quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Sobre homens e lobos...

Estudiosos acreditam que os cães surgiram da domesticação do lobo cinzento asiático há cerca de 100.000 anos. Com o passar do tempo, os filhotes de lobo foram se adaptando à aproximação do homem e se tornaram animais dóceis. Hoje, estima-se que existam no mundo inteiro aproximadamente 400 raças de cães. Eles se tornaram animais sociáveis e eternos defensores do ser humano.

A famosa  frase “o cão é o melhor amigo do homem” foi dita durante um julgamento, pelo advogado americano George Graham Vest em 1870, quando acusava um homem pela morte de Old Drum, o melhor cão de caça de um fazendeiro local. Um vizinho, desconfiado que o animal andava matando suas ovelhas, deu ordens para que atirassem no cachorro. Quando Old Drum foi encontrado morto, seu proprietário resolveu processar o culpado. Com um belíssimo discurso, George Vest ganhou a causa.

Cada vez mais, percebo a importância do cão para os humanos. Você já deve ter escutado histórias de cães que se tornaram verdadeiros heróis ao salvar a vida de seus donos ou defendê-los até as últimas consequências, como no caso da vira-lata Bruna, que, em dezembro de 2007, salvou seu dono, o cadeirante Paulo Sérgio Moreno de Jesus, 51, do ataque de um cão Pitt Bull. Considero esta raça um projeto de cachorro que não deu certo!

Os cães são carinhosos, leais e têm um amor incondicional! Quem já não viu cenas de moradores de rua com seus cães dormindo ao seu lado, ou cães que acabam falecendo logo após a partida de seu dono? Bem, poderia citar aqui inúmeros exemplos de amizades surpreendentes entre “homens e lobos”, mas será que eu conseguiria citar os mesmos casos de amor incondicional, amizade e bondade entre nós, seres humanos? Gostaria muito de responder que sim...

PS 1: Qual é o segredo?
PS 2: Quem souber, por favor, envie um e-mail!

Publicado em 22/08/2013, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

“Velhos Guris”

“Demônios da Garoa” e “Os Incríveis” são apenas alguns dos nomes que nos vêm à mente quando nos lembramos de conjuntos famosos da música brasileira – e que fazem parte do crescente grupo de músicos que já estão na 3ª idade.

Mas não é só a “moçada” famosa que está cantando e tocando por esse Brasil afora... Em Curitiba, no Paraná, um grupo muito carismático de idosos, que em 2013 completa dez anos, já tem até 2 CDs lançados. E estão planejando o terceiro!

“Os Velhos Guris” surgiu de um projeto de atividades de musicoterapia do Lar dos Idosos - Recanto Tarumã, mantido pela entidade Socorro aos Necessitados. O grupo teve três formações, mas um dos idealizadores, Odamir Bartholomeu, 81 anos, segue embalando o conjunto com música de qualidade.

Músico da noite curitibana “do tempo que tinha bonde”, Bartholomeu e seu inseparável pandeiro sempre tocou em casas noturnas, durante o dia, tinha sua segunda profissão, de técnico eletrônico. A chegada ao lar dos idosos aconteceu em 2003, porque não conseguia mais emprego.

Logo no primeiro dia, ele reencontrou um velho amigo músico, Jorge Xavier de Barros,  “Chegamos no mesmo dia aqui e nos encontramos no refeitório. Foi algo emocionante”, afirma.

Meses depois, a musicoterapeuta e coordenadora do grupo, Claudimara Zanchetta, veio trabalhar no local com objetivo terapêutico. “O objetivo inicial era trabalhar a história musical de cada morador do lar, mas eles queriam mais e fundaram o grupo”.

Os “Velhos Guris” já gravaram dois CDs – um de moda de viola e outro de samba –, tendo sido consagrados com diversas premiações de projetos envolvendo a terceira idade.

Sem fazer muitos planos, os “guris” querem envelhecer com dignidade e, se possível, gravar um terceiro CD. “O terceiro poderia ser de serenatas, para lembrar das velhas namoradas”, declara Bartholomeu.

PS 1: Parabéns para esses lindos Guris!
PS 2: Envelhecer com saúde e prazer: um direito de todos!!

Publicado em 15/08/2013, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Tudo sobre o nada...

