
Eu mesma não sou tão ligada neste evento, mas gosto de ver os temas das escolas para perceber melhor o que está acontecendo com o nosso carnaval a cada ano que passa.
Escrevo este artigo em uma quarta-feira, literalmente, de cinzas. Estava vendo pela televisão a apuração dos votos das escolas de samba de São Paulo no Sambódromo, quando de repente, ao vivo e em cores, um homem invadiu a área restrita dos jurados e rasgou os envelopes que continham as notas. Parecia surreal, mas era verdade. Criou-se um tumulto enorme, policiais entraram em cena, cadeiras foram arremessadas para todos os cantos e, em seguida, ainda houve um incêndio em um dos barracões que guardavam alguns dos carros alegóricos.
Fiquei pasma e ao mesmo tempo super ligada na TV, tentando entender o que aconteceu! Pior ainda, quando entendi! Era uma briga pelas notas finais que estavam sendo dadas às escolas. Me lembrei daquelas coisas do ginásio ou do primário, quando um bando de alunos mal educados se rebelava contra um outro grupo da classe, após terem participado de uma gincana ou algo parecido, por não terem gostado da classificação final.
Mas como estes foliões não são crianças e o Carnaval não é uma gincana escolar, concluo que nós adultos, se é que podemos nos denominar assim, não servimos mais de exemplo algum para nossos filhos e nem para nós mesmos.
PS. Valeu, Joãosinho Trinta, você foi um visionário!
