domingo, 21 de abril de 2019

Campanha “Bola do Bem”: passe essa bola pra frente!


Você deve estar curioso para saber que campanha é essa... Pois bem, essa é uma campanha onde a “bola” que você vai passar pra frente é a “bola do bem”!

Lembrei-me de um filme que eu assisti há um bom tempo, “A Corrente do Bem”. Na estória, um menino de 12 anos cria o seguinte desafio para si e para todos ao seu redor: conseguir fazer para três pessoas, sejam elas quais forem, algo muito especial, algo que elas não conseguiriam fazer por si só e, daí pra frente, essas pessoas fariam por mais três pessoas o mesmo, e assim por diante. Não vou contar o resto do filme, senão perde a graça...

Bem, depois que o filme terminou, tive, mais uma vez, a certeza de que o mais importante não é ganhar ou perder, mas, sim, viver e ajudar àqueles que estão sem rumo a tentarem novamente. Porém, não adianta dar o “peixe” e, sim, a “vara de pescar” – e, mais importante, com muito amor e carinho.

Todos nós sabemos que o dia a dia é uma das tarefas mais delicadas da nossa vida. Surgem dificuldades, angústias, felicidades e acasos inesperados. Assim é a vida, feita de cada segundo e de cada minuto que passa.

Que tal experimentar? Observe uma, duas, três ou mais pessoas as quais você acha que poderia realmente ajudar a viver de verdade. Passe “essa bola pra frente”, vale a pena!

sexta-feira, 5 de abril de 2019

A criança que consertou o mundo...


“Certo dia, o filho de sete anos de um cientista invadiu o seu laboratório decidido a ajudá-lo a trabalhar. O cientista vivia preocupado com os problemas do mundo e estava resolvido a encontrar meios de minorá-los. Passava dias em seu laboratório em busca de respostas para suas dúvidas.

O cientista, nervoso pela interrupção, tentou que o filho fosse brincar em outro lugar. Vendo que seria impossível demovê-lo, o pai procurou algo que pudesse ser oferecido ao filho com o objetivo de distrair sua atenção.

De repente, deparou-se com o mapa do mundo, o que procurava! Com o auxílio de uma tesoura, recortou o mapa em vários pedaços e, junto com um rolo de fita adesiva, entregou ao filho dizendo:

– Você gosta de quebra-cabeças? Então vou lhe dar o mundo para consertar. Aqui está o mundo todo quebrado. Veja se consegue consertá-lo bem direitinho!

Calculou que a criança levaria dias para recompor o mapa. Algumas horas depois, ouviu a voz do filho, que o chamava:

– Pai, pai, já fiz tudo. Consegui terminar tudinho!

A princípio, o pai não deu crédito às palavras do filho. Seria impossível, na sua idade, ter conseguido recompor um mapa que jamais havia visto. Relutante, o cientista levantou os olhos de suas anotações, certo de que veria um trabalho digno de uma criança. Para sua surpresa, o mapa estava completo. Todos os pedaços haviam sido colocados nos devidos lugares. Como seria possível? Como o menino havia sido capaz?

– Você não sabia como era o mundo meu filho. Como conseguiu?
– Pai, eu não sabia como era o mundo, mas quando você tirou o papel da revista para recortar, eu vi que do outro lado havia a figura de um homem. Quando você me deu o mundo para consertar, eu tentei, mas não consegui. Foi aí que me lembrei do homem, virei os recortes, e comecei a consertar o homem que eu sabia como era. Quando consegui consertar o homem, virei a folha e vi que tinha consertado o mundo.”

Texto de autor desconhecido

terça-feira, 19 de março de 2019

O florista foi ao barbeiro...


Um texto muito inteligente de Eça de Queiros apareceu no meu WhatsApp... Em geral, recebo várias coisas que nem consigo ver – e outras que são meio bobagens. O título era exatamente este: “O florista foi ao barbeiro”. Pensei comigo mesma: “Deve ser mais alguma piadinha...”