Que tempo o tempo tem? Pergunta meio estranha, mas você já pensou que os minutos, segundos e horas nunca param de passar, e que nós sempre achamos que o tempo está correndo demais? Estamos sempre atrasados ou em cima da hora para chegar ao trabalho, levar as crianças para a escola, ir ao cinema, dar banho no cachorro... Bem, acho que nem dá tempo de escrever tudo o que eu gostaria!

Mas, se pensarmos bem, o tempo é relativo! Quando estamos de férias, o tempo passa rápido, se estamos entediados e cansados, o tempo não passa, o dia fica longo, ficamos impacientes, sonolentos, esperando os minutos passarem.

Eu ainda não entendo bem o tempo... Quanto tempo eu tenho deixado livre para mim mesma, para as coisas que eu gosto de fazer, ou mesmo para não fazer nada?

Você já brincou de bolhas de sabão? Elas são tão lindas e frágeis. Sua existência é de alguns segundos, porém a satisfação em vê-las e soprá-las é imensa. Talvez o tempo seja assim também, frágil e invisível, medido na sua essência pela nossa satisfação e deleite e não pelos nossos relógios, despertadores e bate-pontos escravizantes!

O tempo é apenas um sequência de milésimos de segundos que nunca param, mas que também se repetem dia após dia. As mesmas datas virarão, no próximo ano, Carnaval, Páscoa, Finados, etc, etc...

Daqui a pouco, mais um ano vai passar e outros vão chegar. Eu já estou planejando um monte de coisas e ainda não consegui fazer tantas outras... Que loucura! Pensando bem, vou me dar um tempo! Vou aproveitar este segundo semestre de 2013 para fazer mais bolhas de sabão, brincar de ioiô, caminhar, pensar, encontrar os amigos e fazer menos, com mais prazer! Será que vai dar tempo?

PS 1: O Congresso Nacional voltou de seu recesso...
PS 2: Não tem havido quorum suficiente para votações. Parece que os “eleitos” possuem mais tempo do que nós, meros “seres mortais”!

Publicado em 08/08/2013, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Não fecha porque não abre...

Estes dias me lembrei de uma situação muito engraçada e verídica que aconteceu com uma amiga. Ela estava me contado que tinha feito uma viagem a Portugal. Achou tudo muito lindo, um povo muito amistoso e gentil para com seus “irmãos brasucas”!

Passeando por todos os pontos turísticos, de repente ela quebrou o salto de seu sapato... Até aí, nada demais. Foi em busca de um sapateiro e pediu para consertar o salto quebrado. Como já era uma sexta-feira, ela lhe perguntou: “O senhor fecha no sábado?”. Ele, muito tranquilamente, respondeu: “Não!”.

Ela sai contente, pois queria usar o tão querido sapato no final de semana. Pois bem, logo cedo no dia seguinte, sábado, ela foi buscar seu sapato. Eis que, para seu espanto, a sapataria estava fechada! Ela logo pensou: “Puxa, aqui em Portugal todos são tão corretos. Não esperava uma atitude destas...”.

Minha querida amiga passou o final de semana indignada! Na segunda-feira, foi correndo à sapataria. Já meio chateada, perguntou ao sapateiro: “Porque o senhor disse que não fechava aos sábados? Eu estive aqui logo cedo e encontrei seu estabelecimento fechado!”. E, com a maior naturalidade, ele lhe respondeu: “Minha senhora, nós não fechamos aos sábados porque não abrimos!”.

Parece história de pescador... Mas foi tudo verdade! O que me levou a lembrar deste fato engraçado – e até surrealista – foi ter visto uma manchete no jornal com a seguinte chamada: “'Lula não vai voltar porque ele não saiu', afirma Dilma”.

Não sabia se ria ou chorava... Li várias vezes para confirmar se não era uma piada! Só para vocês terem o gostinho de ver um pouco mais desta notícia, vou citar um dos parágrafos da nossa Presidenta: “Eu acho que o Lula não vai voltar porque ele não foi. Ele não saiu (…) Eu tô misturada com o governo dele total”.

É tudo verdade!! “A sapataria não fecha porque não abre...”

PS: Dizem que se o Papa ficasse mais um pouco no Brasil ele já tava até sambando...

Publicado em 01/08/2013, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 25 de julho de 2013

“Bolsa Prazer”...

