar como brincávamos e o os brinquedos que na maioria das vezes nós mesmos manufaturávamos com um pedaço de cabo de vassoura, um copo, uma linha de costura, ou mesmo um papelão, nos leva a um olhar mais profundo de como estamos educando nossos filhos hoje. Que infância estamos lhes proporcionando ao comprarmos “brinquedos higtech”, super automatizados que fazem tudo sozinhos e criam uma criança passiva e solitária?
Mas tudo bem, nunca é tarde para despertamos a criança que está dento de nós e de nossos filhos.
PS: Que tal montar alguns barquinhos de papel e soltá-los no lago com as crianças neste fim de semana?

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