No final do dia, li com calma a mensagem. Para minha surpresa, o texto cabe direitinho nos dias de hoje, ontem – e espero que o mesmo não seja tão verdadeiro para os dias futuros!

Transcrevo o texto, logo abaixo, e espero que vocês apreciem essa pequena pérola tanto quanto eu:

“O florista foi ao barbeiro para cortar seu cabelo. Após o corte, perguntou ao barbeiro o valor do serviço e o barbeiro respondeu: ‘Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana’. O florista ficou feliz e foi embora.

No dia seguinte, ao abrir a barbearia, havia um buquê com uma dúzia de rosas na porta e uma nota de agradecimento do florista. Mais tarde, no mesmo dia veio um padeiro para cortar o cabelo. Após o corte, ao pagar, o barbeiro disse: ‘Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana’. O padeiro ficou feliz e foi embora.

No outro dia, ao abrir a barbearia, havia um cesto com pães e doces na porta e uma nota de agradecimento do padeiro.

No terceiro dia, veio um vereador para um corte de cabelo. Novamente, ao pedir para pagar, o barbeiro disse: ‘Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana’. O vereador ficou feliz e foi embora.

No dia seguinte, quando o barbeiro veio abrir sua barbearia, havia uma dúzia de vereadores fazendo fila para cortar cabelo.

Essa é a diferença entre os cidadãos e os políticos. ‘Os políticos e as fraldas devem ser trocados frequentemente e pela mesma razão.’
(Eça de Queirós)”

PS 1: Qualquer semelhança não é mera coincidência...

quinta-feira, 7 de março de 2019

“Heranças indígenas com o pudor português”


Do primeiro teste da bomba atômica no Atol de Bikini, em 1946, no Oceano Pacífico, até a confecção da “peça mais desejada da moda brasileira”, o biquíni guarda uma história de vanguardismo, sexo e moralismo ligada à relação da mulher com o próprio corpo.

“A relação dos índios com o corpo revela nossa forma de usar o biquíni. Mulheres de uma tribo no Xingu, por exemplo, cobrem a intimidade com o uluri (cinto que só envolve uma pedaço da cintura). As brasileiras, por menor que seja o biquíni usado, também se consideram vestidas. Carregamos heranças indígenas com o pudor português”, explica o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro.

São tantas estórias e mitos sobre estas duas peças que cobrem o corpo da mulher ocidental, e que no Brasil, mais do que em qualquer outro país do mundo, fazem parte do imaginário masculino, além de tornarem a mulher brasileira em um constante, “objeto do desejo”, que a jornalista Lilian Pacce passou 13 anos debruçada em entrevistas, fotos e uma vasta checagem cronológica dos fatos que envolvem este traje de banho, curiosamente criado por um francês, Louis Réard.

Em suas pesquisas com personagens-chave para a disseminação do traje, descobriu que a ex-modelo alemã Miriam Etz (1914-2010) foi a primeira mulher a aparecer no Rio, em 1946, com um biquíni “duas peças” – versão que ainda encobria o umbigo.

Bem, de certa maneira, parece fútil nos preocuparmos tanto com a história do biquíni, mas este traje de banho feminino simboliza muito de nossa cultura machista, a qual inverteu e banalizou toda a cultura indígena em nosso país, transformando a pureza do índio e seus costumes em uma moralidade cheia de aberrações e falsos preceitos de pureza e castidade.

“Lamento o português ter vestido o índio, e não o índio ter despido o português...” (Oswald de Andrade, escritor modernista)

sábado, 2 de março de 2019

O futuro do Brasil...


Quatro adolescentes entre 12 e 18 anos são assassinados no Brasil, para cada grupo de mil jovens. É o que aponta estudo coordenado pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância).

O número é o mais alto desde que começou a ser medido, em 2005. O IHA (Índice de Homicídios na Adolescência) engloba os 300 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes e se baseia nos dados do ano de 2018 do Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde.

“Este valor é elevado. Uma sociedade não violenta deveria apresentar valores não muito distantes de zero e, certamente, inferiores a 1”, explicam os autores do estudo.