Celulares cada vez mais sofisticados, TVs com imagem HD, internet sem fio, carros enormes que estacionam sozinhos, aparelhos para diagnósticos médicos computadorizados... Não há dúvidas, vivemos numa sociedade moderna!

Só um pequeno detalhe: qual o preço disso tudo? Dá para falar em um celular sem se preocupar com o valor absurdo de cada minuto? E a TV a Cabo, dá para pagar? A gasolina está mais cara do que nunca, exames médicos, estão até parcelando no cartão de crédito!

Mas como assim? O Brasil está, agora, acima da linha da pobreza! Já estão levando água, luz e esgotos para todos os cantos do País. Ah, e o ‘Bolsa Família’? Todos querem, todos precisam.

Falando em bolsa... Vi uma pequena chamada no jornal, a qual, de início, achei que era uma piada, mas, no país da piada pronta, vi que era verídico! Um homem tentou pagar uma garota de programa com um cartão do Bolsa Família, em Itapetinga (BA). Também não tinha dinheiro para pagar pela diária do Mirage Motel. O caso foi parar na polícia, pois o cliente deixou como garantia um toca-CD e o Cartão do Trabalhador, emitido pela Caixa para consultas e saques do FGTS e outros benefícios. "Ele voltou na madrugada e pagou os R$ 58", relatou Paulo, funcionário do motel. “A garota de programa ficou no prejuízo”, completou.

E assim caminha a humanidade... Claro que o Bolsa Família é um auxílio importante para milhões de brasileiros que não recebem a vara para pescar e continuam dependendo do pequeno peixe que lhes é dado no final do mês. Porém, se insistirmos em manter milhões de pessoas sem acesso à informação, infraestrutura local e profissional, bem como escolas básicas e técnicas, nunca um brasileiro abaixo – ou supostamente acima – da dita “linha da pobreza” se tornará um cidadão digno de respeito a si próprio e muito menos à comunidade em que vive.

PS 1: Política imediatista, um sonho de consumo sem pé nem cabeça!
PS 2: Com que bolsa eu vou?...

Publicado em 25/07/2013, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 18 de julho de 2013

O ovo ou a galinha?

Vivemos um dos maiores momentos de preocupação com a nossa Terra, nosso planeta, nossa casa. Preocupamo-nos com o ar que estamos respirando, o derretimento das geleiras devido à diminuição da camada de ozônio, a água que bebemos, as matas devastadas...

E o ser humano? Como ele fica no meio disto tudo? De que adianta salvar o planeta se não conseguimos salvar a nós mesmos?...

Dedico esta coluna a todas as Marias da Penha, de Souza, de Andrade e, também, às Marcias, Paulas, Reginas, enfim a todas as mulheres e, em especial, às mulheres que já sofreram algum tipo de agressão física ou emocional.

Mesmo depois de aprovada a Lei Maria da Penha – Lei 11.340, de 7/08/2006 –, que cria mecanismos para coibir qualquer tipo de agressão contra as mulheres, este tipo de selvageria e brutalidade humana continua acontecendo cada vez mais e, infelizmente, na maioria das vezes por parte dos maridos e parceiros das vítimas.

A lei não vai mudar a atitude e a cultura destes homens. Acredito que existe, sim, a necessidade de vários programas por parte do governo e da sociedade de conscientização e mudança de valores quanto à mulher como ser humano e seu papel na sociedade.

Enquanto a televisão e outros meios de comunicação continuarem exibindo a mulher como mero objeto de consumo, seja em comerciais de cerveja, perfumes e lingeries, e a própria mulher continuar aceitando este tipo de papel, acho muito difícil o ser “homem” mudar a sua visão e atitude frente a nós mulheres.

Parece contraditório, mas cabe, em primeiro lugar, a todas as mulheres se colocarem como seres humanos que pensam, agem e refletem sobre esta questão da violência contra elas mesmas, que continua tão grande quanto na época dos Neandertais.

Vale à pena lembrar que nós mulheres geramos todo e qualquer ser humano que está neste planeta. Fazer mal a uma mulher é como fazer mal à sua própria mãe!

PS: Mulheres e homens do mundo: uni-vos! Pensem nas gerações futuras, suas filhas, netas, bisnetas...

Publicado em 18/07/2013, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Perguntas para quase tudo...

