
Esta exaltação às favelas cariocas é o que mais me surpreende e, se não me falha a memória, há menos de um mês atrás esta região era considerada uma das mais perigosas e completamente dominada pelas drogas. De repente tudo mudou... Como eu havia escrito em colunas anteriores, o ano mudou e, num piscar de olhos, todo o complexo do Alemão e adjacências está “pacificado” e ainda mais, pronto para receber turistas de todo o mundo!
Tudo muito politicamente correto. Quero deixar claro que não estou descriminando ninguém e muito menos as favelas, muito pelo contrário. Acho um absurdo transformar a questão da favelização, não só do Rio, mas de todo o Brasil, em um grande circo pra inglês ver! Enquanto milhares de pessoas vivem nelas em uma situação desumana, sem água potável, esgoto, em casas construídas nos morros com restos de papelões, nosso governo quer nos convencer e, pior, convencer o mundo afora, de que favela é sinônimo de cultura e turismo!
Daqui a pouco, morar na favela vai ser “bacana”. Vão até dizer que é um projeto de vida sustentável e ecológico, já que todas as casas são feitas com “material reciclado” e você vive sempre perto da natureza em “estado intocável”.
PS 1: Favela (do dicionário Michaelis): Aglomeração de casebres ou choupanas toscamente construídas e desprovidas de condições higiênicas.
PS 2: Estande do Rio Top Tour, do governo estadual, informa sobre pontos de visitação.

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