O futuro do Brasil, representado por esses jovens, está em risco. “Essa alta incidência de violência letal significa que, se as circunstâncias que prevaleciam em 2014 não mudarem, aproximadamente 43 mil adolescentes serão vítimas de homicídio no Brasil entre 2018 e 2021”, alertam.

Fechar os olhos e fingir que nada disto está acontecendo seria uma atitude muito infantil... Daqui a alguns anos, as crianças e adolescentes de hoje serão os adultos de amanhã – que também terão seus filhos, netos, bisnetos... Em que tipo de sociedade estas crianças e adultos de amanhã estarão vivendo?

É como uma bola de neve, quanto mais neve tiver maior ela fica! E aí vem a pergunta: “Por que tantas crianças e adolescentes estão sendo mortos? Tráfico de drogas? Miséria? Falta de educação, moradia, emprego? Pais e mães desestruturados que ainda passam pelas mesmas situações que passaram quando também eram crianças?”

Acredito que seja tudo isso e muito mais – o eterno descaso de nosso governo com a sociedade e seus direitos humanos ao longo de várias gerações.

Difícil achar uma só causa...

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Princesa Isabel decretou aposentadoria aos 60...

Essas eram as regras para os carteiros se aposentarem no final do século 19, quando nascia a Previdência Social no Brasil  no mínimo, 60 anos de idade e 30 de serviço. Começou pelos funcionários dos Correios, por determinação da princesa Isabel, em decreto de 26 de março de 1888. Do salário mensal dos trabalhadores, era descontado o valor equivalente a um dia de trabalho e depositado no fundo de previdência e pensões.

Antes disso, o governo só pagava poucos benefícios aos dependentes de servidores públicos do Rio de Janeiro que haviam morrido. Depois dos carteiros, a aposentadoria foi estendida a outras categorias, como ferroviários, portuários e funcionários da Imprensa Nacional.

Infelizmente, o sistema funcionou bem por pouco tempo. Cerca de 40 anos depois de seu início, já se falava na necessidade de reforma do sistema previdenciário para evitar seu colapso financeiro – uau, a Previdência já tinha rombos desde 1928!

Finalmente, em 1943, foi sancionada a Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), que estendeu a Previdência Social a todos os trabalhadores brasileiros.

Podemos dizer que nossa princesa foi muito mais generosa que nossos “reizinhos” de hoje. Dizem que, em 2016, o rombo da previdência foi em torno de 316 bilhões de reais...

Mas o que nós pobres mortais temos a ver com isso? Ninguém explicou por que isso aconteceu ou como? E que estória é essa de rombo? Toda vez que os “reizinhos” querem aumentar os impostos ou tirar algum direito já adquirido – ou que tenha que se adquirir – criam um rombo, tudo é culpa do rombo...

É sabido que o Brasil está envelhecendo. Hoje, temos mais de 29 milhões de pessoas com mais de 60 anos em nosso país. E qual é o problema? Será que os nossos governantes não sabiam que isso iria acontecer? Aí, querem ir pelo caminho mais fácil – para eles: aumentar o tempo de contribuição e diminuir o valor da aposentadoria de uma maneira surreal, tornando praticamente impossível a todos nós trabalhadores nos aposentarmos.

PS 1: Será possível regredirmos e ficarmos piores do que em 1888?

PS 2: Acredito que agora está em nossas mãos não permitirmos que mais este crime seja cometido!

domingo, 20 de maio de 2018

Bendita Tia Benedita...



“Não sei por que as pessoas complicam tanto esta breve viagem...” A reflexão é de uma senhora de 88 anos que conheci, já há algum tempo, que chamo carinhosamente de Tia Benedita. Comecei a frequentar mais sua casa e pude observar melhor a sua maneira de lidar com a vida.

Para minha surpresa, percebi, em pequenas e simples conversas sobre suas flores e seus biscoitos, os problemas de saúde que foram surgindo com sua família e com ela mesma.