Recentemente, li o livro "Uma Breve História de Quase Tudo", de Bill Bryson, um delicioso guia de viagens pela ciência. Achei a obra muito interessante e separei algumas perguntas e respostas:

Há quanto tempo existe o universo?
“Há bastante tempo os cosmologistas vêm discutindo se a criação foi há 10 bilhões de anos, duas vezes essa cifra ou um valor intermediário. Parece estar se formando um consenso em 13,7 bilhões de anos. Será que é definitivo?”

Quantas espécies vivem em nosso planeta?
“Não temos a menor idéia do número de seres que vivem em nosso planeta. As estimativas oscilam de 3 milhões a 200 milhões. Quantos seres vivos ainda serão descobertos?”

Geneticamente, qual a semelhança entre homens e macacos?
“O ser humano moderno é 98,4% geneticamente indistinguível do chimpanzé moderno. Há mais diferença entre uma zebra e um cavalo que entre você e as criaturas peludas que seus ancestrais remotos deixaram para trás. Evoluímos ou não?”

Com certeza, todos nós já nos fizemos algumas destas perguntas, além do famoso questionamento: “Quem sou eu? De onde vim? Para onde vou?”.

Eu, pessoalmente, tenho me perguntado de que adianta saber de onde eu vim se eu não sei nem quem sou ou para onde vou. Claro que eu sei quem eu sou, meu nome, CPF, RG, onde moro, qual o meu trabalho... Mas quem sou eu? Quais são meus desejos verdadeiros, meus anseios, gostos? O que desejo fazer nesta vida? Será que eu apenas existo e, em algum momento, isso acaba e pronto?

Penso, logo existo! Tudo bem, mas, daí pra frente, o que é que estamos fazendo com tantas informações e pensamentos fragmentados?

E, pra complicar um pouquinho mais, dizem que, no Brasil, surgiu uma nova classe C, com um poder aquisitivo muito maior, cheia de oportunidades e saldos bancários maravilhosos! Será que é mais “fashion” fazer parte desta classe? Qual será a minha classe?

PS: Vou perguntar para meu “Oráculo” se devo casar ou comprar uma bicicleta...

Publicado em 11/07/2013, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Cuidado com o vírus!

Preconceito: Opinião adotada sem exame, somente imposta pelo meio ou pela educação (fonte: Enciclopédia Larousse Cultural).
Doença: Processo mórbido definido, com sintomas característicos, que pode afetar o corpo todo ou uma ou várias de suas partes. (fonte: Dicionário Michaellis).

Bem, acho que a definição das palavras preconceito e doença já é um bom começo para questionarmos qualquer atitude que se baseie nestes conceitos.

Você já pensou que, em várias situações polêmicas de sua vida, o preconceito ou a moral imposta o levaram a tomar atitudes sem nem ao menos questioná-las? Venhamos e convenhamos, uma sociedade é composta de regras, porém muitas delas acabam se tornando dogmas, principalmente quando elas se justificam no medo de aceitar novas maneiras de agir e pensar.

A homossexualidade é uma dessas questões que nos dá medo, talvez porque ela coloque em risco a nossa idealização do “ser” masculino e do “ser” feminino. Mas será que esse é o maior problema? Ou a grande questão é: “posso ou não ser gay, lésbica, heterossexual, ou pintar o cabelo de verde?”.

É incrível como, estando no século 21, pessoas tidas como representantes de nossa sociedade – vide o Sr. Marco Feliciano, ironicamente, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal – têm coragem de alardear, em alto e bom tom, que homossexualismo é uma “doença” e que precisa de tratamento!

Se não lutarmos pelo nosso direito à liberdade e igualdade, independente de nossa cor, raça, religião ou opção sexual, é muito fácil amanhã nós mesmos sermos a próxima vítima.

Cuidado com o vírus do preconceito e da ignorância. Ele é facilmente transmissível através de “ditadores”, da mídia, rádio, TV, Facebook, jornais ou numa simples conversa de boteco...

PS: Fico muito feliz em saber que, aqui em Marília, existe a ALGBT (Associação de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais): www.observatoriodeseguranca.org

Publicado em 04/07/2013, na coluna ´Formador de Opinião´ do Jornal ´Bom Dia´, da Rede Bom Dia (às quintas-feiras, a coluna é escrita por Tony Bernstein).