Tia Benedita tem vários filhos. Infelizmente, já perdeu uma filha de 60 anos devido a um câncer e, agora, outra filha está passando pela mesma situação...

Mais uma vez, me surpreendi com sua maneira sábia de lidar com a questão. “A gente tem que ter fé e segurar a onda da família, estou pronta para o que der e vier! A vida é só uma passagem, não vamos levar nada daqui, a não ser os momentos de amor e carinho para com nossos semelhantes. Eu não sei por que as pessoas complicam tanto esta breve viagem”, disse Benedita.

Tenho tantas coisas para falar sobre ela que não caberiam nesta coluna. Em um passeio recente que fizemos juntas, tomamos sorvete, conversamos sobre o calor e a alteração do clima. A tia ficou empolgada com os vários sabores, levou mais de 10 picolés pra casa – e saiu feliz como uma criança!

Voltando ao mundo que chamamos de real... As guerras continuam matando e destruindo pessoas e países, a fome e o desemprego não param de crescer, o individualismo e a cegueira da humanidade aumentam cada vez mais, famílias brigam entre si por uma herança, uma casa – bens materiais que vão ficar...

Enquanto isso, governos gastam bilhões para descobrir se é possível viver em Marte. Pra quê? Não conseguimos viver em paz aqui em nossa casa, nossa linda Terra! E ainda dizem por aí que vivemos no século das maiores descobertas científicas e tecnológicas que poderiam beneficiar a nós mesmos...

PS 1: Enquanto isso, os smartphones estão ficando cada vez mais rápidos e inteligentes e cheios de atualizações...

PS 2: Tia Benedita me ensinou que a borra do café é um ótimo adubo para as plantas!

Publicação especial (Maio/2018)

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Temos várias mães...

Mães, avós, bisavós, todas são mães. Filhas, netas e bisnetas também se tornam mães de suas mães. É um ciclo maravilhosamente interminável.

Há vários tipos de mães: a que cozinha, lava e passa, a que trabalha fora, a que é mãe coruja, a mãe brava, a mãe que cria seus filhos sozinha, além das mães que criam os filhos de outras mães.

Bem, dizem que a mulher já nasce com o instinto natural de mãe. Ela é aquela que protege, luta e aninha seus filhotes.

Neste domingo, dia 13 de maio, comercialmente vamos comemorar mais um Dia das Mães. Promoções nas lojas, restaurantes, shoppings, tudo para comprar um presente para sua mãe ou levá-la para almoçar, passear... Enfim, o comércio ganha muito com esta data.

Mas será que esta é a melhor maneira de homenagear todas as mães de todas as idades? Quantas vezes nos esquecemos, ao longo do ano e no nosso dia a dia tão corrido, de dar um beijo, ligar, ou visitar nossa mãe? Esquecemos até o mais importante: foi ela que nos deu a luz.

Então me pergunto: como é possível que tantos homens agridam suas companheiras, filhas, empregadas e até mulheres desconhecidas? Será que estes homens não pensam que, no fundo, estão agredindo suas próprias mães?

Mesmo sendo uma data a se comemorar, acho bom sempre refletirmos um pouco sobre como a nossa sociedade ainda age de maneira tão primitiva em relação às mulheres, que são naturalmente nossas mães.

Uma curiosidade... “Estudo na Costa do Marfim diz que adoção de órfãos é pratica seguida até por chimpanzés do sexo masculino”. Eu tenho guardado este artigo há muito tempo, mas sempre vale destacar este fato como exemplo de compaixão e amor incondicional no mundo animal versus o mundo “humano e civilizado”.

Parabéns a todas as mães do mundo, hoje, ontem e sempre! Mãe é mãe, sempre! Todos os dias da semana, do mês e do ano!

PS: Os chimpanzés da Costa do Marfim estariam mais evoluídos do que nós, no que tange a valores éticos e morais e à visão do que é realmente viver em uma sociedade?

Publicação especial para o Dia das Mães (Maio/2018)